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O que Deus Espera de Nós?

 O que Deus Espera de Nós?

Este estudo bíblico aborda uma tensão comum na vida cristã: o sentimento de que as exigências de Deus são pesadas ou inalcançáveis. Ao olharmos para Miquéias 6:8, encontramos uma síntese do que Deus realmente deseja de nós.


Introdução: O Direito do Criador

Muitas vezes questionamos as expectativas dos outros sobre nós, mas quando se trata de Deus, precisamos entender a base desse relacionamento.

    • A Origem da Responsabilidade: Como seres criados por Deus (Gênesis 2:7), não somos independentes. Pertencemos a Ele, o nosso Pastor (Salmo 100:3).

    • A Autoridade Divina: Porque Ele nos projetou, Deus tem o direito soberano de ditar o caminho que devemos seguir (Salmo 119:4). O propósito final do homem é temê-lo e guardar Seus mandamentos (Eclesiastes 12:13).

Mas a pergunta permanece: Será que as exigências de Deus ultrapassam a capacidade humana?


I. A Perspectiva Mundana: "Sim, é excessivo"

Para quem olha com os olhos do mundo ou da carne, as ordens de Deus parecem pedidos impossíveis ou restrições à liberdade.

    • O Teste de Abraão: Do ponto de vista humano, pedir o sacrifício de um filho prometido parece um "excesso" cruel. No entanto, a obediência de Abraão revelou que ele confiava mais no Provedor do que na promessa (Gênesis 22:2-3, 9-10).

    • O Peso da Religião vs. Fé: Na história bíblica, a Lei de Moisés acabou se tornando um jugo pesado por causa das interpretações humanas (Gálatas 5:1). Às vezes, as pessoas hoje veem a disciplina bíblica e a pureza moral como um fardo do qual precisam "se libertar" (2 Tessalonicenses 3:6).

II. A Perspectiva de Satanás: "Deus é um tirano"

Desde o Éden, a tática de Satanás é fazer as ordens de Deus parecerem restritivas, injustas ou desnecessariamente específicas.

    • A Distorção da Adoração: Satanás quer que acreditemos que Deus é "exigente demais" quanto à forma de adorar. No entanto, Jesus ensinou que o Pai procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade (João 4:24). Isso envolve:

        ◦ Cânticos: Louvar de coração (Efésios 5:19).

        ◦ Ordem e Liderança: Respeitar os papéis estabelecidos por Deus (1 Timóteo 2:8-14).

        ◦ Comunhão: A constância na Ceia do Senhor (Atos 20:7).

    • A Mentira sobre o Pecado: O inimigo sugere que Deus está nos privando de "prazeres" ao nos pedir santidade. Ele oculta que os prazeres do pecado são apenas passageiros (Hebreus 11:25), enquanto a vontade de Deus nos protege de consequências trágicas (Tiago 1:12-16).

III. A Realidade Bíblica: O Caminho da Plenitude

Quando olhamos pela lente do Espírito, percebemos que o que Deus pede é, na verdade, o que há de melhor para nós.

    • O Amor Simplifica a Obediência: João escreveu que os mandamentos de Deus não são penosos quando amamos ao Pai (1 João 5:1-3). O amor transforma a "obrigação" em "prazer".

    • A Capacitação pela Graça: Paulo reconheceu que trabalhava mais do que todos, mas não por esforço próprio: "pela graça de Deus, sou o que sou" (1 Coríntios 15:10). Deus não nos dá apenas a ordem; Ele nos dá a força para cumpri-la.

    • A Recompensa Excede o Esforço: Moises suportou o deserto porque olhava para a recompensa (Hebreus 11:26). Nossas provações presentes não se comparam à herança incorruptível que nos espera (1 Pedro 1:3-7).

O que Deus Espera de Nós?

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Conclusão: O "Peso" que nos Dá Asas

O versículo base deste estudo resume a expectativa de Deus: Praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente. Deus não espera de nós o que não podemos fazer; Ele espera que usemos o que Ele mesmo nos deu.

Não culpe a Deus pela sua falta de disposição. Quando nos submetemos às Suas expectativas, não estamos sendo sobrecarregados, mas sim protegidos e preparados para a glória.


As Consequências da Secularização na Sociedade

 As Consequências da Secularização na Sociedade

Este estudo bíblico analisa o cenário contemporâneo à luz das Escrituras, explorando como o afastamento dos princípios divinos afeta a estrutura da sociedade, da família e da justiça.


Introdução: O Contraste entre a Verdade e o Mundo

O texto de 1 João 5:19-20 apresenta uma dualidade clara: "Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno". Ao mesmo tempo, afirma que o Filho de Deus veio para nos dar entendimento para conhecer o Verdadeiro.

    • O Crescimento do Mal: Pode ser profundamente desanimador observar o avanço da iniquidade ao nosso redor. No entanto, a Bíblia ensina que o estado de uma sociedade é reflexo das escolhas de seus indivíduos.

    • O Peso das Escolhas: A prosperidade ou a queda de uma cidade depende da integridade de seus habitantes (Provérbios 11:11). O mal cresce quando o temor ao Senhor — que consiste em odiar o mal — é abandonado (Provérbios 8:13).


I. A Secularização: A Exclusão do Sagrado

A secularização não é apenas um termo sociológico, mas um processo espiritual de transição de valores.

    • O que significa ser laico/secular? A palavra vem do latim saeculum, referindo-se ao "mundo" ou ao "tempo presente". Ser secular é focar exclusivamente no temporal e no mundano, em oposição ao eterno e ao religioso.

