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Pregação sobre Crescimento Espiritual: Como Crescer Espiritualmente? 2 Pedro 3:18

Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém. 2 Pedro 3:18

Pregação: Sabe porque você não Cresce Espiritualmente? 2 Pedro 3:18

Introdução:
Alguns cristãos sabem muito pouco sobre crescimento espiritual e, como resultado, sua caminhada com o Senhor é fraca e seu interesse pelas coisas espirituais é muito baixo, até ao ponto de não existir!

Com o crescimento espiritual eles conhecerão melhor a Deus, eles serão usados ​​por Deus melhor como obreiro aprovado, eles chegarão a abençoar os outros vão glorificar a Deus.

Busque processo de Crescimento Espiritual:

Como é o processo de Crescimento Espiritual? O processo vitalício de santificação progressiva, cujo objetivo final é ser um crente totalmente crescido e formado em Jesus Cristo e preparado para o Céu

O que é Maturidade espiritual? É Mostrar características semelhantes às de Cristo em nossas vidas terrenas que correspondem à nossa posição em Cristo. É o resultado final ou produto do crescimento espiritual.

Blocos de construção para o crescimento espiritual
# 1 - Vida (Salvação, Regeneração)
# 2 - Nutrição (Palavra de Deus)
# 3 - Amor (Comunhão com Deus)
# 4 - Proteína (Doutrina)

“ Carne forte ” = alimento espiritual para o crescimento; nutrição para adultos
“ Doutrina ” = ensino espiritual
“A fé ” = corpo completo de ensino (doutrina) da fé cristã

 

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O Imperativo do Crescimento Espiritual Texto Base: 2 Pedro 3:18

Uma das leis fundamentais da vida biológica é que tudo o que tem vida deve crescer. Na vida espiritual, o princípio é o mesmo. O apóstolo Pedro encerra sua segunda epístola com um comando imperativo: "Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo".

O crescimento espiritual não é uma opção para o cristão; é uma responsabilidade individual e contínua. Todos nós iniciamos nossa jornada como "bebês em Cristo", mas Deus não deseja que permaneçamos na infância espiritual. Somos chamados a desejar o leite racional para o crescimento (1 Pe 2:2), deixando para trás a dependência de alimentos infantis para alcançarmos a maturidade (1 Co 3:1), sendo plenamente equipados pela Palavra (2 Tm 3:16-17).

João, em sua primeira epístola, descreve estágios desse crescimento — filhinhos, jovens e pais — e nos mostra o caminho para amadurecer (1 João 2:12-14).

I. Crescendo pela Certeza do Perdão

O primeiro passo para o crescimento maduro é a segurança de nossa posição em Cristo. João escreve aos "filhinhos" porque os seus pecados foram perdidos.
    • A Obediência ao Evangelho: O crescimento começa quando nascemos de novo através da obediência. Isso envolve crer, arrepender-se e ser batizado para a remissão dos pecados (At 2:38; Rom 6:3-4). Sem este fundamento, não há vida para crescer.
    • A Segurança da Salvação: Saber que temos um Advogado junto ao Pai (1 João 2:1) nos dá a estabilidade necessária para avançar. A salvação não é algo que conquistamos por mérito, mas recebemos através de Cristo, o único caminho (Jo 14:6; At 4:12).
    • Olhando para Frente: Um cristão que cresce não vive paralisado pela culpa do passado. Paulo, o principal dos pecadores, decidiu esquecer o que ficou para trás e avançar para o que estava adiante (1 Tm 1:12-15; Fp 3:12-14). Crescer espiritualmente significa abandonar as velhas vestes do pecado e revestir-se do novo homem (Cl 3:5-17), evitando o erro de Demas, que abandonou a fé por amar o mundo presente (2 Tm 4:10).

II. Crescendo pelo Conhecimento dAquele que é desde o Princípio

João escreve aos "pais" porque eles "conheceram aquele que é desde o princípio". A maturidade espiritual é medida pela profundidade do nosso relacionamento com Deus.
    • Conhecer vs. Saber sobre: Muitos sabem fatos sobre Deus, mas poucos O conhecem intimamente. Podemos ver o poder de Deus através da criação (Rom 1:20-21), mas O conhecemos verdadeiramente através da Palavra viva, Jesus Cristo, que estava com Deus desde o princípio (Jo 1:1-2; 17:5).
    • Comunhão e Prática: Conhecer a Deus exige comunhão (1 Jo 1:1-3). A prova de que conhecemos a Deus não é um diploma teológico, mas a presença do amor em nossas vidas, pois "aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor" (1 Jo 4:7-8). Quem permanece no pecado demonstra que ainda não O viu nem O conheceu verdadeiramente (1 Jo 3:6).

III. Crescendo pela Vitória sobre as Ciladas do Diabo

João escreve aos "jovens" porque eles são fortes e venceram o Maligno. O crescimento espiritual é forjado no campo de batalha.
    • Força Espiritual: Não somos chamados a ser fortes em nós mesmos, mas no Senhor e na força do Seu poder (Ef 6:10-13). Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder (2 Tm 1:7).
    • A Palavra como Arma: João diz que os jovens venceram porque a "Palavra de Deus permanece neles". Jesus venceu a tentação citando as Escrituras. Para crescer, devemos esconder a Palavra no coração para não pecar (Sl 119:11).
    • Vigilância e Temor: O amadurecimento nos traz o discernimento das astutas ciladas do diabo. Aprendemos a não ser negligentes, cuidando para que não fiquemos para trás, como a geração de Israel que pereceu no deserto por falta de fé e obediência (Hb 4:1-11).

1. Para que haja crescimento espiritual é necessário dedicação

Não seria legal se você pudesse alcançar um corpo tonificado ou saudável, sem ir à academia e comer direito? Sim!

E é assim que somos, como pessoas. Gostaríamos do produto sem suportar o processo; gostaríamos da recompensa sem pagar o preço.

Nós gostamos do forno de microondas e fast-food, e de dicas do tipo fique rico rapidamente. Nós gostamos de atalhos para o topo.

Infelizmente, todo o sucesso real, seja educacional, relacional, financeiro, profissional ou
o espiritual não pode ser alcançado através de atalhos.

Há um processo que deve ser suportado; um preço que deve ser pago.

A Bíblia diz em Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá. 1 Timóteo 4:13. Como você alcança o crescimento espiritual? Treinamento.

Assim como há hábitos, rituais, disciplinas e exercícios que devem ser seguidos consistentemente a longo prazo para alcançar crescimento físico e condicionamento físico, você precisa persistir em hábitos de leitura, estudo bíblico e disciplina na meditação da Palavra para o crescimento espiritual.


2. Você não tem Crescimento Espiritual porque não avalia suas atitudes

Deus espera que Seus filhos cresçam espiritualmente e Sua Palavra incentiva o exame pessoal como um elemento de crescimento.

Vamos procurar e examinar nossos caminhos… Lamentações 3:40. O Senhor dos Exércitos diz para que você Pense bem nos seus caminhos. Ageu 1: 5.

Declare a Deus para que conheça teu coração teste e conheça tuas preocupações, vendo se há algum maneira ofensiva. Salmos 139: 23-24.

Também aprendemos com a Palavra que você preste muita atenção, então, em como você anda - não como pessoas imprudentes, mas como sábias. Efésios 5:15.

Esse processo de avaliação pode ajudá-lo a concluir um exame e uma pesquisa cuidadosa de seu crescimento espiritual.

Características de um cristão sem crescimento espiritual

  • Uma criança espiritual é enganada por falsos ensinamentos - Ef 4:14
  • É enganado por falsos mestres - Ef 4:14
  • É carnal (carnal) - I Co 3:1
  • Não pode comer alimentos sólidos - I Co 3:2
  • Comporta-se como um mero homem - I Co 3:3
  • É limitado em seu entendimento - I Co 13:11
  • Está surdo de ouvir - Hb 5:11
  • Precisa reaprender o básico - Hb 5:12
  • É inexperiente na palavra da justiça - Hb 5:13
  • Não é maduro o suficiente para discernir - Hb 5:14.

3. Para que haja crescimento espiritual é necessário abandonar o pecado.

Possuímos uma propensão natural ao pecado, e se nosso pecado for deixado sem controle,
apenas se afastará de um relacionamento adequado com nosso Salvador (Ef 4: 14,17).

O crescimento espiritual é uma vida esforço. É uma batalha diária. Nenhum crente pode jamais alcançar o lugar em sua vida onde ele pode reivindicar ter completamente amadureceu à imagem de Cristo.

Se o apóstolo Paulo lutou contra o mundo, a carne e o diabo e precisava crescer espiritualmente, certamente precisamos fazê-lo também (Rm 7: 17-18).

