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Aprendendo As Estratégias de Jesus para ser um Bom Professor

 As Estratégias de Jesus: Lições com o Mestre dos Mestres

Texto Base: Marcos 6:34

Introdução

Todos nós temos lembranças de professores que marcaram nossas vidas, seja pelo incentivo que nos deram ou pela habilidade singular de transmitir conhecimento. Na Bíblia, Jesus é identificado por muitos títulos: Filho de Deus, Filho do Homem, Messias e Salvador. No entanto, um dos títulos mais frequentes que Ele recebeu foi o de "Rabi" ou Mestre.

Nos Evangelhos, Jesus é mencionado como professor ou mestre cerca de quarenta vezes. Isso ocorre porque o Cristianismo é uma religião ensinada. Ninguém nasce cristão por herança genética; torna-se cristão através do aprendizado e da obediência à Verdade. Por isso, não é surpresa que Jesus seja "O Maior Professor" que o mundo já conheceu, deixando-nos o modelo perfeito de como transmitir a vontade de Deus (Mt 28:20; 2 Tm 2:2).


I. Jesus Ensinava com Autoridade

Diferente dos escribas da Sua época, o ensino de Jesus não era uma colcha de retalhos de opiniões de outros rabinos.

    • Fonte Direta: Jesus não dependia de tradições humanas ou interpretações de terceiros. As multidões se maravilhavam porque Ele falava como quem tem autoridade própria (Mt 7:28-29). Ele condenou o ensino que colocava preceitos de homens acima dos mandamentos de Deus (Mt 15:9).

    • Fundamentação Bíblica: Embora tivesse autoridade divina, Jesus honrava a Escritura. Ele a citava com precisão e a aplicava à vida real (Mt 21:42; Jo 8:40-46). No caminho de Emaú, Ele deu a maior aula de exegese da história, explicando o que constava a Seu respeito em todas as Escrituras (Lc 24:27).

    • Aplicação para hoje: Professores e pregadores modernos não devem confiar em filosofias humanas, escritos puramente seculares ou suposições próprias. Devemos fazer tudo "em nome do Senhor Jesus" (Cl 3:17), sabendo que é a Sua Palavra que nos julgará (Jo 12:48).


II. Jesus Sustentava o Ensino com a Ação

O autor de Atos resume a vida de Jesus como tudo o que Ele "começou a fazer e a ensinar" (At 1:1). O fazer vinha antes ou junto com o ensinar.

    • O Exemplo Vivo: Jesus não apenas dizia o caminho; Ele era o Caminho. Ele percorria cidades ensinando e curando, demonstrando o Reino em cada passo (Mt 9:35).

    • Praticar o que se prega: Jesus ensinou a amar os inimigos e demonstrou isso na cruz ao orar pelos Seus algozes (Mt 5:44; Lc 23:34). Existe um ditado que diz: "As pessoas não se importam com o quanto você sabe, até que saibam o quanto você se importa".

    • O Ensino como ato de compaixão: Em Marcos 6:34, vemos que Jesus teve compaixão da multidão porque eram como ovelhas sem pastor. A resposta da Sua compaixão não foi apenas um milagre físico, mas o texto diz que Ele "passou a ensinar-lhes muitas coisas". Ensinar a Verdade é a maior forma de caridade.


III. Jesus era Equilibrado em Seu Ensino

Jesus nunca foi um mestre de uma nota só. Ele apresentava a totalidade do caráter de Deus.

    • Amor e Juízo: Ele ensinou sobre o amor infinito do Pai através das parábolas da ovelha, da dracma e do filho perdido (Lucas 15). Mas também ensinou com clareza sobre a realidade do juízo e a responsabilidade das nossas escolhas (Mt 18:21-35; 25:14-30).

    • O Conselho de Deus: Paulo seguiu essa estratégia equilibrada de Jesus, afirmando que nunca deixou de anunciar "todo o conselho de Deus" (At 20:27). Um bom mestre não evita temas difíceis para agradar ouvintes, mas apresenta a justiça e a bondade de Deus em harmonia.


IV. Jesus Ensinava conforme a Capacidade dos Ouvintes

Um mestre eficaz sabe que o objetivo não é "dar a aula", mas garantir que o aluno "aprenda o conteúdo".

    • Ajuste Gradual: Jesus disse aos discípulos: "Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora" (Jo 16:12). Ele respeitava o tempo de maturação de cada pessoa.

    • Leite e Carne: Paulo mais tarde usaria essa mesma pedagogia, distinguindo entre o "leite" para iniciantes e o "alimento sólido" para os maduros (1 Co 3:2). Jesus usava parábolas do dia a dia para tornar conceitos espirituais complexos acessíveis a todos.


V. Jesus Ensinava em Toda Oportunidade

Jesus não estava restrito a um púlpito ou a um horário comercial. Ele via cada momento como uma sala de aula em potencial.

    1. Ambientes Formais: Na sinagoga (Mt 13:54) e diariamente no Templo (Lc 19:47).

    2. Ambientes Informais: À mesa na casa de um fariseu (Lc 7:36ss) ou sentado em um barco à beira-mar (Lc 5:3).

    3. Grandes Multidões e Indivíduos: Ele ensinava aos milhares nas montanhas (Mc 2:13), mas também parava tudo para dar uma lição teológica profunda a uma única mulher samaritana à beira de um poço (Jo 4:4-26).

Aprendendo As Estratégias de Jesus para ser um Bom Professor

Veja também

  1. Como a Igreja Começou?
  2. Por que o Mundo Parece Injusto?  
  3. Por que não é Possível Enganar Deus?

Conclusão

Jesus é o Exemplo Perfeito do que um mestre da Palavra deve ser. Ele uniu autoridade com humildade, verdade com compaixão, e doutrina com vida. Ele não apenas transmitiu informações; Ele transformou corações.

Que tenhamos o desejo e a coragem de ensinar como Ele nos ordenou na Grande Comissão. Sejamos professores que não apenas falam, mas que vivem e amam a verdade, aproveitando cada oportunidade para guiar ovelhas perdidas ao Bom Pastor.


Como a Igreja Começou?

O Dia em que a Igreja Começou

Texto Base: Atos 2:14-24

Introdução

A existência da igreja não foi um acidente histórico ou um plano de contingência. Foi um propósito eterno de Deus. Durante Seu ministério terreno, Jesus preparou cuidadosamente Seus discípulos para o estabelecimento de Seu Reino, a igreja. Ele prometeu: "Edificarei a minha igreja" (Mt 16:18-19), garantiu que alguns ali não morreriam sem ver o Reino chegar com poder (Mc 9:1) e, após Sua ressurreição, ordenou que esperassem em Jerusalém até que fossem revestidos desse poder do alto (Lc 24:46-49).

Muitas vezes, as pessoas se confundem sobre a origem da igreja, mas as Escrituras nos fornecem evidências abundantes para identificar exatamente quando ela começou. Tudo converge para um dia específico: o dia de Pentecostes, em Jerusalém.


I. A Vinda do Espírito Santo

A primeira grande evidência do início da igreja foi a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos (Atos 2:1-4).

    • A Promessa Cumprida: Jesus explicara que o Espírito viria para guiá-los em toda a verdade (Jo 16:13) e que eles receberiam "poder" ao descer sobre eles o Espírito Santo (Atos 1:8).

    • O Marco Temporal: Se o Reino viria com "poder" (Mc 9:1) e o poder viria com o Espírito (Atos 1:8), então o momento em que o Espírito desceu em Atos 2 marca, sem dúvida, o nascimento oficial da igreja e do Reino de Cristo.

II. Os Apóstolos Confirmados como Mensageiros de Deus

Deus não deixou dúvidas sobre a autoridade dos homens que estavam pregando naquele dia (Atos 2:5-13).

    • Milagres como Assinatura Divina: A vinda do Espírito capacitou os apóstolos a falar em línguas que eles não conheciam, permitindo que judeus de todas as nações ouvissem as maravilhas de Deus em seus próprios idiomas.

    • Confirmação da Palavra: Os milagres não eram para entretenimento, mas para confirmar que a pregação era de origem divina (Mc 16:20; Hb 2:4). Através desses sinais, o mundo soube que o que acontecia ali era a mão de Deus agindo.

III. O Cumprimento das Profecias

O início da igreja não foi apenas um evento de poder, foi um evento de profecia. Pedro, em seu sermão, explica que o que eles viam era o cumprimento das Escrituras (Atos 2:14-21).

    • A Voz dos Profetas: Jesus ensinara que tudo o que estava escrito sobre Ele na Lei, nos Profetas e nos Salmos deveria se cumprir (Lc 24:44).

    • O Derramamento do Espírito: Pedro cita especificamente o profeta Joel (2:28-32), afirmando que "isto é o que foi dito pelo profeta Joel". O tempo de Deus havia chegado; os "últimos dias" da dispensação cristã haviam começado.

IV. A Primeira Pregação do Evangelho Pleno

Em Atos 2:22-36, ouvimos, pela primeira vez na história, o Evangelho de Jesus Cristo sendo pregado em sua plenitude: Sua vida, morte, ressurreição e exaltação.