    • A Remoção de Deus da Esfera Pública: Este processo se manifesta na retirada sistemática de símbolos e práticas cristãs da sociedade:

        ◦ Proibição de orações e Bíblias em escolas.

        ◦ Remoção de cruzes e referências a Deus em documentos e propriedades públicas.

        ◦ A blasfêmia e a ridicularização de valores espirituais tratadas como "liberdade de expressão".

    • A Consequência Bíblica: Quando uma sociedade decide não reconhecer a Deus, Ele a entrega a uma disposição mental reprovável (Romanos 1:28-32). O resultado é uma lista de comportamentos autodestrutivos. Adorar preceitos humanos em vez de divinos torna a adoração vã (Mateus 15:9).


II. A Destruição do Lar: O Alvo Principal

O lar é a unidade básica da sociedade e a primeira instituição criada por Deus. Quando o alicerce espiritual da família é abalado, toda a estrutura social sofre.

    • O Projeto Original: Deus estabeleceu o lar para ser um lugar de auxílio, companheirismo e santidade (Gênesis 2:18, 24).

    • Fatores de Declínio: Diversas práticas modernas contribuem para a erosão do lar cristão:

        ◦ Abuso, divórcio por motivos fúteis e a ausência de compromisso no casamento (morar junto sem aliança).

        ◦ A falta de disciplina e, principalmente, a ausência do ensino bíblico para as próximas gerações.

    • A Reconstrução Necessária: Para que a sociedade se recupere, as casas precisam seguir o projeto do Arquiteto. Isso envolve amor sacrificial do marido, submissão bíblica da esposa e filhos criados na disciplina do Senhor (Efésios 5:22-33; 6:1). A Palavra de Deus deve ser o tema central da conversa em família (Deuteronômio 6:6-9).


III. A Ausência de Medidas Dissuasoras contra o Crime

A Bíblia ensina que a autoridade governamental foi instituída por Deus para punir o mal e recompensar o bem. Quando esse equilíbrio é perdido, a criminalidade floresce.

    • A Perda do Temor à Punição: Quando o sistema prisional ou judicial falha em aplicar consequências justas e rápidas, o criminoso sente-se encorajado.

    • A Impunidade gera Reincidência: O sábio Salomão escreveu: "Visto como se não executa logo a sentença sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto a fazer o mal" (Eclesiastes 8:11).

    • O Princípio da Justiça: Desde Noé, Deus estabeleceu que a vida humana é preciosa e que o crime contra ela exige uma resposta séria (Gênesis 9:6). Uma justiça lenta ou leniente falha em proteger o inocente e em desencorajar o transgressor.

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Conclusão: Um Chamado à Resistência Espiritual

Vivemos tempos em que a inversão de valores é a norma. Como profetizou Isaías: "Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem das trevas luz, e da luz, trevas" (Isaías 5:20).

Apesar da pressão da secularização, o cristão é chamado a:

    1. Fazer o que é certo, independentemente da cultura ao redor.

    2. Reter a instrução e não se desviar para os caminhos dos perversos (Provérbios 4:13-15).

    3. Ser luz, expondo as obras das trevas através de uma vida de retidão.


Como semear a semente?

 Como semear a semente?

Este estudo bíblico explora a parábola fundamental de Jesus sobre a propagação do Reino de Deus. Em Lucas 8:4-15, Jesus utiliza a agricultura — algo comum para Seus ouvintes — para ilustrar como a verdade divina interage com o coração humano.


Introdução: O Mandato do Semeador

Antes de Sua ascensão, Jesus deixou uma ordem clara: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Marcos 16:15-16).

    • A Identidade da Semente: Jesus define que "A semente é a palavra de Deus" (Lucas 8:11) e o semeador é aquele que a proclama (Marcos 4:14).

    • Nossa Responsabilidade: O crescimento da planta e a qualidade do solo dependem de Deus e do ouvinte, mas a garantia de que a semente seja lançada é nossa responsabilidade.

    • Diferentes Respostas: O texto de Lucas 8:4-15 (e seus paralelos em Mateus 13 e Marcos 4) nos prepara para a realidade: nem toda semente germinará. Haverá o solo do caminho (coração endurecido), o solo rochoso (superficialidade), o solo entre espinhos (preocupações do mundo) e a boa terra (coração honesto e bom).


I. Semeando através da Pregação

A pregação é a proclamação pública e oficial da mensagem da cruz.

    • O Poder da Mensagem: Para o mundo, a pregação pode parecer loucura, mas para nós é o poder de Deus (1 Coríntios 1:18). O Evangelho não precisa de "ajuda" para ser poderoso; ele é, por si só, a ferramenta de salvação (Romanos 1:16).

    • O Prazer de Deus na Proclamação: Deus escolheu salvar os crentes pela "loucura da pregação" (1 Coríntios 1:21-25). Isso mostra que a voz humana ainda é o instrumento preferido de Deus para anunciar Sua Palavra.

    • Semeando em Qualquer Cenário: Os primeiros cristãos nos deram o exemplo: mesmo sob perseguição, eles iam por toda parte pregando a palavra (Atos 8:1-4). A semeadura não depende de condições climáticas favoráveis, mas de fidelidade.


II. Semeando através do Ensino

Enquanto a pregação muitas vezes foca na proclamação, o ensino foca na instrução e na compreensão profunda.

    • O Método de Jesus: Jesus era o Mestre por excelência. Ele utilizava parábolas para conectar verdades celestiais a coisas que as pessoas já conheciam (o campo, a pesca, o pão). Isso filtrava os ouvintes: os curiosos ouviam apenas histórias, mas os sedentos buscavam o significado (Mateus 13:9).