Ao longo da história da raça humana, o homem tem lutado com essa área de crescimento espiritual porque o homem é naturalmente escravo do pecado. Nossa natureza pecaminosa faz do crescimento espiritual uma luta contínua.

No entanto, nunca devemos desistir. Precisamos crescer continuamente porque, como Paulo, estamos em uma batalha diária com o mundo, a carne e o diabo.

A Palavra de Deus nos ensina que nosso homem interior deve ser renovado diariamente (II Cor 4:16) e nunca deve deixar de crescer à imagem de nosso Salvador (Col 3:10)

Pregação sobre Crescimento Espiritual: Como Crescer Espiritualmente? 2 Pedro 3:18


Veja também + 10 Pregações sobre Vida Espiritual:

Conclusão

O crescimento espiritual não acontece no vácuo. A vitória espiritual de uma pessoa exige superar tentações, hábitos e comportamentos pecaminosos - envolve mudar na maneira como pensamos.

O “Princípio de Filipenses 4: 8” é um ponto de partida: medite naquelas coisas que são verdadeiras, nobres, corretas, puras, amáveis, admiráveis, excelentes e louváveis. Correr em direção a Deus é a solução para o crescimento espiritual

O que Jesus quis dizer com "Está Consumado"? João 19:19-30

O Grito de Vitória: O que Jesus quis dizer com "Está Consumado"?

Texto Base: João 19:19-30

Introdução

As últimas palavras de um homem antes de morrer costumam revelar o que há de mais profundo em seu coração. No Calvário, após horas de agonia, Jesus proferiu uma única palavra no grego original: Tetelestai. Em português, traduzimos como "Está consumado" (Jo 19:30).

Jesus não disse isso como um suspiro de derrota ou um alívio por Seus sofrimentos estarem terminando. Foi um brado de triunfo. Ele estava plenamente consciente de cada profecia a Seu respeito; Ele havia sido diligente em fazer a vontade do Pai desde a infância. Na cruz, Ele não estava apenas morrendo; Ele estava selando a salvação da humanidade, um plano que começou a ser traçado logo após a queda no Éden (Gn 3:12-15).


I. Jesus Cumpriu a Promessa de Deus

A expressão "está consumado" significa que uma dívida foi paga por completo ou que uma tarefa foi levada à perfeição.

    • O Esmagador da Serpente: Em Gênesis 3:15, Deus prometeu que a semente da mulher esmagaria a cabeça da serpente. Na cruz, Jesus desferiu o golpe fatal contra o império de Satanás.

    • O Fim do "Aio": A Lei serviu como um tutor (aio) para nos conduzir a Cristo (Gálatas 3:24-25). Ao dizer que terminou, Jesus cumpriu todas as exigências da Lei, inaugurando uma nova era onde a reconciliação é possível (2 Coríntios 5:17-21). A escrita de dívida que era contra nós foi cancelada e pregada no madeiro.


II. Jesus Tornou-Se o Antítipo da Salvação

Para entender o que foi "consumado", precisamos olhar para as figuras (tipos) do Antigo Testamento que apontavam para este momento.

    • A Serpente de Bronze: Jesus explicou a Nicodemos que, assim como Moisés levantou a serpente no deserto para que quem olhasse fosse curado do veneno, Ele precisava ser levantado (João 3:14-17; Números 21:4-9). O "antítipo" — a realidade por trás do símbolo — aconteceu na cruz. A cura para o veneno do pecado foi consumada ali.


III. Jesus Tornou-Se o Cordeiro Sacrificial

O sistema de sacrifícios do Antigo Testamento era uma sombra; a realidade é Cristo, o Cordeiro de Deus (João 1:29).

    • Sem Defeito: Assim como o cordeiro da Páscoa deveria ser perfeito (Êxodo 12:5), Jesus viveu uma vida sem pecado, tornando-Se o sacrifício aceitável.

    • Ossos Intatos: A profecia dizia que nenhum de Seus ossos seria quebrado (Êxodo 12:46; Sl 34:20). João destaca que, enquanto os soldados quebraram as pernas dos ladrões, não o fizeram com Jesus, pois a Escritura precisava se cumprir (Jo 19:33-36).

    • Substituição: A essência do sacrifício é a substituição. O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele. Ele pagou o que não devia porque nós devíamos o que não podíamos pagar.


IV. As Consequências do "Está Consumado"

O trabalho de Jesus na cruz mudou o cosmos e a nossa realidade espiritual para sempre.

    1. Servimos a um Rei Ressurreto: Porque o trabalho da expiação terminou na sexta-feira, o túmulo pôde ser aberto no domingo. Jesus não ficou na cruz; Ele ressuscitou, subiu ao céu e sentou-se à destra de Deus (1 Coríntios 15:5-8; Atos 1:9-11; Hebreus 1:3).

    2. Temos uma Aliança Melhor: A antiga aliança era baseada em sangue de animais, que nunca poderia tirar pecados (Hebreus 10:4). Agora, temos um pacto superior, selado com sangue perfeito, que limpa a consciência (Hebreus 8:7-13; 9:22).

    3. Temos uma Esperança Viva: A morte não é mais o fim. Porque o pecado foi pago e a justiça foi satisfeita, não tememos o juízo final nem a "segunda morte" (Hebreus 9:27; Apocalipse 20:14). Temos a garantia de uma morada eterna (2 Coríntios 5:1-8).

O que Jesus quis dizer com "Está Consumado"? João 19:19-30

Veja também

  1. Quais são os Perigos de Impor Condições para Obedecer a Deus?
  2. Uma Mulher que Encontrou a Cura Espiritual para sua Enfermidade
  3. Aprendendo As Estratégias de Jesus para ser um Bom Professor

Conclusão

Jesus fez tudo o que era necessário para que pudéssemos ser salvos. Ele não deixou "pontas soltas". Ele não nos deu um manual de como nos salvarmos; Ele nos deu a salvação pronta.

A pergunta que ecoa do Calvário hoje é: você aceitará o que já foi consumado? Rejeitar esse amor é permanecer sob o peso de uma dívida que você nunca poderá pagar. Humilhe-se diante da cruz e obedeça ao Evangelho, pois ele é o poder de Deus para a sua salvação (Romanos 1:16).

Se Jesus disse que "está consumado", por que você ainda tenta carregar o peso da sua própria culpa?


Quais são os Perigos de Impor Condições para Obedecer a Deus?

O Perigo de Impor Condições para Obedecer a Deus

Texto Base: Mateus 7:13-14

Introdução

Sejamos honestos: a natureza humana busca instintivamente o "caminho mais fácil". Em quase todas as áreas da vida, procuramos atalhos, conforto e o menor esforço possível. No entanto, quando aplicamos essa mentalidade à nossa vida espiritual, corremos um risco eterno. Jesus foi claro: a porta que conduz à vida é estreita e o caminho é apertado (Mt 7:13-14). Não há espaço para bagagens de conveniência nesse caminho.

Muitas pessoas estão dispostas a seguir a Deus, desde que isso não interfira em seus planos, sentimentos ou reputação. Elas impõem condições. Mas a verdadeira fidelidade exige obediência independentemente das consequências. O que acontece quando tentamos negociar com o Criador?


I. Obedeceremos quando não estivermos "com vontade"?

Vivemos na ditadura dos sentimentos. Se não "sentimos" vontade, achamos que temos o direito de não agir.

    • E se Deus agisse assim? Já parou para pensar se Deus apenas cumprisse Suas promessas ou mantivesse o universo quando estivesse "com vontade"? Sua fidelidade é a nossa segurança.

    • A Ordem da Prontidão: Paulo instruiu Timóteo a pregar a palavra e estar preparado "a tempo e fora de tempo" (2 Timóteo 4:2). Isso significa estar pronto quando é favorável e quando não é; quando estamos inspirados e quando estamos exaustos.

    • O Padrão do Amor: O mandamento é amar a Deus de todo o coração, alma, entendimento e forças (Marcos 12:30). Isso envolve a vontade, não apenas o humor. Recusar-se a obedecer porque não estamos "no clima" é um ato de profundo desrespeito à soberania de Deus.

II. Obedeceremos quando for "inconveniente"?

Para muitos, a obediência é um acessório que se usa apenas quando não atrapalha a agenda social ou financeira.

    • O Exemplo de Félix: Quando Paulo pregou sobre a justiça e o juízo, Félix estremeceu, mas disse: "Quando tiver ocasião favorável (conveniência), te chamarei" (Atos 24:25). Ele perdeu a eternidade esperando por um momento que não fosse inconveniente.