    • O Centro da Mensagem: Jesus instruíra que o arrependimento e a remissão de pecados seriam pregados em Seu nome, começando por Jerusalém (Lc 24:47).

    • A Vitória sobre a Morte: Pedro demonstra que a ressurreição de Cristo não foi um boato, mas o cumprimento do Salmo 16:8-11. Jesus não foi retido pela morte; Ele foi exaltado à destra de Deus e constituído Senhor e Cristo.

V. A Resposta dos Crentes Arrependidos

A igreja não é feita de paredes, mas de pessoas que obedecem à verdade (Atos 2:37-39).

    • O Coração Compungido: Ao ouvirem a verdade, as pessoas perguntaram: "Que faremos?". A resposta de Pedro foi clara: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos vossos pecados".

    • Obediência Hoje: Esse padrão continua o mesmo. Hoje, crentes penitentes que reconhecem Jesus como o Filho de Deus podem e devem obedecer (Atos 8:36-37). É através desta obediência que o homem é salvo e acrescentado pelo Senhor ao Seu corpo (Mc 16:15-16).

VI. O Crescimento da Igreja

Naquele primeiro dia, quase três mil almas foram batizadas (Atos 2:41). A semente foi plantada.

    • O Crescimento vem de Deus: Jesus comparou o Reino a um grão de mostarda que cresce até se tornar uma árvore (Mt 13:31-32). Quando a semente da Palavra (Lc 8:11) é plantada em corações bons e regada, é Deus quem dá o crescimento (1 Co 3:6).

    • Uma Instituição Viva: A igreja não parou ali. Ela continuou perseverando na doutrina, na comunhão e nas orações, e o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos (Atos 2:47).

Como a Igreja Começou?

Veja também

  1. Por que o Mundo Parece Injusto?  
  2. Por que não é Possível Enganar Deus?
  3. Razões Pelas Quais os Cristãos Devem Cantar

Conclusão

A igreja de Cristo começou no primeiro Pentecostes após a ressurreição e ascensão de nosso Senhor. Ela não é uma denominação fundada por homens séculos depois; ela é o corpo de Cristo estabelecido por Sua autoridade, confirmada pelo Espírito e sustentada pela Sua Palavra.

Hoje, a igreja de Cristo continua a crescer sempre que alguém ouve e obedece ao Evangelho, pois ele continua sendo "o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê" (Rm 1:16).

Você já se tornou parte desta igreja através da obediência ao Evangelho pregado naquele dia?


Por que o Mundo Parece Injusto?

Por que o Mundo Parece Injusto?

Texto Base: 1 João 3:1-3

Introdução

Vivemos na era da informação instantânea. Queremos respostas agora, soluções imediatas e explicações lógicas para cada tragédia ou contratempo. No entanto, uma das lições mais difíceis da vida cristã é aprender a esperar.

O apóstolo João nos consola em sua epístola dizendo: "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que haveremos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos" (1 Jo 3:2). João admite que há um "ainda não". Gostemos ou não, existem coisas que não saberemos hoje, mas que nos serão reveladas na plenitude do tempo de Deus.


I. Um Dia Entenderemos os Mistérios da Vida

Muitas vezes nos sentimos frustrados por não compreendermos os "porquês" de Deus. Mas a nossa limitação faz parte da nossa condição de criaturas.

    • O Limite do Conhecimento Humano: Em Deuteronômio 29:29, aprendemos que "as coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, mas as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos". Deus não é obrigado a explicar todos os Seus planos ao tribunal da razão humana.

    • Temos o Suficiente para a Caminhada: Embora eu não saiba tudo sobre o cosmos ou sobre o amanhã, Deus me deu tudo o que diz respeito à vida e à piedade (2 Pedro 1:3). A Sua graça se manifestou para nos ensinar a viver de forma justa e santa neste mundo presente (Tito 2:11-12). A Escritura é suficiente para nos equipar para toda boa obra (2 Timóteo 3:16-17).

    • O Papel da Fé: Para as perguntas sem resposta, Deus nos deu a fé. A fé é a certeza de coisas que se esperam e a convicção de fatos que não se veem (Hebreus 11:1). Confiamos que Ele é poderoso para fazer muito mais do que pedimos ou pensamos (Efésios 3:20-21).


II. Um Dia Entenderemos o Propósito das Nossas Dores

É comum perguntarmos: "Por que eu? Por que agora? Por que desta forma?" quando passamos por vales profundos.

    • O Cuidado na Tempestade: Mesmo quando não entendemos a razão de uma prova, temos a confiança de que Deus está no barco. Jesus repreendeu a falta de fé dos discípulos durante a tempestade, não porque a tempestade não fosse real, mas porque o Deus que cuida até das ervas do campo estava ali (Mateus 6:30; 8:26).

    • O Sofrimento como Parte da Jornada: O cristão precisa recordar que dificuldades não são sinais de que Deus nos abandonou, mas parte integrante da nossa formação. Se sofrermos com Ele, também reinaremos com Ele (2 Timóteo 2:12). Jesus nos chamou de "bem-aventurados" quando somos perseguidos ou caluniados, pois a nossa recompensa no céu é grande (Mateus 5:11-12).

    • A Perspectiva da Eternidade: Um dia olharemos para trás e veremos que cada lágrima teve um propósito na mão do Grande Escultor.


III. Um Dia Veremos a Justiça Final de Deus

Talvez a maior causa de angústia seja ver o ímpio prosperar e o justo sofrer; o culpado ser absolvido e o inocente ser punido. O mundo parece, de fato, injusto.

    • Deus está Observando: Salomão nos alerta em Eclesiastes 5:8 que, se virmos a opressão do pobre e o roubo do direito e da justiça, não devemos nos maravilhar com isso, pois "aquele que é alto olha por cima do que é alto". Há uma hierarquia celestial que vê toda injustiça.

    • A Vingança Pertence ao Senhor: O cristão não precisa gastar sua vida tentando "fazer justiça com as próprias mãos" ou vivendo amargurado. Romanos 12:19 e Hebreus 10:30 nos garantem: "Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor".

    • O Acerto de Contas: Deus estabeleceu um dia em que julgará o mundo com justiça. Aqueles que praticam a iniquidade e rejeitam a Deus enfrentarão o juízo eterno, assim como as cidades de Sodoma e Gomorra serviram de exemplo (Judas 7). O que parece injusto hoje será retificado amanhã pela balança perfeita de Deus.

Por que o Mundo Parece Injusto?

Veja também

  1. Por que não é Possível Enganar Deus?
  2. Razões Pelas Quais os Cristãos Devem Cantar
  3. Três Lições que Aprendemos com o Profeta Samuel

Conclusão

O mundo parece injusto porque ainda não vemos o quadro completo. Somos como alguém que olha para o verso de uma tapeçaria: vemos apenas fios soltos e nós confusos. Mas Deus está do outro lado, tecendo uma obra prima.

Em vez de nos consumirmos com o que não sabemos, vamos nos concentrar em aplicar o que já sabemos:

    1. Sabemos que somos amados por Deus (1 Jo 3:1).

    2. Sabemos que Ele tem o controle da história.

    3. Sabemos que Jesus voltará para buscar o Seu povo.

Não deixe que as injustiças deste mundo roubem a sua paz. Concentre-se em viver fielmente hoje, pois o dia das respostas está chegando.


Por que não é Possível Enganar Deus?

Por que não é Possível Enganar Deus? O Senhor Conhece o Nosso Coração

Texto Base: 1 Samuel 16:7

Introdução

No convívio social, o homem desenvolveu uma habilidade notável de enganar o seu semelhante. Usamos máscaras, polimos nossas palavras e escondemos nossas verdadeiras intenções por trás de sorrisos ensaiados. No entanto, existe uma realidade ineludível: nunca houve um momento na história em que o homem tenha enganado a Deus.

Quando o profeta Samuel foi enviado à casa de Jessé para ungir o novo rei de Israel, ele se impressionou com a aparência física de Eliabe. Mas Deus o corrigiu com uma verdade que ecoa através dos séculos: "O Senhor não vê como vê o homem. O homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração". Nossa fidelidade, ou a falta dela, é plenamente conhecida pelo Todo-Poderoso.


I. "O Senhor Conhece o Meu Coração": Uma Verdade Solene

É comum ouvirmos pessoas justificarem seus erros ou sua falta de compromisso dizendo: "O Senhor conhece o meu coração". Elas geralmente usam essa frase como um escudo, mas deveriam vê-la como um exame de raio-X.

    • Nada Escapa ao Seu Olhar: Os caminhos do homem estão diante dos olhos do Senhor e Ele sonda todas as suas veredas (Provérbios 5:21; 15:3).

    • Ele Pesa as Intenções: Deus não analisa apenas o que você fez, mas por que você fez (Provérbios 21:12).

    • A Fonte de Tudo: Jesus ensinou que o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem (Mateus 15:18-20).

    • Nenhum Esconderijo: Todas as coisas estão nuas e descobertas aos olhos dAquele a quem temos de prestar contas (Hebreus 4:13). Não há segredo que não venha a ser revelado (Lucas 8:17).