    • A Grande Comissão e o Ensino: Fomos ordenados não apenas a batizar, mas a "ensinar a guardar todas as coisas" que Jesus ordenou (Mateus 28:18-20).

    • Transmissão Fiel: O ensino deve ser baseado na sã doutrina (1 Timóteo 6:3-6) e focado na multiplicação: devemos ensinar pessoas fiéis que, por sua vez, serão capazes de ensinar outros (2 Timóteo 2:2).


III. Semeando através de uma Vida Piedosa

Esta é a semeadura silenciosa, mas extremamente poderosa. É o testemunho que prepara o solo para ouvir a palavra falada.

    • A "Bíblia Viva": Muitas pessoas nunca abrirão uma Bíblia, mas elas "lerão" a sua vida. Paulo exortou Timóteo a ser um exemplo dos fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza (1 Timóteo 4:12).

    • Integridade e Eficácia: Não podemos pregar libertação se vivemos escravizados pelo pecado. Nossa vida deve validar nossa mensagem, não contradizê-la (1 Timóteo 4:16).

    • O Poder do Exemplo no Lar: Pedro destaca que mesmo maridos que não obedecem à palavra podem ser ganhos, sem palavras, pelo procedimento de suas esposas (1 Pedro 3:1-2). O comportamento piedoso tem o poder de "ganhar" pessoas para Cristo.

Como semear a semente?

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Conclusão

Deus nos chamou para sermos semeadores, não apenas guardiões do celeiro. Ele quer que a semente seja espalhada com abundância e nos deu as instruções de como fazer isso: falando (pregação), explicando (ensino) e demonstrando (vida piedosa).

O resultado final da colheita pertence ao Senhor, mas a alegria de lançar a semente e ver a transformação de vidas é o privilégio que Ele nos concedeu hoje.


Estratégias para Construção de uma Igreja Poderosa

 Estratégias para Construção de uma Igreja Poderosa

Este estudo bíblico foca na nossa responsabilidade individual e coletiva no desenvolvimento do Corpo de Cristo. Edificar a igreja não é uma tarefa exclusiva de líderes, mas uma missão de cada membro.


Introdução: O Propósito da Edificação

A igreja não é um edifício estático, mas um organismo vivo. Em Efésios 4:11-16, Paulo explica que Deus concedeu dons à igreja com um objetivo claro: o aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério, visando à edificação do corpo de Cristo. Quando cada parte faz o seu trabalho, o corpo cresce e se edifica em amor.

Para que eu possa fazer a minha parte nesta construção, precisamos seguir seis passos fundamentais:


I. Lembre-se: as raízes vêm antes dos frutos

O crescimento visível (fruto) é sempre o resultado de uma saúde invisível (raízes).

    • Deus é o Construtor: O livro de Atos deixa claro que, enquanto os discípulos trabalhavam, era o Senhor quem "acrescentava dia a dia os que iam sendo salvos" (Atos 2:41, 47; 9:31).

    • Fatores do Crescimento Primitivo:

        1. Semente Espalhada: Eles não guardavam a mensagem; todos os que foram dispersos pregavam a palavra (Atos 8:4).

        2. Liderança e Preparo: Havia uma base sólida de ensino e uma busca fervorosa antes mesmo do Pentecostes (1 Pedro 2:2).

    • A Busca pela Excelência: Paulo afirma em 1 Coríntios 3:6: "Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento". Nossa parte é plantar e regar com o máximo de excelência, confiando que Deus fará a parte Dele.

II. Arrependa-se dos erros passados

Muitas igrejas param de crescer porque estão presas a mágoas ou falhas antigas.

    • Rejeite o "Jogo da Culpa": Em vez de apontar o que os outros não fizeram, revista-se de compaixão e humildade, focando na sua própria contribuição (Colossenses 3:12-14).

    • Siga em Frente: Arrependimento bíblico gera tempos de refrigério (Atos 3:19). Deixe o que passou para trás e avance para o alvo (Filipenses 3:13).

    • O Exemplo de Noé: Ele construiu o que Deus mandou mesmo sem ver resultados imediatos. Ele nos ensina a ter paciência, confiar no poder de Deus e desfrutar da identidade de filho do Rei enquanto trabalhamos.

III. Esteja ciente do perigo da complacência

A complacência é o "estado de satisfação" que nos impede de avançar. É o inimigo silencioso do crescimento.

    • A complacência parte o coração de Deus porque interrompe a missão de buscar o perdido.

    • O Perigo da "Respeitabilidade": Muitas vezes, achamos que, porque a igreja é "organizada" ou "respeitada", não precisamos mais nos esforçar. Mas a vida cristã é uma corrida, não um descanso (Filipenses 3:13).

IV. Reavivar um espírito crescente

O crescimento deve ser uma mentalidade, não apenas um número.

    • Crescimento é Vida: Na natureza, o que não cresce, morre. Espiritualmente, somos ordenados a desejar o leite racional para crescer (1 Pedro 2:2) e a crescer na graça e no conhecimento (2 Pedro 3:18).

    • Desenvolvimento Contínuo: Devemos acrescentar à nossa fé a virtude, o conhecimento, o domínio próprio e o amor (2 Pedro 1:5-7). Uma igreja que cresce é composta por indivíduos que crescem.

V. Decida manter uma atitude positiva

A construção da igreja é uma batalha espiritual, e Satanás usa o desânimo como ferramenta.