    • O Custo da Conveniência: O jovem rico queria a vida eterna, mas a obediência era "inconveniente" demais para o seu bolso (Mateus 19:21-22).

    • Prioridades Reais: Como podemos dizer que buscamos "primeiro o Reino de Deus" (Mateus 6:33) se colocamos a nossa conveniência acima dos Seus mandamentos? Deus não aceita "agendamentos" ou "sobras" do nosso tempo; Ele exige o trono das nossas vidas.

III. Obedeceremos mesmo sem entender o "porquê"?

A fé verdadeira não exige explicações completas antes de agir; ela confia no caráter de quem deu a ordem.

    • Modelos de Fé: Noé construiu uma arca para um dilúvio que nunca tinha visto (Gênesis 6:13-22). Abraão levou seu filho ao altar sem entender como a promessa se cumpriria (Gênesis 22:1-18). Eles obedeceram porque conheciam a Voz, não necessariamente o plano completo.

    • Temas Difíceis: Podemos não "entender" ou não "concordar" com as restrições bíblicas sobre o divórcio (Mateus 19:9) ou com a simplicidade do louvor a cappella (apenas cântico) estabelecida no Novo Testamento (Colossenses 3:16). Mas a autoridade de Deus não depende da nossa compreensão ou aprovação intelectual.

IV. Obedeceremos quando preferiríamos outro caminho?

O maior conflito humano é entre o "meu jeito" e o "jeito de Deus".

    • O Perigo da Intuição Humana: "Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte" (Provérbios 14:12). Jeremias reforçou que o homem não tem o poder de guiar seus próprios passos (Jeremias 10:23).

    • O Exemplo de Naamã: Ele quase perdeu a cura da lepra porque queria que o profeta agisse do jeito que ele imaginava. Ele só foi restaurado quando abandonou sua preferência e obedeceu à instrução simples de Deus (2 Reis 5:10-14).

    • O Exemplo de Jesus: No Getsêmani, a natureza humana de Cristo desejava outro caminho ("passa de mim este cálice"), mas Sua obediência foi incondicional: "Não se faça a minha vontade, mas a tua" (Lucas 22:41-44).

V. Obedeceremos mesmo se sentirmos "vergonha"?

O medo da opinião pública é um dos maiores entraves à obediência.

    • A Queda por Vergonha: Pedro negou a Jesus porque teve medo do que as pessoas ao redor da fogueira pensariam (Lucas 22:54-62). Mais tarde, ele vacilou novamente por medo da pressão dos judeus (Gálatas 2:11-13).

    • Glória dos Homens: Muitos líderes nos dias de Jesus criam n'Ele, mas não O confessavam para não serem expulsos da sinagoga, pois "amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus" (João 12:42-43).

    • O Aviso de Cristo: Jesus alertou que, se alguém se envergonhar d'Ele e das Suas palavras nesta geração, Ele também se envergonhará dessa pessoa diante do Pai (Marcos 8:38).

Quais são os Perigos de Impor Condições para Obedecer a Deus?

Veja também

  1. Uma Mulher que Encontrou a Cura Espiritual para sua Enfermidade
  2. Aprendendo As Estratégias de Jesus para ser um Bom Professor
  3. Como a Igreja Começou?

Conclusão

Impor condições a Deus é, na verdade, tentar ser o deus da própria vida. A obediência condicional é, em essência, desobediência. Precisamos "esmurrar o nosso corpo" e treiná-lo para a submissão, como um atleta que corre para ganhar o prêmio (1 Coríntios 9:24-27).

Não existe desculpa legítima para não obedecer a Deus. O caminho largo é cheio de justificativas, mas o caminho estreito é trilhado por aqueles que dizem: "Senhor, eu irei onde Tu mandares, farei o que Tu ordenares e serei o que Tu desejares — sem condições".

Há alguma "condição" na sua vida hoje que está impedindo você de seguir a Cristo plenamente?


Uma Mulher que Encontrou a Cura Espiritual para sua Enfermidade

Uma Mulher que Encontrou a Cura Espiritual para sua Enfermidade

Texto Base: Marcos 5:25-34

Introdução

Em algum momento de nossas vidas, a doença nos afeta. Todos conhecemos a fragilidade do corpo humano, a dor da enfermidade e a busca incessante por alívio. No entanto, existe uma condição muito mais severa do que qualquer diagnóstico médico: a enfermidade da alma.

Muitos de nós podemos estar fisicamente saudáveis, mas interiormente doentes. A Bíblia nos ensina que o pecado é uma patologia espiritual que drena a nossa vida. A pergunta fundamental hoje é: onde encontrar a cura? Através da história da mulher mencionada em Marcos 5, descobriremos que a fonte da cura espiritual não reside em métodos humanos, mas exclusivamente em Deus. Você já foi curado por Ele?


I. O Alto Custo da "Enfermidade" Espiritual

A doença cobra um preço caro do ser humano, tanto física quanto espiritualmente.

A. O Sofrimento Extenuante

Os hospitais estão constantemente lotados de pessoas buscando tratamento. Em Marcos 5:25-26, lemos sobre uma mulher que sofria há doze anos. Ela gastou tudo o que possuía com médicos, mas, em vez de melhorar, piorava a cada dia. Ela estava falida, isolada e sem esperança humana.

B. A Gravidade da Doença Espiritual

Por pior que fosse a condição dessa mulher, a "doença espiritual" (o pecado) é infinitamente mais devastadora.

    1. O Fim dos Prazeres: O pecado pode oferecer prazeres temporários, mas eles rapidamente dão lugar à realidade da condenação da alma (Hebreus 11:25; Romanos 6:23).

    2. O Custo Insuportável: O pecado sempre custa mais do que o homem está disposto a pagar. Veja o exemplo de Caim, cuja punição lhe pareceu "maior do que podia suportar" (Gênesis 4:13-14), ou do Rei Saul, que perdeu seu reino e sua comunhão com Deus por causa da desobediência (1 Samuel 15:24-29).


II. A Cura é Encontrada no Senhor

Quando os recursos humanos se esgotam, a fé nos aponta para o Médico dos Médicos.

A. A Fé que Toca o Mestre

A mulher de nossa história ouviu falar de Jesus e nutriu uma confiança absoluta: "Se eu apenas tocar em suas vestes, ficarei curada" (Marcos 5:27-28). Ela não buscou um debate teológico; ela buscou um encontro pessoal com o poder de Cristo.

B. Confiança na Suficiência de Cristo

Da mesma forma, devemos confiar que Jesus é o único capaz de tratar a raiz do nosso problema espiritual.

    • Jesus afirmou que Ele é o único Caminho (João 14:6).

    • Sem crer n'Ele, o homem permanece em seus pecados (João 8:24).

    • Não há salvação nem cura em nenhum outro nome (Atos 4:12).

C. Do Toque à Obediência

Nossa confiança no Senhor não deve ser apenas um sentimento, mas deve nos levar à ação: a obediência ao Evangelho. O Evangelho é o "poder de Deus para a salvação" (Romanos 1:16), e Jesus se tornou o autor da salvação eterna para todos os que Lhe obedecem (Hebreus 5:9).


III. Uma Vez Curado, o Homem Pode Ter Paz

A cura de Cristo não é apenas a remoção da dor, mas a restauração da paz e do propósito.

A. O Fim da Agonia

A mulher, que sofreu por mais de uma década, sentiu em seu corpo que estava livre do seu flagelo. Jesus lhe disse: "Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e sê curada do teu mal" (Marcos 5:29-34). A cura física foi acompanhada por uma restauração espiritual e emocional.

B. A Paz que Excede o Entendimento

Não importa há quanto tempo você sofre espiritualmente — seja por causa de vícios, mágoas, culpa ou vazio — a paz de Deus está disponível.

    • É uma paz que o mundo não pode dar nem tirar (João 14:27).

    • É a paz que guarda nossos corações e mentes (Filipenses 4:7).

    • Quando andamos na luz, o sangue de Jesus nos purifica e temos plena comunhão com Ele (1 João 1:6-7; 5:13).

Uma Mulher que Encontrou a Cura Espiritual pra sua Enfermidade

Veja também

  1. Aprendendo As Estratégias de Jesus para ser um Bom Professor
  2. Como a Igreja Começou?
  3. Por que o Mundo Parece Injusto?  

Conclusão

Não há necessidade de permanecer "espiritualmente doente"! O Médico está passando por aqui hoje, assim como passou por aquela multidão em Israel. A mulher não foi curada apenas por estar na multidão, mas por estender a mão com fé e tocar no Senhor.

A "cura" aguarda todos aqueles que decidirem parar de tentar resolver seus problemas sozinhos e se renderem à obediência a Cristo. Se o pecado tem drenado suas forças e sua vida, aproxime-se de Jesus hoje.