II. O Coração: O Espelho do Nosso Verdadeiro "Eu"

Precisamos entender que o nosso coração define quem realmente somos, e não a imagem que projetamos no mural da igreja ou nas redes sociais.

A. Onde está o seu tesouro?

Jesus afirmou que onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração (Mateus 6:19-21). A pergunta crucial é: amamos a Deus acima de qualquer coisa ou de qualquer pessoa? (Mateus 22:37). Às vezes, o amor à família ou o desejo de aceitação social ocupam o trono que pertence a Cristo (Mateus 10:34-37).

B. O Teste das Ações

Nossas ações são o fruto do que está plantado no interior. Se dizemos que o nosso coração é de Deus, mas nossas ações demonstram outra coisa, somos mentirosos.

    • O coração deve guardar os mandamentos (Provérbios 3:1-2; 4:20-23).

    • O coração enganoso de Jeremias 17:9-10 nos alerta que não podemos confiar nem nos nossos próprios sentimentos. Precisamos de um coração puro e reto (Salmos 51:10; 86:11).

    • Colocamos as coisas terrenas antes das espirituais? (Mateus 6:33). A busca pelo Reino de Deus é uma questão de prioridade do coração.

C. As Consequências de um Coração sem Treinamento

Se não guardarmos o coração com diligência, ele se tornará perverso e incrédulo, nos afastando do Deus vivo (Hebreus 3:12). O estado final de alguém que conheceu a verdade mas permitiu que seu coração voltasse à lama do mundo é pior do que o primeiro (2 Pedro 2:20-22). A promessa de ver a Deus é exclusiva para os "limpos de coração" (Mateus 5:8).


III. O Caminho da Restauração

O que fazer se hoje, ao ouvir esta mensagem, você reconhece que seu coração não tem estado reto diante de Deus?

    1. Reconhecimento e Arrependimento: Quando Simão, o mago, tentou comprar o dom de Deus, Pedro foi direto: "Teu coração não é reto diante de Deus... arrepende-te desta tua maldade" (Atos 8:18-23). O primeiro passo é a honestidade brutal diante do espelho da Palavra.

    2. Confissão: Se confessarmos nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar (1 João 1:9-10). Deus não rejeita um coração quebrantado e contrito.

    3. Coragem para Mudar: Devemos ser corajosos o suficiente para renunciar ao que o mundo ama. "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há" (1 João 2:15-17). A amizade com o mundo é inimizade contra Deus.

Por que não é Possível Enganar Deus?

Veja também

  1. Razões Pelas Quais os Cristãos Devem Cantar
  2. Três Lições que Aprendemos com o Profeta Samuel
  3. O Que Aprendemos com a Humildade de Jesus? Filipenses 2:5-8

Conclusão

Se Deus fizesse uma varredura completa em seu coração neste exato momento, o que Ele encontraria? Ele encontraria um desejo ardente de servi-Lo, ou encontraria ídolos escondidos, amargura guardada e prioridades invertidas?

Devemos desejar o que o salmista desejava: "Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos". Lembre-se sempre: o homem pode ser enganado pela sua aparência, mas o Senhor conhece o seu coração. Que essa verdade não seja um motivo de medo, mas um convite à santidade e à sinceridade total diante do nosso Pai.


Razões Pelas Quais os Cristãos Devem Cantar

Razões Pelas Quais os Cristãos Devem Cantar

Texto Base: Efésios 5:19

Introdução

O louvor através do canto é um dos cinco atos de adoração autorizados na Lei de Cristo para a Sua Igreja. No entanto, vivemos um tempo onde muitos negligenciam a importância vital deste mandamento. Alguns se recusam a cantar por timidez ou desinteresse; outros julgam o cântico por padrões humanos (estética, ritmo, performance) em vez de focar nos padrões de Deus. Por que alguns não levam o cântico a sério?

Para entender o valor do louvor, devemos olhar para trás. Após a travessia do Mar Vermelho, os israelitas entoaram o "Cântico de Moisés" (Êxodo 15). Eles cantaram porque Deus havia "triunfado gloriosamente"; Ele era a sua "força", o seu "cântico" e a sua "salvação". Hoje, como cristãos, temos razões ainda maiores para elevar nossas vozes ao Senhor.


I. Cantar é uma Forma de Louvar a Deus pela Sua Dignidade

Cantar não é um entretenimento para a congregação, mas uma oferta para o Criador.

    • Deus é Digno: No livro de Apocalipse, vemos os seres celestiais entoando um "novo cântico", declarando que o Cordeiro é digno de receber o livro e abrir os seus selos (Apocalipse 5:9). Se o céu canta, a igreja na terra deve ecoar essa melodia.

    • Gratidão no Coração: Paulo nos instrui em Efésios 5:19 e Colossenses 3:16 a cantar com "graça em nossos corações". O cântico é o transbordar de um coração grato.

    • A Pureza do Louvor: Este louvor não deve ser corrompido por inovações humanas. Devemos fazer tudo "em nome do Senhor Jesus" (Colossenses 3:17), falando "de acordo com os oráculos de Deus" (1 Pedro 4:11). Na adoração do Novo Testamento, o instrumento autorizado é o coração humano (psallo no coração). Quando adicionamos elementos não autorizados (como instrumentos mecânicos, palmas ou assovios), corremos o risco de ultrapassar o que está escrito (1 Coríntios 4:6) e agir sem fé, o que é pecado (Romanos 14:23).


II. Cantar pela "Vitória Gloriosa" de Deus

Assim como Israel celebrou a derrota do exército de Faraó, nós celebramos a derrota da morte.

    • O Túmulo Vazio: Cantamos porque o túmulo de Jesus permanece vazio. Ele não está lá, Ele ressuscitou (Mateus 28:1-6). Nossa música é um grito de vitória sobre o último inimigo.

    • O triunfo em Cristo: Paulo enfatizou que Deus é vitorioso (Atos 17:22-31). Em 1 Coríntios 15:51-57, somos lembrados de que a morte foi "tragada pela vitória". Por isso, cantamos com confiança, pois Deus sempre nos conduz em triunfo em Cristo (2 Coríntios 2:14).


III. Cantar pela "Força" de Deus

O cântico cristão reconhece que a nossa força não vem de nós mesmos, mas do Senhor.

    • Nossa antiga fraqueza: Houve um tempo em que éramos "fracos" e incapazes de nos salvar, mas Cristo morreu pelos ímpios no tempo certo (Romanos 5:6-11).

    • Fortalecidos no Senhor: Através da força de Deus, podemos todas as coisas (Filipenses 4:13). Ele é o nosso rochedo, a nossa fortaleza e o nosso libertador (Salmo 18:1-2; 27:1). Cantamos para declarar que, embora sejamos insuficientes em nós mesmos (2 Coríntios 3:4-5), estamos ligados à Videira Verdadeira, de onde flui toda a nossa energia espiritual (João 15:4-7). Ele é a minha força, e d’Ele será o meu cântico (Salmo 59:17).


IV. Cantar pela Sua "Salvação"

Finalmente, cantamos porque fomos resgatados do abismo.

    • Um presente imerecido: A salvação é o "dom gratuito de Deus" (Romanos 6:23). Assim como Moisés disse ao povo: "Vede o livramento (salvação) do Senhor" (Êxodo 14:13), nós apontamos para Cristo como o único nome debaixo do céu pelo qual importa que sejamos salvos (Atos 4:10-12).

    • O Poder do Evangelho: O Evangelho é o poder de Deus para a salvação (Romanos 1:16). Por causa da Sua misericórdia e graça, temos o perdão dos pecados e a esperança viva de um lar no Céu. O nosso canto é o testemunho audível de que fomos salvos da condenação.

Razões Pelas Quais os Cristãos Devem Cantar

Veja também

  1. Três Lições que Aprendemos com o Profeta Samuel
  2. O Que Aprendemos com a Humildade de Jesus? Filipenses 2:5-8
  3. O que Precisamos para Terminar o que Começamos?

Conclusão

Cantar louvores a Deus não deve ser encarado com leviandade ou como um "preenchimento de tempo" antes do sermão. É um sacrifício de louvor, o fruto de lábios que confessam o Seu nome.

Devemos cantar com o entendimento e com o espírito, celebrando o Seu triunfo glorioso, dependendo da Sua força e regozijando-nos na Sua salvação. Quando a igreja canta unida, ela ensina, admoesta e glorifica ao Único que é digno.

Você tem oferecido o melhor da sua voz e do seu coração ao Senhor em cântico?


Três Lições que Aprendemos com o Profeta Samuel

 Três Lições com o Profeta Samuel

Texto Base: 1 Samuel 3:1-10

Introdução

As Escrituras são um tesouro de exemplos, tanto positivos quanto negativos. Olhamos para o passado não apenas para aprender história, mas para extrair princípios eternos para a nossa caminhada atual. Entre os gigantes da fé, o profeta Samuel se destaca como um estudo indispensável para o cristão.