    • O Veneno da Negatividade: Veja o exemplo dos espias em Números 13-14. Eles focaram nos gigantes e esqueceram as promessas de Deus. O pessimismo paralisa o povo.

    • Foco no Poder de Deus: Como Neemias, devemos responder às críticas dizendo: "Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer" (Neemias 6:3). Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Romanos 8:31). Com Cristo, tudo podemos (Filipenses 4:13).

VI. Eleve suas metas

Se servimos a um Deus infinito, nossos planos não podem ser medíocres.

    • A Meta de Atos 1:8: Jerusalém, Judeia, Samaria e os confins da terra. Nossa visão deve ser local e global.

    • Seja Específico: Não tenha medo de estabelecer metas de oração e evangelismo. Ouse pedir a Deus por vidas específicas, ministérios novos e maior impacto na comunidade.

Estratégias para Construção de uma Igreja Poderosa

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Conclusão

Não existe propósito maior na terra do que edificar a Igreja de Jesus Cristo, pois ela é a única instituição que permanecerá para a eternidade. Deus não precisa de nós para construir o Reino, mas Ele nos escolheu para essa honra.

Você está disposto a ser uma pedra viva ativa nessa construção, deixando de ser apenas um espectador para se tornar um cooperador de Deus?


Como devemos persuadir os outros do evangelho?

 Como devemos persuadir os outros do evangelho?

Este estudo bíblico explora a arte da persuasão cristã — não como uma técnica de vendas ou manipulação, mas como o esforço sincero de apresentar a verdade de Deus de forma que o coração humano possa responder.


Introdução: O Ministério da Persuasão

O termo "persuadir" muitas vezes é visto com desconfiança, mas no Novo Testamento, ele é central para a evangelização. Em 2 Coríntios 5:9-11, Paulo estabelece a base para o nosso esforço em convencer os outros.

    • O Exemplo Apostólico: Pedro, no dia de Pentecostes, exortava e "persuadia" o povo com muitas outras palavras (Atos 2:40).

    • A "Loucura" da Pregação: Embora a mensagem da cruz pareça loucura para o mundo, ela é o poder de Deus para persuadir aqueles que creem (1 Coríntios 1:18-21).

Por que devemos persuadir os outros?

Baseado em 2 Coríntios 5:9-11, temos três motivações claras:

    1. Para Agradar a Deus (v. 9): Nossa meta final é sermos aceitáveis a Ele em tudo o que fazemos.

    2. A Realidade do Julgamento (v. 10): Todos compareceremos perante o tribunal de Cristo. A urgência da eternidade nos move.

    3. O Temor ao Senhor (v. 11): Porque entendemos quem Deus é e o Seu juízo, "persuadimos os homens".


1. Sobre o que as pessoas precisam ser convencidas?

Ninguém busca um salvador se não souber que está perdido. A persuasão bíblica foca em três pilares:

A Realidade do Pecado

A convicção do pecado é o primeiro passo para o arrependimento que leva à vida (Atos 11:18).

    • O Espírito Santo é quem convence o mundo do pecado (João 16:8).

    • A tristeza segundo Deus gera arrependimento (2 Coríntios 7:10).

    • Exemplo: Como Davi foi confrontado por Natã (2 Samuel 12:5-7), o homem precisa ver seu próprio erro para clamar por misericórdia.

A Necessidade de um Salvador

    • O Problema: Todos estão sob o pecado e o salário desse pecado é a morte (Romanos 3:9; 6:23).

    • A Solução: Jesus veio para salvar o Seu povo dos seus pecados (Mateus 1:21). Sem crer Nele, o homem permanece em seus pecados (João 8:24). Toda a nossa pregação deve convergir para Cristo (Atos 5:42; 28:23).

A Responsabilidade Pessoal

Cada indivíduo dará contas de si mesmo a Deus (Romanos 14:12). Deus ordena que todos se arrependam porque Ele estabeleceu um dia em que julgará o mundo com justiça (Atos 17:30-31).


2. Como podemos persuadir os outros?

A autoridade da nossa persuasão não vem da nossa eloquência, mas dos nossos métodos e ferramentas:

    • Pela Palavra de Deus: A fé vem pelo ouvir a Palavra. Até mesmo milagres não convencem um coração endurecido se ele rejeitar as Escrituras (Lucas 16:27-31; Romanos 1:16).

    • Com Senso de Urgência: Devemos trabalhar enquanto é dia (João 9:4). Os campos já estão brancos para a ceifa (João 4:35). O tempo aceitável é agora (2 Coríntios 6:2).

    • Com Espírito de Ousadia: Persuadir exige coragem para falar a verdade que liberta (João 8:32). Devemos orar por ousadia para falar como convém (Efésios 6:20; Atos 4:29).

    • Com Amor e Compaixão: A verdade sem amor afasta; o amor sem verdade engana. Devemos "seguir a verdade em amor" (Efésios 4:15). A pregação deve vir acompanhada de paciência e doutrina (2 Timóteo 4:2).


3. Quem deve persuadir e quando?

A missão não é restrita a uma "elite espiritual".

    • Quem? Aqueles que receberam o depósito da fé devem passá-lo a homens fiéis que sejam idôneos para ensinar outros (2 Timóteo 2:2). Cada filho de Deus tem um papel no corpo de Cristo para testemunhar de Sua luz.

    • Quando? A Bíblia não conhece "amanhã" para a salvação. "Eis agora o tempo sobremodo oportuno" (2 Coríntios 6:2). Devemos fazer o bem e levar a mensagem a todos enquanto temos oportunidade (Gálatas 6:10).