Você está pronto para tocar nas vestes do Salvador e ser restaurado por completo?


Aprendendo As Estratégias de Jesus para ser um Bom Professor

 As Estratégias de Jesus: Lições com o Mestre dos Mestres

Texto Base: Marcos 6:34

Introdução

Todos nós temos lembranças de professores que marcaram nossas vidas, seja pelo incentivo que nos deram ou pela habilidade singular de transmitir conhecimento. Na Bíblia, Jesus é identificado por muitos títulos: Filho de Deus, Filho do Homem, Messias e Salvador. No entanto, um dos títulos mais frequentes que Ele recebeu foi o de "Rabi" ou Mestre.

Nos Evangelhos, Jesus é mencionado como professor ou mestre cerca de quarenta vezes. Isso ocorre porque o Cristianismo é uma religião ensinada. Ninguém nasce cristão por herança genética; torna-se cristão através do aprendizado e da obediência à Verdade. Por isso, não é surpresa que Jesus seja "O Maior Professor" que o mundo já conheceu, deixando-nos o modelo perfeito de como transmitir a vontade de Deus (Mt 28:20; 2 Tm 2:2).


I. Jesus Ensinava com Autoridade

Diferente dos escribas da Sua época, o ensino de Jesus não era uma colcha de retalhos de opiniões de outros rabinos.

    • Fonte Direta: Jesus não dependia de tradições humanas ou interpretações de terceiros. As multidões se maravilhavam porque Ele falava como quem tem autoridade própria (Mt 7:28-29). Ele condenou o ensino que colocava preceitos de homens acima dos mandamentos de Deus (Mt 15:9).

    • Fundamentação Bíblica: Embora tivesse autoridade divina, Jesus honrava a Escritura. Ele a citava com precisão e a aplicava à vida real (Mt 21:42; Jo 8:40-46). No caminho de Emaú, Ele deu a maior aula de exegese da história, explicando o que constava a Seu respeito em todas as Escrituras (Lc 24:27).

    • Aplicação para hoje: Professores e pregadores modernos não devem confiar em filosofias humanas, escritos puramente seculares ou suposições próprias. Devemos fazer tudo "em nome do Senhor Jesus" (Cl 3:17), sabendo que é a Sua Palavra que nos julgará (Jo 12:48).


II. Jesus Sustentava o Ensino com a Ação

O autor de Atos resume a vida de Jesus como tudo o que Ele "começou a fazer e a ensinar" (At 1:1). O fazer vinha antes ou junto com o ensinar.

    • O Exemplo Vivo: Jesus não apenas dizia o caminho; Ele era o Caminho. Ele percorria cidades ensinando e curando, demonstrando o Reino em cada passo (Mt 9:35).

    • Praticar o que se prega: Jesus ensinou a amar os inimigos e demonstrou isso na cruz ao orar pelos Seus algozes (Mt 5:44; Lc 23:34). Existe um ditado que diz: "As pessoas não se importam com o quanto você sabe, até que saibam o quanto você se importa".

    • O Ensino como ato de compaixão: Em Marcos 6:34, vemos que Jesus teve compaixão da multidão porque eram como ovelhas sem pastor. A resposta da Sua compaixão não foi apenas um milagre físico, mas o texto diz que Ele "passou a ensinar-lhes muitas coisas". Ensinar a Verdade é a maior forma de caridade.


III. Jesus era Equilibrado em Seu Ensino

Jesus nunca foi um mestre de uma nota só. Ele apresentava a totalidade do caráter de Deus.

    • Amor e Juízo: Ele ensinou sobre o amor infinito do Pai através das parábolas da ovelha, da dracma e do filho perdido (Lucas 15). Mas também ensinou com clareza sobre a realidade do juízo e a responsabilidade das nossas escolhas (Mt 18:21-35; 25:14-30).

    • O Conselho de Deus: Paulo seguiu essa estratégia equilibrada de Jesus, afirmando que nunca deixou de anunciar "todo o conselho de Deus" (At 20:27). Um bom mestre não evita temas difíceis para agradar ouvintes, mas apresenta a justiça e a bondade de Deus em harmonia.


IV. Jesus Ensinava conforme a Capacidade dos Ouvintes

Um mestre eficaz sabe que o objetivo não é "dar a aula", mas garantir que o aluno "aprenda o conteúdo".

    • Ajuste Gradual: Jesus disse aos discípulos: "Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora" (Jo 16:12). Ele respeitava o tempo de maturação de cada pessoa.

    • Leite e Carne: Paulo mais tarde usaria essa mesma pedagogia, distinguindo entre o "leite" para iniciantes e o "alimento sólido" para os maduros (1 Co 3:2). Jesus usava parábolas do dia a dia para tornar conceitos espirituais complexos acessíveis a todos.


V. Jesus Ensinava em Toda Oportunidade

Jesus não estava restrito a um púlpito ou a um horário comercial. Ele via cada momento como uma sala de aula em potencial.

    1. Ambientes Formais: Na sinagoga (Mt 13:54) e diariamente no Templo (Lc 19:47).

    2. Ambientes Informais: À mesa na casa de um fariseu (Lc 7:36ss) ou sentado em um barco à beira-mar (Lc 5:3).

    3. Grandes Multidões e Indivíduos: Ele ensinava aos milhares nas montanhas (Mc 2:13), mas também parava tudo para dar uma lição teológica profunda a uma única mulher samaritana à beira de um poço (Jo 4:4-26).

Aprendendo As Estratégias de Jesus para ser um Bom Professor

Veja também

  1. Como a Igreja Começou?
  2. Por que o Mundo Parece Injusto?  
  3. Por que não é Possível Enganar Deus?

Conclusão

Jesus é o Exemplo Perfeito do que um mestre da Palavra deve ser. Ele uniu autoridade com humildade, verdade com compaixão, e doutrina com vida. Ele não apenas transmitiu informações; Ele transformou corações.

Que tenhamos o desejo e a coragem de ensinar como Ele nos ordenou na Grande Comissão. Sejamos professores que não apenas falam, mas que vivem e amam a verdade, aproveitando cada oportunidade para guiar ovelhas perdidas ao Bom Pastor.


Como a Igreja Começou?

O Dia em que a Igreja Começou

Texto Base: Atos 2:14-24

Introdução

A existência da igreja não foi um acidente histórico ou um plano de contingência. Foi um propósito eterno de Deus. Durante Seu ministério terreno, Jesus preparou cuidadosamente Seus discípulos para o estabelecimento de Seu Reino, a igreja. Ele prometeu: "Edificarei a minha igreja" (Mt 16:18-19), garantiu que alguns ali não morreriam sem ver o Reino chegar com poder (Mc 9:1) e, após Sua ressurreição, ordenou que esperassem em Jerusalém até que fossem revestidos desse poder do alto (Lc 24:46-49).

Muitas vezes, as pessoas se confundem sobre a origem da igreja, mas as Escrituras nos fornecem evidências abundantes para identificar exatamente quando ela começou. Tudo converge para um dia específico: o dia de Pentecostes, em Jerusalém.


I. A Vinda do Espírito Santo

A primeira grande evidência do início da igreja foi a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos (Atos 2:1-4).

    • A Promessa Cumprida: Jesus explicara que o Espírito viria para guiá-los em toda a verdade (Jo 16:13) e que eles receberiam "poder" ao descer sobre eles o Espírito Santo (Atos 1:8).

    • O Marco Temporal: Se o Reino viria com "poder" (Mc 9:1) e o poder viria com o Espírito (Atos 1:8), então o momento em que o Espírito desceu em Atos 2 marca, sem dúvida, o nascimento oficial da igreja e do Reino de Cristo.

II. Os Apóstolos Confirmados como Mensageiros de Deus

Deus não deixou dúvidas sobre a autoridade dos homens que estavam pregando naquele dia (Atos 2:5-13).

    • Milagres como Assinatura Divina: A vinda do Espírito capacitou os apóstolos a falar em línguas que eles não conheciam, permitindo que judeus de todas as nações ouvissem as maravilhas de Deus em seus próprios idiomas.

    • Confirmação da Palavra: Os milagres não eram para entretenimento, mas para confirmar que a pregação era de origem divina (Mc 16:20; Hb 2:4). Através desses sinais, o mundo soube que o que acontecia ali era a mão de Deus agindo.

III. O Cumprimento das Profecias

O início da igreja não foi apenas um evento de poder, foi um evento de profecia. Pedro, em seu sermão, explica que o que eles viam era o cumprimento das Escrituras (Atos 2:14-21).