Dedicado ao serviço de Deus desde a infância por sua mãe, Ana, Samuel cresceu em um ambiente espiritualmente degradado, sob a liderança de um Eli já enfraquecido e filhos corruptos. No entanto, ele floresceu. Sua vida nos ensina a importância de ouvir a voz de Deus, a coragem de ser diferente do mundo e a determinação de servir ao Senhor, independentemente das circunstâncias.


I. Samuel estava disposto a ouvir a Deus

O chamado de Samuel ocorreu em uma época em que "a palavra do Senhor era rara" (1 Sm 3:1). O silêncio de Deus era um reflexo da surdez espiritual de Israel.

A. O reconhecimento da posição de servo

Quando Deus chamou Samuel na calada da noite, ele deu a resposta que todo cristão deveria ter em seus lábios: "Fala, porque o teu servo ouve" (1 Sm 3:10). Samuel entendeu que a comunicação com Deus começa com a postura de servo.

    • Aplicação: Hoje, Deus fala através de Sua Palavra. A fé vem pelo ouvir (Romanos 10:17). Não basta apenas ouvir o som das palavras; devemos ser praticantes, e não apenas ouvintes esquecidos (Tiago 1:22-25).

B. O compromisso com a Verdade revelada

Samuel não apenas ouviu; ele aceitou a responsabilidade de transmitir o que ouviu, mesmo sendo uma mensagem dura de juízo contra a casa de Eli (1 Sm 3:11-19).

    • Aplicação: O cristão sabe que a Palavra de Deus deve ser ensinada em sua totalidade (Atos 20:27). Somos exortados a pregar a palavra, quer seja oportuno ou não (2 Timóteo 4:1-2), lembrando que o homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca de Deus (Mateus 4:4).


II. Samuel estava disposto a ser diferente do mundo ao seu redor

Israel vivia um momento de transição e crise. O povo olhava para as nações vizinhas e desejava ser como elas.

A. Resistindo à pressão da conformidade

Muitas vezes, o mundo pressiona o povo de Deus a baixar seus padrões para se conformar à cultura vigente. No episódio em que o povo pede um rei, Samuel ficou profundamente decepcionado, não por uma questão de ego, mas porque sabia que o povo estava rejeitando o governo de Deus para imitar o mundo (1 Sm 8:6-8).

    • Sinal de Alerta: Ai daqueles que chamam ao mal bem e ao bem mal (Isaías 5:20). Samuel permaneceu nas "veredas antigas" (Jeremias 6:16), recusando-se a permitir que as tendências sociais determinassem sua posição teológica ou moral.

B. A arma da oração

Em vez de se render à frustração ou ao conformismo, Samuel recorria à oração. Quando o mundo o pressionava, ele intercedia. O cristão moderno deve entender que a resistência contra o espírito deste mundo não se faz com gritos, mas com joelhos dobrados, assim como a igreja primitiva fazia diante da perseguição (Atos 12:5).


III. Samuel estava disposto a servir a Deus independente da situação

Talvez a prova mais difícil de Samuel tenha sido confrontar o rei que ele mesmo havia ungido: Saul.

A. A supremacia da obediência

Em 1 Samuel 15:13-23, vemos Saul tentando substituir a obediência por rituais religiosos. Samuel profere uma das frases mais impactantes da Bíblia: "Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar".

    • O Padrão de Deus: A obediência não é opcional; ela é a prova da nossa salvação. Até mesmo Jesus aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu, tornando-se o autor da salvação para os que Lhe obedecem (Hebreus 5:8-9).

B. Fidelidade em todos os cenários

A maioria das pessoas é desobediente e tropeça na Palavra (1 Pedro 2:7-10). No entanto, Deus espera de nós uma obediência fiel, quer estejamos no palácio, quer estejamos no deserto.

    • O perigo da religiosidade vazia: Jesus alertou que nem todo o que diz "Senhor, Senhor" entrará no Reino, mas aquele que faz a vontade do Pai (Mateus 7:21-23). Amar a Deus é guardar os Seus mandamentos, e estes não são pesados para o coração transformado (1 João 5:2-3).

Três Lições que Aprendemos com o Profeta Samuel
Veja também
  1. O Que Aprendemos com a Humildade de Jesus? Filipenses 2:5-8
  2. O que Precisamos para Terminar o que Começamos?
  3. Por que Jesus não salvou a Si mesmo? Mateus 27:38-44


Conclusão

A vida de Samuel é um farol para o cristão que navega em águas turvas. Ele começou cedo, terminou bem e nunca se desviou do propósito. Ele não foi apenas um profeta; foi um exemplo vivo de que é possível manter a integridade quando todos ao redor estão falhando.

Que possamos sair daqui com a mesma determinação de Samuel:

    1. Ouvindo a Deus com atenção e submissão.

    2. Sendo diferentes do mundo, sem medo de sermos minoria.

    3. Servindo com obediência total, não importando o quão difícil seja o cenário.

Você está pronto para dizer hoje: "Fala, Senhor, porque o teu servo ouve"?


O Que Aprendemos com a Humildade de Jesus? Filipenses 2:5-8

O Que Aprendemos com a Humildade de Jesus?

Texto Base: Filipenses 2:5-8

Introdução

A humildade não é um traço de personalidade natural; é uma disciplina espiritual. O fiel filho de Deus deve empenhar-se arduamente para desenvolver uma vida de humildade, atendendo ao chamado bíblico: "Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará" (Tiago 4:10).

No entanto, essa tarefa parece hercúlea em nossa cultura atual. Vivemos em uma era que prega o "auto-enfase", a auto-promoção e a busca implacável pelo topo. O mundo nos diz para nos enchermos de nós mesmos, mas Jesus nos ensina o caminho oposto. Ele demonstrou a verdadeira humildade ao "esvaziar-se", servir ao próximo e, finalmente, morrer por nós.


I. Aprendemos a "Esvaziar-se"

O apóstolo Paulo nos exorta: "Haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus". O primeiro passo desse sentimento foi a kenosis — o esvaziamento.

A. A Profundidade do Esvaziamento de Cristo

Não devemos jamais esquecer a distância que Jesus percorreu do trono à manjedoura.

    1. Renúncia da Glória: Jesus abriu mão da manifestação visível de Sua glória celestial (Filipenses 2:5; João 17:5). Ele, que era plenamente Deus (Colossenses 2:9; João 1:1-5), não considerou o ser igual a Deus como algo a que deveria se apegar por egoísmo.

    2. Identificação com a Humanidade: O Verbo se fez carne (João 1:14). Ele se tornou em tudo semelhante aos Seus irmãos, enfrentando fome, cansaço e tentações, para que pudesse ser um Sumo Sacerdote misericordioso e fiel (Hebreus 2:17-18; 4:15).

B. Aprendendo a nos Esvaziar

Seguir a Jesus requer que aprendamos a esvaziar o nosso "eu".

    1. Reconhecimento da Fonte: Tudo o que somos e temos vem de Deus. É n'Ele que vivemos, nos movemos e existimos (Atos 17:28-34). Nossos talentos são recursos confiados por um Senhor que espera fidelidade, não orgulho (Mateus 25:14ss).

    2. Dependência Radical: O homem deve aprender a não pensar de si mesmo além do que convém (Romanos 12:3). A humildade começa quando paramos de confiar em nossa própria justiça e reconhecemos nossa dependência absoluta da graça de Deus.


II. Aprendemos a Servir aos Outros

A humildade de Jesus não era estática; era ativa e manifestava-se em atos de serviço.

A. Compaixão em Ação

Jesus percorria cidades e aldeias curando e ensinando porque tinha compaixão das multidões (Mateus 9:35-38). O ápice simbólico desse serviço foi quando Ele, o Rei do Universo, cingiu-se com uma toalha e lavou os pés sujos dos Seus discípulos (João 13:1ss). Ele veio para servir, não para ser servido (Marcos 10:45).

B. O Conceito de Verdadeira Grandeza

Jesus redefiniu o sucesso. Enquanto os discípulos discutiam sobre quem seria o "maior", Jesus explicou que, no Seu Reino, a pirâmide é invertida: o maior é aquele que serve (Mateus 20:20-28).

C. O Chamado ao Serviço Mútuo

Somos chamados a considerar os outros superiores a nós mesmos (Filipenses 2:1-4). A liberdade que temos em Cristo deve ser usada para servir uns aos outros em amor (Gálatas 5:13). Não devemos nos cansar de fazer o bem, pois a serviço do Mestre, nosso trabalho não é em vão (Gálatas 6:9-10; João 12:26).


III. Aprendemos obediência

O último estágio da humildade de Cristo foi a obediência total.

A. Obediência até o Fim

A humildade de Jesus não parou no serviço; ela prosseguiu até o sacrifício. Ele foi obediente até a morte, e morte de cruz — a forma mais humilhante de execução daquela época (Filipenses 2:6-8). Através dessa obediência, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo (2 Coríntios 5:18-19).

B. Demonstrando Humildade na Fidelidade

Nossa humildade é testada em nossa disposição de morrer para nós mesmos diariamente.