Como devemos persuadir os outros do evangelho?

Veja também

  1. Qual é a Amplitude do Amor de Deus?
  2. Como devemos buscar a Deus?
  3. Como ensinar a Palavra de Deus com Autoridade

Conclusão

Persuadir alguém para o evangelho é o ato mais caridoso que um ser humano pode realizar por outro. Se sabemos que o julgamento é real e que Cristo é o único refúgio, o nosso silêncio seria uma omissão grave.

Que possamos dizer como Paulo: "Conhecendo o temor do Senhor, persuadimos os homens". A nossa parte é apresentar a verdade com clareza, urgência e amor; o convencimento final pertence ao Espírito Santo.


Qual é a Amplitude do Amor de Deus?

 Este estudo bíblico explora as dimensões insondáveis do caráter de Deus. Em Lucas 11:39-42, Jesus repreende os fariseus por focarem na limpeza exterior, mas negligenciarem o "amor de Deus". Para não cometermos o mesmo erro, precisamos mergulhar na imensidão desse amor.


Qual é a Amplitude do Amor de Deus?

Introdução

O amor é o tema central das Escrituras, mas nossa compreensão humana é muitas vezes limitada e condicional. O amor de Deus, entretanto, é descrito como "grande" (abundante) em Efésios 2:4. Paulo vai além e afirma que esse amor "excede todo o entendimento" (Efésios 3:17-19). Para tentarmos visualizar o que é impossível medir, Paulo utiliza quatro dimensões: largura, comprimento, profundidade e altura.


I. A Largura do Amor de Deus: Inclusão Universal

A largura sugere uma "grande extensão", algo que se estica para alcançar as extremidades.

    • Sem Fronteiras: O amor de Deus é tão amplo que não exclui nenhuma categoria de ser humano. Ele amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho para que todo aquele que Nele crê tenha a vida eterna (João 3:16).

    • Quebrando Barreiras Sociais e Raciais: No livro de Atos, vemos a largura desse amor se expandindo:

        1. Aos Judeus no Pentecostes (Atos 2).

        2. Aos Samaritanos, que eram desprezados (Atos 8).

        3. Aos Gentios (estrangeiros), através da casa de Cornélio (Atos 10).

    • Acolhimento: Todos os que O recebem têm o direito de se tornarem filhos de Deus (João 1:12).

II. O Comprimento do Amor de Deus: A Extensão do Sacrifício

O comprimento (megas) denota algo "enorme" ou "vasto". Refere-se à distância que Deus percorreu para nos resgatar.

    • Da Eternidade à Cruz: O amor de Deus não é apenas um sentimento, é uma ação de longa distância. Ele enviou Seu Filho ao mundo para que vivamos por meio Dele (1 João 4:9).

    • Prova de Alcance: Deus provou Seu amor para conosco ao enviar Cristo para morrer por nós enquanto ainda éramos pecadores (Romanos 5:8). Ele "esticou" Sua misericórdia do trono da glória até a vergonha da cruz para nos alcançar (1 João 3:16).

III. A Profundidade do Amor de Deus: O Resgate do Abismo

A profundidade remete ao "mar profundo" (bathos). É a dimensão que lida com a nossa queda.

    • Não há poço tão fundo: O amor de Deus desce até o pecador mais vil. Paulo se considerava o "principal dos pecadores", mas afirmou que a graça de Deus foi superabundante para alcançá-lo (1 Timóteo 1:12-16).

    • Transformação Radical: Em 1 Coríntios 6:9-11, após listar pecados terríveis, Paulo declara: "Tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados". A profundidade do amor de Deus submerge o nosso passado no esquecimento e nos traz à superfície como novas criaturas.

IV. A Altura do Amor de Deus: Nossa Posição Celestial

A altura denota "elevação" ou "altitude". Refere-se ao destino e à posição que Deus nos concede.

    • De Mendigos a Príncipes: O amor de Deus não apenas nos perdoa (profundidade), mas nos eleva à Sua presença. Vede que "grande amor" nos concedeu o Pai: sermos chamados filhos de Deus (1 João 3:1-2).

    • Lugar Celestial: Deus nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus (Efésios 2:4-6).

    • Cidadãos do Céu: Nossa cidadania não é mais terrena, mas está nos céus (Filipenses 3:20). Fomos escolhidos para sermos santos e irrepreensíveis diante Dele (Efésios 1:4).

Qual é a Amplitude do Amor de Deus?

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Conclusão

O amor de Deus é a única força capaz de abraçar o mundo inteiro (largura), durar por toda a eternidade (comprimento), alcançar o pecador mais perdido (profundidade) e elevar o homem à comunhão com o Criador (altura).

Devemos ser eternamente gratos, pois não importa quão longe tenhamos ido ou quão baixo tenhamos caído, a amplitude do amor de Deus é sempre maior. Você já se permitiu ser alcançado por esse amor hoje?


Como devemos buscar a Deus?

Como devemos buscar a Deus?

 Introdução: O Perigo da Religiosidade Superficial

Muitas vezes, confundimos "buscar a Deus" com cumprir uma agenda religiosa. No entanto, o profeta Isaías trouxe duras repreensões ao povo de Israel por esse exato motivo:

    • Rituais Vazios: Deus rejeitou os sacrifícios e festas porque o coração do povo estava longe Dele (Isaías 1:11-14; 29:13).

    • O Obstáculo do Pecado: Não é que Deus não possa ouvir, mas nossas iniquidades criam uma barreira entre Ele e nós (Isaías 59:1-2).