    • A Voz dos Profetas: Jesus ensinara que tudo o que estava escrito sobre Ele na Lei, nos Profetas e nos Salmos deveria se cumprir (Lc 24:44).

    • O Derramamento do Espírito: Pedro cita especificamente o profeta Joel (2:28-32), afirmando que "isto é o que foi dito pelo profeta Joel". O tempo de Deus havia chegado; os "últimos dias" da dispensação cristã haviam começado.

IV. A Primeira Pregação do Evangelho Pleno

Em Atos 2:22-36, ouvimos, pela primeira vez na história, o Evangelho de Jesus Cristo sendo pregado em sua plenitude: Sua vida, morte, ressurreição e exaltação.

    • O Centro da Mensagem: Jesus instruíra que o arrependimento e a remissão de pecados seriam pregados em Seu nome, começando por Jerusalém (Lc 24:47).

    • A Vitória sobre a Morte: Pedro demonstra que a ressurreição de Cristo não foi um boato, mas o cumprimento do Salmo 16:8-11. Jesus não foi retido pela morte; Ele foi exaltado à destra de Deus e constituído Senhor e Cristo.

V. A Resposta dos Crentes Arrependidos

A igreja não é feita de paredes, mas de pessoas que obedecem à verdade (Atos 2:37-39).

    • O Coração Compungido: Ao ouvirem a verdade, as pessoas perguntaram: "Que faremos?". A resposta de Pedro foi clara: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos vossos pecados".

    • Obediência Hoje: Esse padrão continua o mesmo. Hoje, crentes penitentes que reconhecem Jesus como o Filho de Deus podem e devem obedecer (Atos 8:36-37). É através desta obediência que o homem é salvo e acrescentado pelo Senhor ao Seu corpo (Mc 16:15-16).

VI. O Crescimento da Igreja

Naquele primeiro dia, quase três mil almas foram batizadas (Atos 2:41). A semente foi plantada.

    • O Crescimento vem de Deus: Jesus comparou o Reino a um grão de mostarda que cresce até se tornar uma árvore (Mt 13:31-32). Quando a semente da Palavra (Lc 8:11) é plantada em corações bons e regada, é Deus quem dá o crescimento (1 Co 3:6).

    • Uma Instituição Viva: A igreja não parou ali. Ela continuou perseverando na doutrina, na comunhão e nas orações, e o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos (Atos 2:47).

Como a Igreja Começou?

Veja também

  1. Por que o Mundo Parece Injusto?  
  2. Por que não é Possível Enganar Deus?
  3. Razões Pelas Quais os Cristãos Devem Cantar

Conclusão

A igreja de Cristo começou no primeiro Pentecostes após a ressurreição e ascensão de nosso Senhor. Ela não é uma denominação fundada por homens séculos depois; ela é o corpo de Cristo estabelecido por Sua autoridade, confirmada pelo Espírito e sustentada pela Sua Palavra.

Hoje, a igreja de Cristo continua a crescer sempre que alguém ouve e obedece ao Evangelho, pois ele continua sendo "o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê" (Rm 1:16).

Você já se tornou parte desta igreja através da obediência ao Evangelho pregado naquele dia?


Por que o Mundo Parece Injusto?

Por que o Mundo Parece Injusto?

Texto Base: 1 João 3:1-3

Introdução

Vivemos na era da informação instantânea. Queremos respostas agora, soluções imediatas e explicações lógicas para cada tragédia ou contratempo. No entanto, uma das lições mais difíceis da vida cristã é aprender a esperar.

O apóstolo João nos consola em sua epístola dizendo: "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que haveremos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos" (1 Jo 3:2). João admite que há um "ainda não". Gostemos ou não, existem coisas que não saberemos hoje, mas que nos serão reveladas na plenitude do tempo de Deus.


I. Um Dia Entenderemos os Mistérios da Vida

Muitas vezes nos sentimos frustrados por não compreendermos os "porquês" de Deus. Mas a nossa limitação faz parte da nossa condição de criaturas.

    • O Limite do Conhecimento Humano: Em Deuteronômio 29:29, aprendemos que "as coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, mas as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos". Deus não é obrigado a explicar todos os Seus planos ao tribunal da razão humana.

    • Temos o Suficiente para a Caminhada: Embora eu não saiba tudo sobre o cosmos ou sobre o amanhã, Deus me deu tudo o que diz respeito à vida e à piedade (2 Pedro 1:3). A Sua graça se manifestou para nos ensinar a viver de forma justa e santa neste mundo presente (Tito 2:11-12). A Escritura é suficiente para nos equipar para toda boa obra (2 Timóteo 3:16-17).

    • O Papel da Fé: Para as perguntas sem resposta, Deus nos deu a fé. A fé é a certeza de coisas que se esperam e a convicção de fatos que não se veem (Hebreus 11:1). Confiamos que Ele é poderoso para fazer muito mais do que pedimos ou pensamos (Efésios 3:20-21).


II. Um Dia Entenderemos o Propósito das Nossas Dores

É comum perguntarmos: "Por que eu? Por que agora? Por que desta forma?" quando passamos por vales profundos.

    • O Cuidado na Tempestade: Mesmo quando não entendemos a razão de uma prova, temos a confiança de que Deus está no barco. Jesus repreendeu a falta de fé dos discípulos durante a tempestade, não porque a tempestade não fosse real, mas porque o Deus que cuida até das ervas do campo estava ali (Mateus 6:30; 8:26).

    • O Sofrimento como Parte da Jornada: O cristão precisa recordar que dificuldades não são sinais de que Deus nos abandonou, mas parte integrante da nossa formação. Se sofrermos com Ele, também reinaremos com Ele (2 Timóteo 2:12). Jesus nos chamou de "bem-aventurados" quando somos perseguidos ou caluniados, pois a nossa recompensa no céu é grande (Mateus 5:11-12).

    • A Perspectiva da Eternidade: Um dia olharemos para trás e veremos que cada lágrima teve um propósito na mão do Grande Escultor.


III. Um Dia Veremos a Justiça Final de Deus

Talvez a maior causa de angústia seja ver o ímpio prosperar e o justo sofrer; o culpado ser absolvido e o inocente ser punido. O mundo parece, de fato, injusto.

    • Deus está Observando: Salomão nos alerta em Eclesiastes 5:8 que, se virmos a opressão do pobre e o roubo do direito e da justiça, não devemos nos maravilhar com isso, pois "aquele que é alto olha por cima do que é alto". Há uma hierarquia celestial que vê toda injustiça.

    • A Vingança Pertence ao Senhor: O cristão não precisa gastar sua vida tentando "fazer justiça com as próprias mãos" ou vivendo amargurado. Romanos 12:19 e Hebreus 10:30 nos garantem: "Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor".

    • O Acerto de Contas: Deus estabeleceu um dia em que julgará o mundo com justiça. Aqueles que praticam a iniquidade e rejeitam a Deus enfrentarão o juízo eterno, assim como as cidades de Sodoma e Gomorra serviram de exemplo (Judas 7). O que parece injusto hoje será retificado amanhã pela balança perfeita de Deus.

Por que o Mundo Parece Injusto?

Veja também

  1. Por que não é Possível Enganar Deus?
  2. Razões Pelas Quais os Cristãos Devem Cantar
  3. Três Lições que Aprendemos com o Profeta Samuel

Conclusão

O mundo parece injusto porque ainda não vemos o quadro completo. Somos como alguém que olha para o verso de uma tapeçaria: vemos apenas fios soltos e nós confusos. Mas Deus está do outro lado, tecendo uma obra prima.

Em vez de nos consumirmos com o que não sabemos, vamos nos concentrar em aplicar o que já sabemos:

    1. Sabemos que somos amados por Deus (1 Jo 3:1).

    2. Sabemos que Ele tem o controle da história.

    3. Sabemos que Jesus voltará para buscar o Seu povo.

Não deixe que as injustiças deste mundo roubem a sua paz. Concentre-se em viver fielmente hoje, pois o dia das respostas está chegando.


Por que não é Possível Enganar Deus?

Por que não é Possível Enganar Deus? O Senhor Conhece o Nosso Coração

Texto Base: 1 Samuel 16:7

Introdução

No convívio social, o homem desenvolveu uma habilidade notável de enganar o seu semelhante. Usamos máscaras, polimos nossas palavras e escondemos nossas verdadeiras intenções por trás de sorrisos ensaiados. No entanto, existe uma realidade ineludível: nunca houve um momento na história em que o homem tenha enganado a Deus.