    • Sacrifício Vivo: Devemos apresentar nossos corpos como sacrifício vivo e santo (Romanos 12:1-2).

    • Fidelidade sob Pressão: A humildade bíblica nos dá coragem para sermos "fiéis até a morte", sabendo que a coroa da vida nos espera (Apocalipse 2:10). Quem se humilha na obediência será exaltado na eternidade.

O Que Aprendemos com a Humildade de Jesus? Filipenses 2:5-8

Veja também

  1. O que Precisamos para Terminar o que Começamos?
  2. Por que Jesus não salvou a Si mesmo? Mateus 27:38-44
  3. Diferenças entre as Mensagens de Jesus e João Batista

Conclusão

Nunca houve, nem haverá, uma pessoa mais humilde do que Jesus Cristo. Ele desceu do ponto mais alto do universo para o ponto mais baixo da experiência humana, a fim de nos resgatar.

Como Seus seguidores, nosso objetivo de vida deve ser diminuir para que Ele cresça. Se almejamos ser mais parecidos com Jesus, devemos começar dobrando os nossos joelhos e os nossos corações. O caminho para o céu é um caminho de descida em humildade, para que possamos ser elevados pela mão poderosa de Deus.


O que Precisamos para Terminar o que Começamos?

 O que Precisamos para Continuar

Texto Base: Hebreus 10:31-39

Introdução

Uma das realidades mais sóbrias da vida é que pouquíssimos empreendimentos são terminados por todos aqueles que os começam. Muitos iniciam uma dieta, um curso ou um projeto com entusiasmo, mas abandonam no meio do caminho. Na vida espiritual, o risco é o mesmo. O autor de Hebreus escreve a pessoas que estavam sob pressão, tentadas a retroceder.

O versículo 39 nos dá o tom desta mensagem: "Nós, porém, não somos daqueles que retrocedem para a perdição, mas daqueles que creem para a conservação da alma". Para não retroceder, precisamos de ferramentas específicas em nossa bagagem espiritual.


I. Fé no Invisível

A jornada cristã não é guiada pelos olhos físicos, mas pela visão espiritual.

    • O exemplo negativo de Israel: Em Hebreus 3:18-19, vemos que uma geração inteira pereceu no deserto e não entrou no descanso por causa da incredulidade. Eles focaram nos gigantes, não no Deus que os libertou.

    • Andar por fé: Paulo resume a nossa caminhada em 2 Coríntios 5:7: "Porque andamos por fé, e não por vista".

    • O exemplo de Abraão: Em Romanos 4:16-22, Abraão é exaltado porque esperou contra a esperança. Ele não focou na morte do seu próprio corpo ou no ventre de Sara, mas na promessa dAquele que é fiel. Para continuar, precisamos crer mais no que Deus diz do que no que os nossos olhos veem.


II. Coragem

A coragem não é a ausência de medo, mas a confiança de que Deus é maior do que o que nos assusta.

A. A gravidade da falta de coragem

Muitos se surpreendem ao ler Apocalipse 21:8, onde a lista dos que serão lançados no lago de fogo começa com os "covardes". A falta de coragem paralisa o testemunho. Por outro lado, a marca da igreja primitiva era a ousadia (parrhesia). Pedro, João e Paulo falavam ousadamente, mesmo sob ameaça de morte (Atos 4:13, 29; 9:27; 19:8).

B. A covardia como fruto da desconfiança

Quando não confiamos em Deus, nos tornamos como os dez espias em Números 13:30-33, que se viam como gafanhotos. O remédio para o medo é a presença de Deus:

    • "Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo" (Salmo 23:4).

    • Deus prometeu: "Não te deixarei, nem te desampararei" (Hebreus 13:5-6; Mateus 28:20).

C. Os Três Jovens Hebreus (Daniel 3)

Eles não sabiam se Deus os livraria do fogo, mas tinham coragem para dizer: "Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses". A coragem deles não dependia do livramento, mas da fidelidade.


III. Força de Vontade (Determinação)

A vida cristã exige uma decisão resoluta da vontade. Paulo é o maior exemplo disso. Em Atos 20:22-24, ele diz que ia para Jerusalém "ligado pelo espírito", sabendo que prisões o esperavam. Seus amigos choraram e imploraram para que ele não fosse (Atos 21:12-14), mas sua vontade estava submetida a Cristo: "Estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer pelo nome do Senhor Jesus". Para continuar, precisamos decidir que o nosso "sim" a Deus é inegociável.


IV. Suportar o Fardo de um Dia de Cada Vez

Muitos desistem porque tentam carregar o peso de um ano inteiro em apenas um dia.

    • O foco no presente: Jesus ensinou: "Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo" (Mateus 6:34). A ansiedade é tentar viver um futuro que ainda não existe (Tiago 4:14).

    • O descanso na oração: Em vez de se preocupar, devemos apresentar nossas petições a Deus, e a Sua paz guardará nossos corações (Filipenses 4:6-7).

Lembre-se destas três âncoras:

    1. Não se agite (Fret not): Ele ama você (João 13:1).

    2. Não desmaie (Faint not): Ele segura você (Salmo 139:10).

    3. Não tema (Fear not): Ele guarda você (Salmo 121:5).


V. Auto-Respeito (Integridade Pessoal)

Aqui, "auto-respeito" não é orgulho, mas a dignidade de quem sabe que é um embaixador de Cristo e que deve cumprir sua palavra diante de Deus.

    • Cuidado com os votos: Eclesiastes 5:1-5 nos alerta a não sermos precipitados com a boca. O auto-respeito cristão significa que cumprimos o que prometemos a Deus no dia do nosso batismo.

    • A consciência do dever cumprido: Ao final da vida, Paulo pôde dizer: "Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé" (2 Timóteo 4:7). Ele respeitava o chamado que recebeu o suficiente para não abandoná-lo.

    • Visão Bíblica de si mesmo: Jamais ganharemos o mundo para Cristo se tivermos uma visão de nós mesmos que ignore que somos "temerosamente e maravilhosamente feitos" e capacitados pelo Espírito.

O que Precisamos para Terminar o que Começamos?

Veja também

  1. Por que Jesus não salvou a Si mesmo? Mateus 27:38-44
  2. Diferenças entre as Mensagens de Jesus e João Batista
  3. Três Homens Valentes e Seus Exemplos

Conclusão

A geração incrédula de Israel falhou em entrar na Terra Prometida porque lhes faltou fé, coragem, determinação e perseverança. Eles pararam no meio do caminho.

Somos exortados a aprender com o exemplo deles para não cairmos na mesma desobediência (Hebreus 3:16-4:12). Deus tem coisas maiores para nós, mas elas estão reservadas para aqueles que "perseveram até o fim". Olhe para as promessas, firme os seus passos e continue caminhando. O Céu vale o esforço.


Por que Jesus não salvou a Si mesmo? Mateus 27:38-44

Por que Jesus não salvou a Si mesmo?

Texto Base: Mateus 27:38-44

Introdução

O mundo está repleto de ironias, mas nenhuma é tão profunda ou impactante quanto a que ocorreu no Calvário. Enquanto Jesus estava pendurado na cruz, os transeuntes, os líderes religiosos e até os ladrões ao Seu lado lançavam-Lhe um desafio sarcástico: "Se tu és o Filho de Deus, desce da cruz!" e "Salvou os outros, e a si mesmo não pode salvar-se" (Mt 27:40, 42).

A ironia reside no fato de que Jesus, o Salvador do mundo, recusou-se a salvar a Si mesmo. Ele, que tinha todo o poder do universo à Sua disposição, permaneceu pregado ao madeiro sob zombaria. Hoje, exploraremos por que o silêncio e a imobilidade de Jesus na cruz não foram sinais de fraqueza, mas de um poder e um amor insondáveis.


I. Ninguém poderia tirar a vida de Jesus

Muitos olham para a crucificação e veem apenas uma execução política ou um erro judiciário. No entanto, a perspectiva bíblica é que Jesus era o Senhor absoluto de Sua própria vida.

A. Tentativas frustradas

Desde o Seu nascimento, houve tentativas de silenciá-Lo. Herodes tentou matá-Lo ainda bebê (Mt 2:16). Os nazarenos tentaram lançá-Lo de um despenhadeiro (Lc 4:28-30). Em todas essas vezes, Jesus passou por eles ileso, porque Sua hora ainda não era chegada.

B. O engano dos poderosos

Os romanos e os judeus acreditavam que detinham o controle. Pilatos chegou a dizer: "Não sabes tu que tenho poder para te soltar e tenho poder para te crucificar?". Jesus respondeu com autoridade: "Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado" (Jo 19:10-11). Se Ele quisesse, poderia ter convocado mais de doze legiões de anjos (Mt 26:53).

C. O cumprimento da profecia

Jesus não salvou a Si mesmo porque tinha um compromisso com a Verdade e com as Escrituras. Ele precisava ser "levantado" como a serpente no deserto (Jo 3:14-17). Ele aceitou as afrontas, as bofetadas e a cuspida para cumprir o que o Espírito havia dito através dos profetas (Is 50:6; 53:2-11). Sua morte não foi um acidente, mas um plano deliberado determinado pela presciência de Deus (Atos 2:22-23).