    • Espírito e Verdade: Buscar a Deus vai muito além do que acontece entre o cântico inicial e a oração final no domingo. É uma busca que envolve o "reino de Deus em primeiro lugar" (Mateus 6:33) e uma adoração em espírito e em verdade (João 4:23-24).

Pergunta para reflexão: Você está buscando a face de Deus ou apenas o conforto de uma rotina religiosa?


1. O Verdadeiro Buscador o Busca Continua e Constantemente

Buscar a Deus não é um "jogo de esconde-esconde". Ele não está brincando conosco; Ele deseja ser encontrado. O Salmista nos lembra que não há lugar onde possamos fugir da Sua presença (Salmo 139:7-10).

    • A Promessa da Resposta: Jesus nos incentiva: "Busquem e acharão" (Mateus 7:7-8).

    • Foco Constante: Devemos buscar a Sua face continuamente (Salmo 105:4). Isso significa manter nossos pensamentos nas coisas do alto (Colossenses 3:1).

    • Progresso Espiritual: A busca contínua nos leva à maturidade. Não podemos estagnar; precisamos avançar para a perfeição (Hebreus 6:1) e, como Paulo, prosseguir para o alvo, esquecendo o que ficou para trás (Filipenses 3:12-15).


2. O Verdadeiro Buscador o Busca com Sinceridade

A busca eficaz é uma questão de apetite espiritual e honestidade interna.

    • O Anseio da Alma: Davi expressou uma sede desesperada por Deus, comparando sua alma a uma terra árida e exausta (Salmo 63:1). Essa fome e sede de justiça são o que nos garante a saciedade divina (Mateus 5:6).

    • De Todo o Coração: Jeremias e Moisés enfatizaram que Deus só é encontrado quando o buscamos de todo o nosso coração (Jeremias 29:13; Deuteronômio 4:25-29).

    • O Perigo da Cura Superficial: Não podemos aceitar respostas superficiais para a nossa condição espiritual (como o "paz, paz" denunciado em Jeremias 6:14). A sinceridade exige reconhecer nossa real necessidade de Deus.


3. O Verdadeiro Buscador o Busca Abertamente

A fé genuína não pode permanecer escondida para sempre. Embora alguns comecem no anonimato, a busca por Deus eventualmente nos leva a um posicionamento público.

    • De Discípulos Secretos a Testemunhas: * José de Arimateia e Nicodemos começaram buscando a Jesus secretamente por medo (João 19:38-39; 3:2). No entanto, o crescimento na verdade os levou a defender Jesus publicamente e a cuidar de Seu corpo após a crucificação (João 7:51).

    • A Coragem da Obediência: Pedro e os apóstolos entenderam que buscar a Deus abertamente significa obedecer a Ele antes que aos homens (Atos 5:29).

    • Luz e Testemunho: Paulo nos ensina que a Palavra é nossa base (2 Timóteo 3:16), mas nossa vida deve estar pronta para dar a razão da nossa esperança a qualquer um (1 Pedro 3:15). Como Davi instruiu Salomão, devemos servir a Deus com integridade para que outros vejam nossas boas obras e glorifiquem ao Pai (1 Crônicas 28:8; Mateus 5:16).

Como devemos buscar a Deus?

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Conclusão: O Momento de Buscar é Agora

Ser um "verdadeiro buscador" não é um título honorário, mas um estado de urgência espiritual.

    1. A Oportunidade: "Buscai o Senhor enquanto se pode achar" (Isaías 55:6). Existe um tempo de graça que não deve ser desperdiçado.

    2. O Preparo do Solo: É tempo de "lavrar o campo" e buscar o Senhor até que Ele venha e chova justiça sobre nós (Oseias 10:12).

A busca a Deus no presente determina a nossa eternidade e a profundidade da nossa paz hoje.


Como ensinar a Palavra de Deus com Autoridade

  Como ensinar a Palavra de Deus com Autoridade

Introdução: O Mandato do Ensino

A base da nossa missão cristã reside na proclamação. Em 2 Timóteo 4:2, Paulo instrui Timóteo: "Pregue a palavra, insista a tempo e fora de tempo". No entanto, a forma como pregamos é tão vital quanto o conteúdo.

    • O Diferencial da Autoridade: Quando Jesus terminou o Sermão do Monte, a multidão ficou maravilhada porque Ele ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas (Mateus 7:28-29).

    • O Comando Bíblico: Somos exortados a falar, exortar e repreender com toda a autoridade (Tito 2:15).

    • A Origem da Autoridade: Biblicamente, toda autoridade legítima procede de Deus Pai. Isso se manifesta em duas esferas principais:

        1. Autoridade Governamental: Instituída por Deus para a ordem social (Romanos 13:1, 4).

        2. Autoridade Religiosa: Questionada pelos homens, mas estabelecida por Deus (Mateus 21:23, 25).


1. A Autoridade Suprema de Jesus Cristo

Para ensinarmos com autoridade, precisamos entender de onde Jesus derivou a Sua. Ele não ensinava baseado em tradições rabínicas, mas em Sua identidade divina.

A Reivindicação de Jesus

Jesus foi enfático ao declarar: "Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra" (Mateus 28:18). Ele não possui "parte" da autoridade, mas a sua totalidade.

O Testemunho do Pai e dos Apóstolos

A autoridade de Jesus não foi autoproclamada sem provas; ela foi confirmada:

    • Pelo Próprio Pai: No batismo e na transfiguração, Deus declarou: "Este é o meu Filho amado... a Ele ouvi" (Mateus 3:17; 17:5; veja também 2 Pedro 1:17-18).