Quando o profeta Samuel foi enviado à casa de Jessé para ungir o novo rei de Israel, ele se impressionou com a aparência física de Eliabe. Mas Deus o corrigiu com uma verdade que ecoa através dos séculos: "O Senhor não vê como vê o homem. O homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração". Nossa fidelidade, ou a falta dela, é plenamente conhecida pelo Todo-Poderoso.


I. "O Senhor Conhece o Meu Coração": Uma Verdade Solene

É comum ouvirmos pessoas justificarem seus erros ou sua falta de compromisso dizendo: "O Senhor conhece o meu coração". Elas geralmente usam essa frase como um escudo, mas deveriam vê-la como um exame de raio-X.

    • Nada Escapa ao Seu Olhar: Os caminhos do homem estão diante dos olhos do Senhor e Ele sonda todas as suas veredas (Provérbios 5:21; 15:3).

    • Ele Pesa as Intenções: Deus não analisa apenas o que você fez, mas por que você fez (Provérbios 21:12).

    • A Fonte de Tudo: Jesus ensinou que o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem (Mateus 15:18-20).

    • Nenhum Esconderijo: Todas as coisas estão nuas e descobertas aos olhos dAquele a quem temos de prestar contas (Hebreus 4:13). Não há segredo que não venha a ser revelado (Lucas 8:17).


II. O Coração: O Espelho do Nosso Verdadeiro "Eu"

Precisamos entender que o nosso coração define quem realmente somos, e não a imagem que projetamos no mural da igreja ou nas redes sociais.

A. Onde está o seu tesouro?

Jesus afirmou que onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração (Mateus 6:19-21). A pergunta crucial é: amamos a Deus acima de qualquer coisa ou de qualquer pessoa? (Mateus 22:37). Às vezes, o amor à família ou o desejo de aceitação social ocupam o trono que pertence a Cristo (Mateus 10:34-37).

B. O Teste das Ações

Nossas ações são o fruto do que está plantado no interior. Se dizemos que o nosso coração é de Deus, mas nossas ações demonstram outra coisa, somos mentirosos.

    • O coração deve guardar os mandamentos (Provérbios 3:1-2; 4:20-23).

    • O coração enganoso de Jeremias 17:9-10 nos alerta que não podemos confiar nem nos nossos próprios sentimentos. Precisamos de um coração puro e reto (Salmos 51:10; 86:11).

    • Colocamos as coisas terrenas antes das espirituais? (Mateus 6:33). A busca pelo Reino de Deus é uma questão de prioridade do coração.

C. As Consequências de um Coração sem Treinamento

Se não guardarmos o coração com diligência, ele se tornará perverso e incrédulo, nos afastando do Deus vivo (Hebreus 3:12). O estado final de alguém que conheceu a verdade mas permitiu que seu coração voltasse à lama do mundo é pior do que o primeiro (2 Pedro 2:20-22). A promessa de ver a Deus é exclusiva para os "limpos de coração" (Mateus 5:8).


III. O Caminho da Restauração

O que fazer se hoje, ao ouvir esta mensagem, você reconhece que seu coração não tem estado reto diante de Deus?

    1. Reconhecimento e Arrependimento: Quando Simão, o mago, tentou comprar o dom de Deus, Pedro foi direto: "Teu coração não é reto diante de Deus... arrepende-te desta tua maldade" (Atos 8:18-23). O primeiro passo é a honestidade brutal diante do espelho da Palavra.

    2. Confissão: Se confessarmos nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar (1 João 1:9-10). Deus não rejeita um coração quebrantado e contrito.

    3. Coragem para Mudar: Devemos ser corajosos o suficiente para renunciar ao que o mundo ama. "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há" (1 João 2:15-17). A amizade com o mundo é inimizade contra Deus.

Por que não é Possível Enganar Deus?

Veja também

  1. Razões Pelas Quais os Cristãos Devem Cantar
  2. Três Lições que Aprendemos com o Profeta Samuel
  3. O Que Aprendemos com a Humildade de Jesus? Filipenses 2:5-8

Conclusão

Se Deus fizesse uma varredura completa em seu coração neste exato momento, o que Ele encontraria? Ele encontraria um desejo ardente de servi-Lo, ou encontraria ídolos escondidos, amargura guardada e prioridades invertidas?

Devemos desejar o que o salmista desejava: "Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos". Lembre-se sempre: o homem pode ser enganado pela sua aparência, mas o Senhor conhece o seu coração. Que essa verdade não seja um motivo de medo, mas um convite à santidade e à sinceridade total diante do nosso Pai.


Razões Pelas Quais os Cristãos Devem Cantar

Razões Pelas Quais os Cristãos Devem Cantar

Texto Base: Efésios 5:19

Introdução

O louvor através do canto é um dos cinco atos de adoração autorizados na Lei de Cristo para a Sua Igreja. No entanto, vivemos um tempo onde muitos negligenciam a importância vital deste mandamento. Alguns se recusam a cantar por timidez ou desinteresse; outros julgam o cântico por padrões humanos (estética, ritmo, performance) em vez de focar nos padrões de Deus. Por que alguns não levam o cântico a sério?

Para entender o valor do louvor, devemos olhar para trás. Após a travessia do Mar Vermelho, os israelitas entoaram o "Cântico de Moisés" (Êxodo 15). Eles cantaram porque Deus havia "triunfado gloriosamente"; Ele era a sua "força", o seu "cântico" e a sua "salvação". Hoje, como cristãos, temos razões ainda maiores para elevar nossas vozes ao Senhor.


I. Cantar é uma Forma de Louvar a Deus pela Sua Dignidade

Cantar não é um entretenimento para a congregação, mas uma oferta para o Criador.

    • Deus é Digno: No livro de Apocalipse, vemos os seres celestiais entoando um "novo cântico", declarando que o Cordeiro é digno de receber o livro e abrir os seus selos (Apocalipse 5:9). Se o céu canta, a igreja na terra deve ecoar essa melodia.

    • Gratidão no Coração: Paulo nos instrui em Efésios 5:19 e Colossenses 3:16 a cantar com "graça em nossos corações". O cântico é o transbordar de um coração grato.

    • A Pureza do Louvor: Este louvor não deve ser corrompido por inovações humanas. Devemos fazer tudo "em nome do Senhor Jesus" (Colossenses 3:17), falando "de acordo com os oráculos de Deus" (1 Pedro 4:11). Na adoração do Novo Testamento, o instrumento autorizado é o coração humano (psallo no coração). Quando adicionamos elementos não autorizados (como instrumentos mecânicos, palmas ou assovios), corremos o risco de ultrapassar o que está escrito (1 Coríntios 4:6) e agir sem fé, o que é pecado (Romanos 14:23).


II. Cantar pela "Vitória Gloriosa" de Deus

Assim como Israel celebrou a derrota do exército de Faraó, nós celebramos a derrota da morte.

    • O Túmulo Vazio: Cantamos porque o túmulo de Jesus permanece vazio. Ele não está lá, Ele ressuscitou (Mateus 28:1-6). Nossa música é um grito de vitória sobre o último inimigo.

    • O triunfo em Cristo: Paulo enfatizou que Deus é vitorioso (Atos 17:22-31). Em 1 Coríntios 15:51-57, somos lembrados de que a morte foi "tragada pela vitória". Por isso, cantamos com confiança, pois Deus sempre nos conduz em triunfo em Cristo (2 Coríntios 2:14).


III. Cantar pela "Força" de Deus

O cântico cristão reconhece que a nossa força não vem de nós mesmos, mas do Senhor.

    • Nossa antiga fraqueza: Houve um tempo em que éramos "fracos" e incapazes de nos salvar, mas Cristo morreu pelos ímpios no tempo certo (Romanos 5:6-11).

    • Fortalecidos no Senhor: Através da força de Deus, podemos todas as coisas (Filipenses 4:13). Ele é o nosso rochedo, a nossa fortaleza e o nosso libertador (Salmo 18:1-2; 27:1). Cantamos para declarar que, embora sejamos insuficientes em nós mesmos (2 Coríntios 3:4-5), estamos ligados à Videira Verdadeira, de onde flui toda a nossa energia espiritual (João 15:4-7). Ele é a minha força, e d’Ele será o meu cântico (Salmo 59:17).


IV. Cantar pela Sua "Salvação"

Finalmente, cantamos porque fomos resgatados do abismo.

    • Um presente imerecido: A salvação é o "dom gratuito de Deus" (Romanos 6:23). Assim como Moisés disse ao povo: "Vede o livramento (salvação) do Senhor" (Êxodo 14:13), nós apontamos para Cristo como o único nome debaixo do céu pelo qual importa que sejamos salvos (Atos 4:10-12).