II. Jesus deu Sua vida livre e voluntariamente

A razão pela qual Jesus não desceu da cruz não foram os cravos em Suas mãos, mas o amor em Seu coração.

A. Libertação da Lei

Jesus veio para cumprir perfeitamente a Lei de Moisés (Mt 5:17-18). Como o único ser humano a nunca transgredir a Lei (1 Jo 3:4), Ele Se tornou o sacrifício perfeito. Ao morrer, Ele "cancelou a escrita de dívida" que era contra nós, cravando-a na cruz e nos libertando da maldição da Lei (Gálatas 3:10-14).

B. Libertação do pecado

O homem é escravo daquilo a que obedece. Sem Cristo, somos escravos do pecado (Rm 6:16; Jo 8:34). Jesus não salvou a Si mesmo para que pudesse salvar a nossa alma. Ele veio ao mundo para salvar os pecadores (1 Tm 1:15). Onde abundou o pecado, Ele fez superabundar a graça através do Seu sangue (Rm 5:20).

C. Um sacrifício por amor

Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos (Jo 15:13). Se Jesus tivesse descido da cruz para provar Sua identidade aos zombadores, Ele teria provado Sua divindade, mas teria falhado em Sua missão como Salvador. Ele preferiu morrer para que nós pudéssemos viver.

Por que Jesus não salvou a Si mesmo? Mateus 27:38-44

Veja também

  1. Diferenças entre as Mensagens de Jesus e João Batista
  2. Três Homens Valentes e Seus Exemplos
  3. Cidades Refúgio na Bíblia: O Abrigo da Graça

Conclusão

Devemos ser eternamente gratos pelo fato de Jesus não ter atendido ao clamor da multidão para "salvar a Si mesmo". Se Ele tivesse descido da cruz, nós estaríamos perdidos em nossos pecados, sem esperança e sem Deus.

O sacrifício de Jesus exige uma resposta. Não basta admirar Sua coragem ou lamentar Seu sofrimento. Esse amor deve nos conduzir ao arrependimento e à obediência. Ele foi preparar um lugar para nós, mas esse lugar é destinado àqueles que O amam e guardam os Seus mandamentos (João 14:1-3).

Jesus não salvou a Si mesmo para salvar você. Como você responderá a esse sacrifício hoje?


Diferenças entre as Mensagens de Jesus e João Batista

 Jesus e João: Respostas a Cada Um

Texto Base: Mateus 11:7-13

Introdução

No primeiro século da era cristã, dois dos maiores homens que já pisaram nesta terra estavam vivos e ativos. João Batista, o precursor, e Jesus Cristo, o Messias. Embora tivessem papéis distintos no plano da redenção, ambos pregavam a mesma mensagem urgente: "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus" (Mateus 3:2; 4:17).

Curiosamente, apesar da autoridade e da verdade de suas palavras, as reações das pessoas a esses dois homens foram variadas e, muitas vezes, decepcionantes. Ao analisarmos Mateus 11, podemos ver como a humanidade responde à voz de Deus e como nós mesmos estamos respondendo hoje.


I. A Resposta do Povo à Pregação de João

João Batista foi uma figura impactante. Ele não vestia roupas luxuosas nem falava o que as pessoas queriam ouvir, mas multidões iam ao deserto para escutá-lo.

A. Curiosidade versus Convicção

Muitos foram ao deserto apenas por curiosidade. Jesus pergunta à multidão: "O que saístes a ver no deserto? Uma cana agitada pelo vento?" (Mateus 11:7-8). Eles buscavam um espetáculo, algo exótico, mas João era um carvalho espiritual, inabalável em sua mensagem de arrependimento.

B. Mais que um Profeta

Jesus confirma que João era o mensageiro prometido em Malaquias 3:1 e 4:5-6. Ele era o "Elias" que viria para preparar o caminho para o Senhor (Mateus 11:9-10; 17:10-13). João era o elo entre a Antiga e a Nova Aliança.

C. O Afastamento da Mensagem

Embora muitos tenham sido batizados por ele no início (Mateus 3:5-6), muitos líderes e pessoas comuns acabaram rejeitando seu conselho. Jesus os descreve como crianças em uma praça que não dançam quando se toca flauta, nem choram quando se entoa um lamento (Mateus 11:16-19). Eles acusaram João de ter demônio por causa de seu ascetismo. O interesse inicial deu lugar à dureza de coração.


II. A Resposta do Povo à Pregação de Jesus

Se João preparou o caminho, Jesus era o próprio Caminho. No entanto, o padrão de rejeição continuou.

A. A Necessidade de Arrependimento

Jesus não suavizou a mensagem. Ele pregou fortemente sobre o arrependimento, alertando que, sem ele, todos pereceriam (Lucas 13:1-5). Ele censurou duramente as cidades de Corazim, Betsaida e Cafarnaum porque, apesar de terem visto Seus milagres, não se arrependeram (Mateus 11:20-24).

B. O Filho de Deus entre os Homens

Assim como João era mais que um profeta, Jesus era infinitamente mais: Ele é o Filho de Deus (João 3:16; 1 João 5:20). Nele habitava toda a plenitude da divindade. A rejeição a Jesus não era apenas a rejeição a um mestre, mas a rejeição ao próprio Deus.

C. O Abandono por Causa da Dureza

Muitos seguiam Jesus enquanto Ele multiplicava pães, mas quando Ele começou a ensinar sobre o custo do discipulado e a necessidade de se alimentar espiritualmente d'Ele, "muitos dos seus discípulos tornaram atrás, e já não andavam com ele" (João 6:53-66).


III. O Descanso para os que Recebem a Mensagem

Apesar da rejeição de muitos, Jesus encontra alegria naqueles que têm o coração humilde para aceitar a verdade.

    • Aos Pequeninos: Jesus agradece ao Pai por ter escondido essas coisas dos "sábios e entendidos" (aqueles cheios de orgulho intelectual) e as revelado aos "pequeninos" (os humildes de coração) (Mateus 11:25-26).

    • O Convite Suave: Para aqueles que ouvem e obedecem, Jesus oferece o maior presente de todos: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei" (Mateus 11:28-30).

Diferenças entre as Mensagens de Jesus e João Batista

Veja também

  1. Três Homens Valentes e Seus Exemplos
  2. Cidades Refúgio na Bíblia: O Abrigo da Graça
  3. O que Fazer para Não Perder o Céu

Conclusão

Jesus e João foram semelhantes em sua coragem e em sua mensagem. Ambos foram mal compreendidos e ambos viram multidões se afastarem quando a mensagem se tornou pessoal e exigiu mudança de vida.

O perigo hoje é o mesmo de dois mil anos atrás: ser um ouvinte "curioso" que se emociona com a Palavra, mas que se afasta quando o mundo oferece um caminho mais fácil. Como na parábola do semeador, não sejamos solo rochoso ou espinhoso, mas terra boa que ouve, entende e dá fruto (Mateus 13:3-9).

João preparou o caminho. Jesus abriu o caminho. Qual será a sua resposta hoje?


Três Homens Valentes e Seus Exemplos

Três Homens Valentes e Seus Exemplos

Texto Base: 2 Samuel 23:8-17

Introdução

A Palavra de Deus é uma galeria de heróis. Nela, encontramos homens e mulheres que devemos admirar por sua fidelidade e bravura. Alguns nomes são ecos constantes em nossos púlpitos, como Abraão, Moisés ou o próprio Davi. No entanto, há outros que muitas vezes passam despercebidos, mas cujas vidas Deus considerou dignas de registro eterno.

Durante o reinado de Davi, houve três homens específicos que se destacaram por sua coragem extraordinária: Adino, Eleazar e Samá. Eles não eram apenas soldados; eram "valentes". Hoje, vamos estudar o exemplo desses homens e entender como a valentia deles no campo de batalha físico se traduz em nossa guerra espiritual hoje.


I. Instrumentos de Vitória nas Mãos de Deus

Deus usou Adino, Eleazar e Samá para realizar o impossível. Eles enfrentaram exércitos inteiros e não recuaram.

A. A Fonte da Vitória

Quando lutamos fielmente, Deus concede a vitória. Adino matou oitocentos homens de uma vez; Eleazar feriu os filisteus até sua mão se cansar e ficar pegada à espada; Samá defendeu sozinho um campo de lentilhas. O segredo? "O Senhor operou um grande livramento" (2 Sm 23:10, 12).

    • Como diz o Salmo 108:13: "Em Deus faremos proezas". Nossa força vem dAquele que não se cansa nem se fatiga (Is 40:28-31).

B. O Inimigo não tem Chance contra Deus

Nossos inimigos espirituais podem parecer gigantes, mas não têm chance contra o Senhor (Sl 144:10). Deus é mestre em trazer vida e vitória onde parece haver apenas derrota. Lembre-se do vale de ossos secos em Ezequiel 37:1-14 — se Deus pode levantar um exército de ossos, Ele pode usar você.