    • Pelos Escritores Inspirados: Paulo o chama de "único Soberano, Rei dos reis e Senhor dos senhores" (1 Timóteo 6:15; veja também Apocalipse 17:14).

A Palavra Autoritativa

Como Jesus detém toda a autoridade, Suas palavras são o padrão final de julgamento e vida (João 12:48-49). Ensinar com autoridade é, portanto, repetir as palavras de Jesus, pois elas não são dadas por Ele mesmo, mas pelo Pai que o enviou (João 7:16).


2. A Transmissão da Mensagem Autorizada

Como essa autoridade chega até nós hoje? Não é por meio de novas revelações místicas, mas através de um processo histórico e espiritual de transmissão.

    • O Papel do Espírito Santo: Jesus garantiu que não deixaria Seus discípulos confusos. O Espírito Santo guiaria os apóstolos em "toda a verdade", trazendo à memória tudo o que Jesus disse (João 14:26; 16:13-15).

    • A Inspiração das Escrituras: Os apóstolos e profetas não escreveram baseados em opiniões próprias. Eles foram homens movidos pelo Espírito Santo (2 Pedro 1:21).

    • O Cânon Sagrado: Por isso, afirmamos que toda a Escritura é inspirada por Deus (2 Timóteo 3:16). Quando o professor ensina a Bíblia, ele está usando a ferramenta que o próprio Espírito Santo forjou para ter autoridade (1 Coríntios 14:37).


3. Aplicações Essenciais para o Mestre da Palavra

Ter a Bíblia em mãos não garante autoridade automática; é necessário submeter-se a ela.

Permanecer na Palavra

Jesus disse: "Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos" (João 8:31-32). A autoridade do ensino nasce da permanência e da obediência pessoal do mestre. Se a nossa mensagem não for centrada na Bíblia, ela se torna apenas opinião humana e perde seu poder espiritual.

Manejar com Respeito e Precisão

O ensino autoritativo exige diligência:

    • Exatidão: Devemos nos esforçar para nos apresentar a Deus aprovados, manejando bem a palavra da verdade (2 Timóteo 2:15).

    • Integridade: A palavra de Deus é a verdade em sua essência (Salmo 119:160). Errar por desconhecimento das Escrituras é um perigo real (Mateus 22:29).

    • Equilíbrio: Devemos seguir a verdade, mas sempre em amor (Efésios 4:15). A autoridade bíblica nunca é autoritarismo; ela visa a edificação, não a destruição.

Como ensinar a Palavra de Deus com Autoridade

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Conclusão: O Poder que Transforma

Ensinar com autoridade não significa falar alto ou usar palavras difíceis. Significa confiar totalmente na fonte da mensagem.

"Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê." (Romanos 1:16)

Nossa fé e nossa pregação não devem se basear na sabedoria humana ou em técnicas de persuasão, mas na demonstração do Espírito e de poder, para que a fé dos ouvintes não se apóie em homens, mas no poder de Deus (1 Coríntios 2:4-5). Quando você abre a Bíblia e ensina o que ela diz, o próprio Deus está falando através de você.


Como se Preparar para Encontrar com Deus?

 Como se Preparar para Encontrar com Deus?

Preparar-se para encontrar Deus é o compromisso mais solene e urgente da vida humana. Como você bem pontuou, eventos importantes exigem planejamento, e nenhum é mais definitivo do que este. Uma visão "vaga" sobre o fim dos tempos gera uma vida cristã morna; por isso, a clareza é nossa maior aliada.

Aqui está um resumo estruturado desse processo de preparação:


I. A Natureza do Encontro: O Despertar da Consciência

O primeiro passo para a preparação é entender que este encontro não é opcional, mas inevitável e iminente.

    • Encontro Real: Não nos encontraremos com uma ideia ou uma força, mas com o Criador que conhece cada pensamento (Salmo 50:21).

    • Sem Desculpas: No tribunal de Cristo, não haverá espaço para justificativas humanas. A Palavra que Ele falou será a base do julgamento (João 12:48).

    • O Elemento Surpresa: O encontro acontecerá como um "ladrão de noite". A incerteza do momento (Mateus 24:44) é o que exige uma prontidão constante, não de última hora.


II. A Base da Preparação: A Obra de Cristo

Não podemos nos apresentar diante de Deus com nossas próprias vestes de justiça. A preparação adequada só é possível através do sacrifício de Jesus.

"Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3:23). O esforço humano é insuficiente; apenas o sangue é eficaz.

O Poder do Sangue de Jesus

O que ele realiza em nós

Reconciliação

Remove a barreira do pecado e nos traz para perto de Deus (Efésios 2:13).

Redenção

Paga o preço da nossa liberdade, resgatando-nos da escravidão (1 Pedro 1:18).

Vida

Vivifica o espírito que estava morto em delitos e pecados (Colossenses 2:13).



Jesus não é apenas o juiz que encontraremos; Ele é o Preparador que nos capacita para esse dia, indo à frente para nos preparar lugar (João 14:1-3).


III. O Alvo da Preparação: Coração e Vida

A preparação bíblica não é apenas intelectual, ela é integral, atingindo o interior e o exterior.

A. O Coração (A Raiz)

O coração é o depósito da vida (Provérbios 4:23). Prepará-lo significa:

    • Saturar-se da Palavra: Escondê-la no coração para não pecar (Salmo 119:11).

    • Fidelidade: Diferente de Roboão, que não preparou seu coração para buscar o Senhor (2 Crônicas 12:14), devemos ser intencionais em nossa devoção.