    • O Poder do Evangelho: O Evangelho é o poder de Deus para a salvação (Romanos 1:16). Por causa da Sua misericórdia e graça, temos o perdão dos pecados e a esperança viva de um lar no Céu. O nosso canto é o testemunho audível de que fomos salvos da condenação.

Razões Pelas Quais os Cristãos Devem Cantar

Veja também

  1. Três Lições que Aprendemos com o Profeta Samuel
  2. O Que Aprendemos com a Humildade de Jesus? Filipenses 2:5-8
  3. O que Precisamos para Terminar o que Começamos?

Conclusão

Cantar louvores a Deus não deve ser encarado com leviandade ou como um "preenchimento de tempo" antes do sermão. É um sacrifício de louvor, o fruto de lábios que confessam o Seu nome.

Devemos cantar com o entendimento e com o espírito, celebrando o Seu triunfo glorioso, dependendo da Sua força e regozijando-nos na Sua salvação. Quando a igreja canta unida, ela ensina, admoesta e glorifica ao Único que é digno.

Você tem oferecido o melhor da sua voz e do seu coração ao Senhor em cântico?


Três Lições que Aprendemos com o Profeta Samuel

 Três Lições com o Profeta Samuel

Texto Base: 1 Samuel 3:1-10

Introdução

As Escrituras são um tesouro de exemplos, tanto positivos quanto negativos. Olhamos para o passado não apenas para aprender história, mas para extrair princípios eternos para a nossa caminhada atual. Entre os gigantes da fé, o profeta Samuel se destaca como um estudo indispensável para o cristão.

Dedicado ao serviço de Deus desde a infância por sua mãe, Ana, Samuel cresceu em um ambiente espiritualmente degradado, sob a liderança de um Eli já enfraquecido e filhos corruptos. No entanto, ele floresceu. Sua vida nos ensina a importância de ouvir a voz de Deus, a coragem de ser diferente do mundo e a determinação de servir ao Senhor, independentemente das circunstâncias.


I. Samuel estava disposto a ouvir a Deus

O chamado de Samuel ocorreu em uma época em que "a palavra do Senhor era rara" (1 Sm 3:1). O silêncio de Deus era um reflexo da surdez espiritual de Israel.

A. O reconhecimento da posição de servo

Quando Deus chamou Samuel na calada da noite, ele deu a resposta que todo cristão deveria ter em seus lábios: "Fala, porque o teu servo ouve" (1 Sm 3:10). Samuel entendeu que a comunicação com Deus começa com a postura de servo.

    • Aplicação: Hoje, Deus fala através de Sua Palavra. A fé vem pelo ouvir (Romanos 10:17). Não basta apenas ouvir o som das palavras; devemos ser praticantes, e não apenas ouvintes esquecidos (Tiago 1:22-25).

B. O compromisso com a Verdade revelada

Samuel não apenas ouviu; ele aceitou a responsabilidade de transmitir o que ouviu, mesmo sendo uma mensagem dura de juízo contra a casa de Eli (1 Sm 3:11-19).

    • Aplicação: O cristão sabe que a Palavra de Deus deve ser ensinada em sua totalidade (Atos 20:27). Somos exortados a pregar a palavra, quer seja oportuno ou não (2 Timóteo 4:1-2), lembrando que o homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca de Deus (Mateus 4:4).


II. Samuel estava disposto a ser diferente do mundo ao seu redor

Israel vivia um momento de transição e crise. O povo olhava para as nações vizinhas e desejava ser como elas.

A. Resistindo à pressão da conformidade

Muitas vezes, o mundo pressiona o povo de Deus a baixar seus padrões para se conformar à cultura vigente. No episódio em que o povo pede um rei, Samuel ficou profundamente decepcionado, não por uma questão de ego, mas porque sabia que o povo estava rejeitando o governo de Deus para imitar o mundo (1 Sm 8:6-8).

    • Sinal de Alerta: Ai daqueles que chamam ao mal bem e ao bem mal (Isaías 5:20). Samuel permaneceu nas "veredas antigas" (Jeremias 6:16), recusando-se a permitir que as tendências sociais determinassem sua posição teológica ou moral.

B. A arma da oração

Em vez de se render à frustração ou ao conformismo, Samuel recorria à oração. Quando o mundo o pressionava, ele intercedia. O cristão moderno deve entender que a resistência contra o espírito deste mundo não se faz com gritos, mas com joelhos dobrados, assim como a igreja primitiva fazia diante da perseguição (Atos 12:5).


III. Samuel estava disposto a servir a Deus independente da situação

Talvez a prova mais difícil de Samuel tenha sido confrontar o rei que ele mesmo havia ungido: Saul.

A. A supremacia da obediência

Em 1 Samuel 15:13-23, vemos Saul tentando substituir a obediência por rituais religiosos. Samuel profere uma das frases mais impactantes da Bíblia: "Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar".

    • O Padrão de Deus: A obediência não é opcional; ela é a prova da nossa salvação. Até mesmo Jesus aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu, tornando-se o autor da salvação para os que Lhe obedecem (Hebreus 5:8-9).

B. Fidelidade em todos os cenários

A maioria das pessoas é desobediente e tropeça na Palavra (1 Pedro 2:7-10). No entanto, Deus espera de nós uma obediência fiel, quer estejamos no palácio, quer estejamos no deserto.

    • O perigo da religiosidade vazia: Jesus alertou que nem todo o que diz "Senhor, Senhor" entrará no Reino, mas aquele que faz a vontade do Pai (Mateus 7:21-23). Amar a Deus é guardar os Seus mandamentos, e estes não são pesados para o coração transformado (1 João 5:2-3).

Três Lições que Aprendemos com o Profeta Samuel
Veja também
  1. O Que Aprendemos com a Humildade de Jesus? Filipenses 2:5-8
  2. O que Precisamos para Terminar o que Começamos?
  3. Por que Jesus não salvou a Si mesmo? Mateus 27:38-44


Conclusão

A vida de Samuel é um farol para o cristão que navega em águas turvas. Ele começou cedo, terminou bem e nunca se desviou do propósito. Ele não foi apenas um profeta; foi um exemplo vivo de que é possível manter a integridade quando todos ao redor estão falhando.

Que possamos sair daqui com a mesma determinação de Samuel:

    1. Ouvindo a Deus com atenção e submissão.

    2. Sendo diferentes do mundo, sem medo de sermos minoria.

    3. Servindo com obediência total, não importando o quão difícil seja o cenário.

Você está pronto para dizer hoje: "Fala, Senhor, porque o teu servo ouve"?


O Que Aprendemos com a Humildade de Jesus? Filipenses 2:5-8

O Que Aprendemos com a Humildade de Jesus?

Texto Base: Filipenses 2:5-8

Introdução

A humildade não é um traço de personalidade natural; é uma disciplina espiritual. O fiel filho de Deus deve empenhar-se arduamente para desenvolver uma vida de humildade, atendendo ao chamado bíblico: "Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará" (Tiago 4:10).

No entanto, essa tarefa parece hercúlea em nossa cultura atual. Vivemos em uma era que prega o "auto-enfase", a auto-promoção e a busca implacável pelo topo. O mundo nos diz para nos enchermos de nós mesmos, mas Jesus nos ensina o caminho oposto. Ele demonstrou a verdadeira humildade ao "esvaziar-se", servir ao próximo e, finalmente, morrer por nós.


I. Aprendemos a "Esvaziar-se"

O apóstolo Paulo nos exorta: "Haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus". O primeiro passo desse sentimento foi a kenosis — o esvaziamento.

A. A Profundidade do Esvaziamento de Cristo

Não devemos jamais esquecer a distância que Jesus percorreu do trono à manjedoura.

    1. Renúncia da Glória: Jesus abriu mão da manifestação visível de Sua glória celestial (Filipenses 2:5; João 17:5). Ele, que era plenamente Deus (Colossenses 2:9; João 1:1-5), não considerou o ser igual a Deus como algo a que deveria se apegar por egoísmo.

    2. Identificação com a Humanidade: O Verbo se fez carne (João 1:14). Ele se tornou em tudo semelhante aos Seus irmãos, enfrentando fome, cansaço e tentações, para que pudesse ser um Sumo Sacerdote misericordioso e fiel (Hebreus 2:17-18; 4:15).

B. Aprendendo a nos Esvaziar

Seguir a Jesus requer que aprendamos a esvaziar o nosso "eu".

    1. Reconhecimento da Fonte: Tudo o que somos e temos vem de Deus. É n'Ele que vivemos, nos movemos e existimos (Atos 17:28-34). Nossos talentos são recursos confiados por um Senhor que espera fidelidade, não orgulho (Mateus 25:14ss).