C. A Importância do "Pequeno"

Talvez você sinta que sua batalha é pequena ou insignificante no grande esquema das coisas. Samá lutou por um simples campo de lentilhas. Mas, para Deus, a fidelidade no pouco é a medida da grandeza (Zacarias 4:10; Lucas 16:10). Não enterre seu talento por medo ou por se sentir inferior (Mt 25:25). O que você faz para o "menor dos irmãos" é feito para o Rei (Mt 25:44-45).


II. Soldados de Cristo em uma Guerra Espiritual

A coragem de Adino, Eleazar e Samá serve de espelho para a nossa vida cristã. Não lutamos contra carne e sangue, mas a nossa guerra é real.

A. A Natureza do Conflito

Paulo descreve que as nossas armas não são carnais, mas poderosas em Deus para destruir fortalezas (2 Coríntios 10:3-5). Lutamos contra as hostes espirituais da maldade (Efésios 6:12).

B. Soldados Ativos e Unidos

Somos chamados para ser soldados ativos:

    1. Combater o bom combate: Paulo instrui Timóteo a "militar a boa milícia" (1 Tm 1:18; 6:12).

    2. Sofrer as aflições: Como bons soldados de Cristo, não esperamos conforto, mas vitória através da perseverança (2 Tm 2:3).

    3. Lutar juntos: O exército de Davi era forte porque eles estavam unidos. Devemos combater "unânimes, lutando juntos pela fé do evangelho" (Filipenses 1:27).

C. Momentos de Combate Solitário

Haverá momentos, como o de Samá no campo de lentilhas, em que parecerá que todos fugiram e você ficou sozinho. Nesses momentos, a ordem é: "Vigiai, estai firmes na fé; portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos" (1 Coríntios 16:13).

Três Homens Valentes e Seus Exemplos
Veja também
  1. Cidades Refúgio na Bíblia: O Abrigo da Graça
  2. O que Fazer para Não Perder o Céu
  3. 5 Coisas pelas quais Devemos Dar Graças


Conclusão

Os valentes de Davi são exemplos do que Deus pode fazer através de um homem totalmente rendido. Mas você não precisa ter vivido no tempo de Davi para ser um herói da fé. Você pode ser tão valente e importante quanto eles hoje, no seu campo de batalha — seja na sua família, no seu trabalho ou na sua comunidade.

Para encerrar, medite nas palavras deste compromisso intitulado "Eu sou um Soldado":

"Sou um soldado no exército do meu Deus. O Senhor Jesus Cristo é meu oficial comandante. A Bíblia Sagrada é meu código de conduta. Fé, oração e a Palavra são minhas armas de guerra. Fui ensinado pelo Espírito Santo, treinado pela experiência, provado pela adversidade e testado pelo fogo. Sou um voluntário neste exército e estou alistado para a eternidade. Eu me aposentarei neste exército no fim dos tempos ou morrerei nele; mas eu não vou sair, não vou me vender, não vou ser convencido a sair, nem serei empurrado para fora."

Você está pronto para lutar como um dos valentes do Senhor?

Estudo Bíblico sobre Falsos Profetas 2 Pedro:1-3, Jeremias 23:1-40

Falsos Profetas na Bíblia são relatados em diversas passagens bíblicas. A Bíblia apresenta uma argumentação direta sobre o tema. 

Quem são os Falsos Profetas 2 Pedro:1-3 ?

Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.  2 Pedro 2:1

As características dos falsos profetas

    • “Falso…” significando “Pseudo” – Traços de verdade, mas em grande parte falsos – Semelhantes, mas não iguais.
        ◦ Falsa Lealdade “Senhor Senhor…” 
        ◦ Falsas representações “em seu nome” 
        ◦ Falsa Justiça “Cuidado…”  

    • “Falso…” - “Pseudo” – Manifestado de várias formas.
        ◦ Falsos cristos (Mt 24:24).
        ◦ Falsos-Apóstolos (2 Coríntios 11:13).
        ◦ Falsos-Irmãos (2 Coríntios 11:26).
        ◦ Falsos sinais e maravilhas (2 Tessalonicenses 2:9).
        ◦ Falsas palavras (2 Pedro 2:3).

    • Afirmações falsas de que “se funcionar” provam “genuinidade” –
        ◦ “profetiza em teu nome…” (Mateus 7:22).
        ◦ “expulsa demônios em teu nome…” (Mateus 7:22b).
        ◦ “faça muitos milagres em seu nome…” (Mateus 7:23).

    • “Ensinamentos” verdadeiros e não falsos Valide a “genuinidade” “pelos seus frutos os reconhecereis…” (v16-19).
        ◦ O que está sendo dito ou ensinado? (Mateus 12:33-37 “...porque pelas tuas palavras serás justificado...condenado)
        ◦ Está de acordo com as Escrituras?  (Dt 13:1–5; 18:20–22).


I. O Contraste entre a Verdade e o Erro

Pedro estabelece um contraste nítido entre os profetas e mestres fiéis e aqueles que distorcem a Palavra (2 Pe 1:19-2:1).
    • A Seriedade Histórica: Sob a Antiga Lei, Deus deixou claro para Israel que os falsos profetas eram uma ameaça capital. Eles tentavam desviar o povo do caminho do Senhor e, por isso, a punição era severa (Deuteronômio 13:1-5).
    • A Infiltração no Rebanho: Jesus nos avisou que eles viriam disfarçados de ovelhas, mas interiormente seriam lobos devoradores (Mateus 7:15). Por isso, o apóstolo João nos exorta: "Não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus" (1 João 4:1). A identificação é um dever de cada cristão.

II. As Motivações dos Falsos Profetas

Para nos protegermos, precisamos entender o que impulsiona aqueles que ensinam o erro.
    • Ignorância não é Desculpa: Alguns podem estar sinceramente errados, mas o erro sincero ainda conduz ao abismo. No entanto, Pedro foca naqueles cujos corações são intencionais.
    • Ganância e Exploração: Pedro é contundente: por avareza, eles farão comércio de vós com palavras fingidas (2 Pe 2:3). Eles veem a piedade como fonte de lucro (1 Timóteo 6:5) e ensinam o que não convém por "torpe ganância" (Tito 1:11).
    • Rebelião e Soberba: Muitos ensinam o erro como uma forma de rebelião contra a autoridade de Cristo, seguindo seus próprios desejos carnais e desprezando o governo do Senhor (2 Pe 2:10-12).

III. O Disfarce e a Falsidade

O erro raramente se apresenta como erro; ele se apresenta como uma "nova revelação" ou uma "liberdade".
    • Identidades Ocultas: Assim como Judas descreveu homens que se "introduziram furtivamente" (Judas 4), Pedro explica que eles agem de forma dissimulada, banqueteando-se com os fiéis enquanto ocultam suas segundas intenções (2 Pe 2:13-14).
    • Fábulas Engenhosas: Eles não usam a sã doutrina, mas "fábulas artificialmente compostas" para atrair os incautos (2 Pe 1:16).
    • Promessas Vazias: Eles são como "fontes sem água" ou "névoas levadas pelo vento" (2 Pe 2:17). Prometem liberdade, prosperidade e plenitude, mas são incapazes de entregar o que prometem, pois eles mesmos são escravos da corrupção.

IV. O Rastro de Destruição

O ensino falso não é inofensivo; ele deixa um rastro de ruína espiritual.
    1. Negação do Senhor: O ápice do erro é negar o Soberano que os resgatou, seja por palavras ou por um estilo de vida que contradiz o Evangelho (2 Pe 2:1).
    2. Rejeição da Palavra: Por causa deles, o "caminho da verdade" é blasfemado (2 Pe 2:2). Eles fazem com que o mundo olhe para o Cristianismo com desprezo.
    3. Perdição Final: Pedro garante que a condenação desses mestres "não dorme". Se Deus não poupou anjos que pecaram, nem o mundo antigo, Ele certamente julgará os falsos mestres e aqueles que, deliberadamente, escolhem segui-los no erro (2 Pe 2:1-12; 2 Ts 2:10-12).

V. Como nos Preparar contra o Engano

Como podemos manter a Igreja pura e nossas almas seguras?
    • Conhecimento Profundo da Palavra: O melhor detector de notas falsas é o conhecimento profundo da nota verdadeira. Precisamos crescer no conhecimento (2 Pe 2:20), desejar o leite racional da Palavra (1 Pe 2:1-2) e ser como os bereanos, que examinavam as Escrituras diariamente para ver se as coisas eram de fato assim (Atos 17:11).
    • Seguir Exemplos Fiéis: Devemos olhar para a vida de homens como Ló, que, apesar de viver em um ambiente corrupto, mantinha sua alma justa afligida pelas obras iníquas, recusando-se a conformar-se (2 Pe 2:7-8).
    • Foco na Recompensa: O fiel não se deixa seduzir pelo erro porque seus olhos estão na "coroa da vida" (Apocalipse 2:10) e nos "novos céus e nova terra onde habita a justiça" (2 Pe 3:13).

Julgamento contra os falsos profetas (Jeremias 23: 1-8)

  • Pastores perversos no presente (Jeremias 23: 1-2)
  • Julgamento contra os falsos profetas (Jeremias 23: 9-40)
  • Sua conduta vergonhosa (Jeremias 23: 9-15)
  • Sua mensagem desonesta (Jeremias 23: 16-22)
  • Seus métodos enganosos (Jeremias 23: 23-32)
  • Sua atitude desrespeitosa (Jeremias 23: 33-40)

Retrato de um Falso Profeta 

  • Imoral (Jeremias  23 v.10-11,14)
  • Causa para errar (Jeremias 23:13)
  • Fortaleça o mal (Jeremias 23:14)
  • Sabedoria humana (Jeremias 23:16)
  • Falsa esperança (Jeremias 23:17)
  • Desprezar a Deus (Jeremias 23:17)
  • Não autorizado (Jeremias 23:1,32)
  • Negligenciar dever (Jeremias 23:22)
  • Profetizar mentiras (Jeremias 23:25-26)
  • Afaste-se de Deus (Jeremias 23:27)
  • Roube a palavra de Deus (Jeremias 23:30)
  • Zombe de verdadeiros profetas (Jeremias 23:33)
As Condenações dos Falsos Profetas
  • Rejeição da hipocrisia “Nem todo aquele que me diz...” (Jeremias 7:21).
  • Rejeição de ações “faz muitos milagres... nunca te conheci...” (Jeremias 7:23).
  • Rejeição de comunhão e salvação “Apartai-vos de mim…” (Jeremias 7:23).

Aviso sobre Falsos Profetas - Eles estão VAZIOS Jeremias 17-19 
  • Vidas vazias - duas metáforas Jeremias 17
  • Palavras vazias - seu ensino Jeremias 18-19
  • Palavras fingidas - “formado” (plástico).
  • Ensine com palavras adequadas à ocasião de sua cobiça (não com palavras que atendam às necessidades dos ouvintes), 1 Ts. 2: 5; Atos 20:20; Jer. 14: 13-15 .
Advertências sobre falsos profetas Mateus 7
  • Lobos em pele de ovelha (v. 15).
  • Olhe para o fruto a longo prazo (vv. 16-20).
  • 'O fruto não é para a árvore'
  • A pergunta não é 'eu conheço Jesus?' mas 'Jesus me conhece?'
  • A obediência é a chave (v. 21. cf. João 15:14, Lucas 6:46)

Israel teve falsos profetas 2 Pedro 2: 1a

Falsos profetas na igreja => Falsos profetas estarão na igreja

Falsos profetas vão trazer heresias 2 Pedro 2: 1b

  • Falsos ensinamentos introduzidos secretamente
  • Falsos ensinamentos sobre heresias destrutivas
  • Ensino falso negando o Senhor que os comprou

Falsos profetas terão muitos seguidores 2 Pedro 2: 2a

  • Muitos seguidores
  • Seguindo para a destruição

Falsos profetas fazem as pessoas blasfemarem da verdade 2 Pedro 2: 2b

  • Blasfemar 2Co2: 17
  • Reúna ou espalhe Lc 11:23

Falsos profetas são cobiçosos, exploradores e enganosos 2 Pedro 2: 3a

  • Cobiça
  • Explorador
  • Enganoso

Falsos profetas enfrentarão o julgamento divino 2 Pedro 2: 1c, 3b

Falsos profetas responsabilizados

A Bíblia nos alerta sobre os falsos profetas. Conheça pelos frutos [Mt 7: 16].

As doutrinas históricas da fé cristã são verdadeiras. Aqueles cujo ensino se desvia deles são falsos profetas.


15 passagens sobre Falsos Profetas e Falsos Milagres na Bíblia

  • Deut. 13: 1-5 Se um profeta te leva depois que outros deuses o matam
  • Deut. 18: 20-22 Se um profeta profetiza, e isso não acontece, ele é falso
  • Mat. 7: 15-20 Lobos em pele de ovelha conhecem os falsos profetas por seus frutos
  • Mat. 24:11 Falsos profetas surgirão e levarão muitos a desviar-se
  • Mat. 24:24 Os falsos profetas realizam sinais e maravilhas para enganar os eleitos
  • Lucas 6:26 Todos falando bem dos falsos profetas
  • Lucas 21: 8-9 Não se deixe enganar por aqueles que afirmam ser Cristo, ou que o tempo está próximo
  • Atos 13: 6-12 Falso profeta Bar-Jesus
  • Col. 2: 16-23 Evite aqueles que entram em detalhes sobre visões, que promovem a religião
  • 2 Pedro. 2: 1-3 Falsos profetas e mestres trazendo heresias e histórias destrutivas
  • 1 Jo. 4: 1 Teste os espíritos, muitos falsos profetas foram para o mundo
  • Judas 1: 4 Pessoas passaram despercebidas que pervertem o evangelho da graça
  • Exodo 7:11-12 os encantadores do Egito
  • 2 Tessalonicenses 2.8-9 E então será manifestado aquele injusto. 
  • Apocalipse 13.10-14 besta subindo da terra, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro

Vocês os conhecerão pelos seus frutos 

A metáfora com os frutos de uma árvore foi usada por Cristo para falar sobre o tema. Os homens juntam uvas de espinhos ou figos de cardos?“Assim também toda boa árvore produz bons frutos; mas a árvore má produz frutos maus. “Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem pode uma árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. "Conhecê-la-eis, pois, pelos seus frutos.  A conclusão desse raciocínio é que nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus; mas aquele que faz a vontade do meu Pai que está no céu.

Os milagres de Cristo e Seus discípulos foram feitos para (1): 

  • revelar que Jesus é o Filho de Deus; 
  • revelar que Jesus é o Cristo, o único Salvador do mundo; 
  • fortalecer a fé dos apóstolos ao continuarem a obra de Cristo; e 
  • revelam que os apóstolos foram verdadeiramente enviados por Cristo

Estudo Bíblico sobre Falsos Profetas 2 Pedro:1-3, Jeremias 23:1-40
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Veja também:
  1. Estudo Bíblico sobre Manassés: Arrependimento 2 Crônicas 33:10-12
  2. O Perdão na Bíblia
  3. +20 Estudos Bíblicos para Iniciantes e Novos Convertidos
Em um estudo de Mike Bickle publicado em ihopkc.org fez um resumo: cinco tendências principais na atividade do Falso Profeta (Apocalipse 13: 11-17) incluem:
  • 1). Mensagens públicas demonicamente empoderadas (Apocalipse 13: 11-12) 
  • 2). Milagres demoníacos (Apocalipse 13: 13-14) 
  • 3). Opressão econômica mundial (Apocalipse 13:15) 
  • 4). Martírio dos resistentes que ele captura (Apocalipse 13: 16-17) 
  • 5). Legislação que lhe permite ser irrestrito em sua perseguição e opressão (Apocalipse 13:15)

Perigos dos Falsos Profetas

  A. Destruir a si mesmos , 2 Ped. 3:16 .
  B. Destrua aqueles que aceitam seu erro , 2.1-2; 2 Tim. 2: 16-18 (a igreja é prejudicada, Atos 20: 29-30 ).
  C. Destruir a influência da verdade , 2 Ped. 2: 2 . (A verdade é blasfemada e desconsiderada, cf. Tito 2: 7-8 ).
  D. Precisamos ter cuidado e crescer no conhecimento da verdade, 2 Ped. 3: 17-18 .

Lobos em pele de cordeiro

    • Falsos profetas são perigosos
        ◦ Jesus diz para ter cuidado Mt 7:15
        ◦ “Perverte a fé de alguns” 2 Tm 2:14-18
    • Os falsos profetas são enganosos
        ◦ Parecer inocente e inofensivo
        ◦ Enganar os outros e a si mesmos 2 Tm 3:13

    • Malicioso ou insincero?
        ◦ Não podemos julgar o coração de um homem 1 Coríntios 2:11; 1 Reis 8:39
        ◦ Sinceridade não é o que determina se alguém está agradando a Deus Mateus 7:21-23
        ◦ Saulo foi sincero, mas errado Atos 26:9-11; 23:1

    • Cobiçoso e ganancioso por dinheiro
        ◦ Motivação para alguns falsos profetas
        ◦ Não inseparavelmente ligado ao falso ensino

    • "Você vai conhecê-los pelos seus frutos"
        ◦ Jesus mostra como identificar Mateus 7:16-20
        ◦ Devemos examinar o fruto que as pessoas produzem
        ◦ Efésios provaram os homens e os acharam mentirosos Apocalipse 2:2
        ◦ Enganador/anticristo determinado pela doutrina 2 João 7-11; 1 João 4:1-4

Paulo advertiu os anciãos de Éfeso
        ◦ Atos 20:27-31; Apocalipse 2:2
        ◦ O aviso aconteceu e eles foram testados
    • Falsos profetas estão sempre por aí
        ◦ 2 Pedro 2:1-3; 1 João 2:18
        ◦ Precisamos testar todos que ensinam, o tempo todo


Fontes
(1) http://calvarypandan.sg/images/sermons/bible-study/Charismatism/Miracles%20Today%20-%20True%20or%20False.pdf

 

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