    2. Dependência Radical: O homem deve aprender a não pensar de si mesmo além do que convém (Romanos 12:3). A humildade começa quando paramos de confiar em nossa própria justiça e reconhecemos nossa dependência absoluta da graça de Deus.


II. Aprendemos a Servir aos Outros

A humildade de Jesus não era estática; era ativa e manifestava-se em atos de serviço.

A. Compaixão em Ação

Jesus percorria cidades e aldeias curando e ensinando porque tinha compaixão das multidões (Mateus 9:35-38). O ápice simbólico desse serviço foi quando Ele, o Rei do Universo, cingiu-se com uma toalha e lavou os pés sujos dos Seus discípulos (João 13:1ss). Ele veio para servir, não para ser servido (Marcos 10:45).

B. O Conceito de Verdadeira Grandeza

Jesus redefiniu o sucesso. Enquanto os discípulos discutiam sobre quem seria o "maior", Jesus explicou que, no Seu Reino, a pirâmide é invertida: o maior é aquele que serve (Mateus 20:20-28).

C. O Chamado ao Serviço Mútuo

Somos chamados a considerar os outros superiores a nós mesmos (Filipenses 2:1-4). A liberdade que temos em Cristo deve ser usada para servir uns aos outros em amor (Gálatas 5:13). Não devemos nos cansar de fazer o bem, pois a serviço do Mestre, nosso trabalho não é em vão (Gálatas 6:9-10; João 12:26).


III. Aprendemos obediência

O último estágio da humildade de Cristo foi a obediência total.

A. Obediência até o Fim

A humildade de Jesus não parou no serviço; ela prosseguiu até o sacrifício. Ele foi obediente até a morte, e morte de cruz — a forma mais humilhante de execução daquela época (Filipenses 2:6-8). Através dessa obediência, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo (2 Coríntios 5:18-19).

B. Demonstrando Humildade na Fidelidade

Nossa humildade é testada em nossa disposição de morrer para nós mesmos diariamente.

    • Sacrifício Vivo: Devemos apresentar nossos corpos como sacrifício vivo e santo (Romanos 12:1-2).

    • Fidelidade sob Pressão: A humildade bíblica nos dá coragem para sermos "fiéis até a morte", sabendo que a coroa da vida nos espera (Apocalipse 2:10). Quem se humilha na obediência será exaltado na eternidade.

O Que Aprendemos com a Humildade de Jesus? Filipenses 2:5-8

Veja também

  1. O que Precisamos para Terminar o que Começamos?
  2. Por que Jesus não salvou a Si mesmo? Mateus 27:38-44
  3. Diferenças entre as Mensagens de Jesus e João Batista

Conclusão

Nunca houve, nem haverá, uma pessoa mais humilde do que Jesus Cristo. Ele desceu do ponto mais alto do universo para o ponto mais baixo da experiência humana, a fim de nos resgatar.

Como Seus seguidores, nosso objetivo de vida deve ser diminuir para que Ele cresça. Se almejamos ser mais parecidos com Jesus, devemos começar dobrando os nossos joelhos e os nossos corações. O caminho para o céu é um caminho de descida em humildade, para que possamos ser elevados pela mão poderosa de Deus.


O que Precisamos para Terminar o que Começamos?

 O que Precisamos para Continuar

Texto Base: Hebreus 10:31-39

Introdução

Uma das realidades mais sóbrias da vida é que pouquíssimos empreendimentos são terminados por todos aqueles que os começam. Muitos iniciam uma dieta, um curso ou um projeto com entusiasmo, mas abandonam no meio do caminho. Na vida espiritual, o risco é o mesmo. O autor de Hebreus escreve a pessoas que estavam sob pressão, tentadas a retroceder.

O versículo 39 nos dá o tom desta mensagem: "Nós, porém, não somos daqueles que retrocedem para a perdição, mas daqueles que creem para a conservação da alma". Para não retroceder, precisamos de ferramentas específicas em nossa bagagem espiritual.


I. Fé no Invisível

A jornada cristã não é guiada pelos olhos físicos, mas pela visão espiritual.

    • O exemplo negativo de Israel: Em Hebreus 3:18-19, vemos que uma geração inteira pereceu no deserto e não entrou no descanso por causa da incredulidade. Eles focaram nos gigantes, não no Deus que os libertou.

    • Andar por fé: Paulo resume a nossa caminhada em 2 Coríntios 5:7: "Porque andamos por fé, e não por vista".

    • O exemplo de Abraão: Em Romanos 4:16-22, Abraão é exaltado porque esperou contra a esperança. Ele não focou na morte do seu próprio corpo ou no ventre de Sara, mas na promessa dAquele que é fiel. Para continuar, precisamos crer mais no que Deus diz do que no que os nossos olhos veem.


II. Coragem

A coragem não é a ausência de medo, mas a confiança de que Deus é maior do que o que nos assusta.

A. A gravidade da falta de coragem

Muitos se surpreendem ao ler Apocalipse 21:8, onde a lista dos que serão lançados no lago de fogo começa com os "covardes". A falta de coragem paralisa o testemunho. Por outro lado, a marca da igreja primitiva era a ousadia (parrhesia). Pedro, João e Paulo falavam ousadamente, mesmo sob ameaça de morte (Atos 4:13, 29; 9:27; 19:8).

B. A covardia como fruto da desconfiança

Quando não confiamos em Deus, nos tornamos como os dez espias em Números 13:30-33, que se viam como gafanhotos. O remédio para o medo é a presença de Deus:

    • "Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo" (Salmo 23:4).

    • Deus prometeu: "Não te deixarei, nem te desampararei" (Hebreus 13:5-6; Mateus 28:20).

C. Os Três Jovens Hebreus (Daniel 3)

Eles não sabiam se Deus os livraria do fogo, mas tinham coragem para dizer: "Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses". A coragem deles não dependia do livramento, mas da fidelidade.


III. Força de Vontade (Determinação)

A vida cristã exige uma decisão resoluta da vontade. Paulo é o maior exemplo disso. Em Atos 20:22-24, ele diz que ia para Jerusalém "ligado pelo espírito", sabendo que prisões o esperavam. Seus amigos choraram e imploraram para que ele não fosse (Atos 21:12-14), mas sua vontade estava submetida a Cristo: "Estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer pelo nome do Senhor Jesus". Para continuar, precisamos decidir que o nosso "sim" a Deus é inegociável.


IV. Suportar o Fardo de um Dia de Cada Vez

Muitos desistem porque tentam carregar o peso de um ano inteiro em apenas um dia.

    • O foco no presente: Jesus ensinou: "Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo" (Mateus 6:34). A ansiedade é tentar viver um futuro que ainda não existe (Tiago 4:14).

    • O descanso na oração: Em vez de se preocupar, devemos apresentar nossas petições a Deus, e a Sua paz guardará nossos corações (Filipenses 4:6-7).

Lembre-se destas três âncoras:

    1. Não se agite (Fret not): Ele ama você (João 13:1).

    2. Não desmaie (Faint not): Ele segura você (Salmo 139:10).

    3. Não tema (Fear not): Ele guarda você (Salmo 121:5).


V. Auto-Respeito (Integridade Pessoal)

Aqui, "auto-respeito" não é orgulho, mas a dignidade de quem sabe que é um embaixador de Cristo e que deve cumprir sua palavra diante de Deus.

    • Cuidado com os votos: Eclesiastes 5:1-5 nos alerta a não sermos precipitados com a boca. O auto-respeito cristão significa que cumprimos o que prometemos a Deus no dia do nosso batismo.

    • A consciência do dever cumprido: Ao final da vida, Paulo pôde dizer: "Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé" (2 Timóteo 4:7). Ele respeitava o chamado que recebeu o suficiente para não abandoná-lo.

    • Visão Bíblica de si mesmo: Jamais ganharemos o mundo para Cristo se tivermos uma visão de nós mesmos que ignore que somos "temerosamente e maravilhosamente feitos" e capacitados pelo Espírito.

O que Precisamos para Terminar o que Começamos?

Veja também

  1. Por que Jesus não salvou a Si mesmo? Mateus 27:38-44
  2. Diferenças entre as Mensagens de Jesus e João Batista
  3. Três Homens Valentes e Seus Exemplos

Conclusão

A geração incrédula de Israel falhou em entrar na Terra Prometida porque lhes faltou fé, coragem, determinação e perseverança. Eles pararam no meio do caminho.

Somos exortados a aprender com o exemplo deles para não cairmos na mesma desobediência (Hebreus 3:16-4:12). Deus tem coisas maiores para nós, mas elas estão reservadas para aqueles que "perseveram até o fim". Olhe para as promessas, firme os seus passos e continue caminhando. O Céu vale o esforço.


 

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