B. A Vida (O Fruto)

Nossas ações devem refletir a prontidão do coração.

    • Santificação Prática: Tornar-se um "vaso de honra", útil para o Mestre (2 Timóteo 2:21).

    • Consistência: A preparação da vida é demonstrada através do caráter moldado pelo Espírito ao longo do tempo.

Como se Preparar para Encontrar com Deus?

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Conclusão: Uma Escolha Decisiva

O "Grande Dia" está chegando. A preparação não é um peso, mas uma resposta de amor ao sacrifício de Jesus. Quem aceita a Sua oferta de graça hoje, não precisa temer o Seu julgamento amanhã.

A pergunta que permanece para cada um de nós é: "Eu confio no meu próprio esforço ou na suficiência do sangue de Cristo?"


A Importância da Graça e Obras na vida do cristão

 A Importância da Graça e Obras na vida do cristão

A relação entre a graça e as obras é frequentemente mal compreendida como se fossem opostas. No entanto, o ensino bíblico, especialmente nas cartas de Paulo a Tito e na epístola de Tiago, revela que elas são faces da mesma moeda: a graça é a raiz, e as obras são o fruto.

Aqui está uma síntese de como essa dinâmica opera na vida do cristão:


I. A Graça como o Meio e o Fim

Em Tito 2:11-14 e 3:4-7, Paulo estabelece que a graça de Deus não apenas nos salva da condenação, mas nos "treina" para viver de forma santa. Ela não é um passe livre para a inatividade, mas a energia que impulsiona a ação.

    • A Salvação não vem das obras: Fomos salvos "não por obras de justiça que tivéssemos feito", mas pela Sua misericórdia (Tito 3:5).

    • A Salvação leva às obras: Fomos criados em Cristo Jesus "para as boas obras, as quais Deus preparou de antemão" (Efésios 2:10).


II. O "Kit de Ferramentas" da Graça

Deus não nos pede para realizar Sua obra com nossos próprios recursos limitados. Pela Sua graça, Ele nos fornece tudo o que é necessário:



Recurso

Base Bíblica

O que a Graça fornece

Ferramentas

2 Pedro 1:3

Tudo o que pertence à vida e à piedade.

Recursos

2 Coríntios 9:8

Abundância em toda boa obra (suprimento material e espiritual).

Instruções

2 Timóteo 3:16-17

A Palavra que nos torna perfeitos e perfeitamente habilitados.

Poder

Efésios 3:20-21

O poder que opera em nós e faz muito além do que pedimos.


III. A Trindade da Graça em Ação

Em 1 Tessalonicenses 1:3, Paulo descreve como a graça se manifesta visivelmente através de três elementos práticos. Não é um mistério abstrato, mas uma evidência tangível:

    1. Obra de Fé: A fé que não se traduz em ação é morta (Tiago 2:14-26). A verdadeira fé "trabalha".

    2. Trabalho de Amor: O amor de Cristo nos constrange (2 Coríntios 5:14). Obedecemos porque O amamos, e esse amor torna o fardo leve.

    3. Firmeza da Esperança: É o que nos mantém constantes, mesmo quando os resultados das obras não são imediatos.


IV. Boas Obras como Comportamento Aprendido

A parte final da carta a Tito (3:14) traz um conselho prático: "Os nossos aprendam também a dedicar-se às boas obras". Isso nos ensina três coisas fundamentais:

    • É um aprendizado: Praticar o bem exige disciplina e repetição até que se torne parte do nosso caráter.

    • Atende a necessidades urgentes: As boas obras não são rituais religiosos vazios; elas são projetadas para resolver problemas reais de pessoas reais (Gálatas 6:10).

    • Proteção contra a esterilidade: Sem obras, o cristão torna-se infrutífero. Permanecer na Videira (Jesus) garante que a seiva da graça produza uvas (obras) abundantes (João 15:4-8).

A Importância da Graça e Obras na vida do cristão

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Conclusão

A graça de Deus é a fonte inesgotável, mas ela só "flui" através de nós quando vivemos pela fé. Deus já providenciou o poder, a instrução e o motivo. O que falta é a nossa disposição em sermos os "vasos" por onde essa graça se manifesta em forma de serviço ao próximo.

"A lei (as regras) nos limita ao nível da capacidade humana. A graça nos eleva acima do nível da capacidade humana."

Você sente que, em sua caminhada, o desafio atual é mais na área das "instruções" (saber o que fazer) ou do "poder" (ter forças para realizar)?


A Força Através do Conhecimento de Deus

 Força Através do Conhecimento de Deus 

O conhecimento de Deus não é meramente intelectual; é a única fonte segura de força em tempos de crise. Como diz Daniel 11:32, "o povo que conhece ao seu Deus se esforçará e fará proezas". Em um mundo onde o mal avança como uma torrente, tudo o que não estiver fundamentado em um relacionamento real com o Criador será varrido.


I. O Propósito da Redenção: "Para Mim Mesmo"

Muitas vezes pensamos na redenção apenas como "sair do Egito" (libertação do pecado), mas o propósito final de Deus em Êxodo 19:1–6 é trazer o Seu povo para Si mesmo.

Para vivermos como esse "povo especial" e "reino de sacerdotes", Deus estabelece dois requisitos básicos:

    1. Obedecer à Sua Voz: Não é apenas seguir um livro de regras, mas ter um relacionamento pessoal onde ouvimos e reconhecemos a Sua voz diariamente (João 10:27).

    2. Guardar a Aliança: Uma aliança bíblica baseia-se sempre em um sacrifício (uma vida entregue). A essência aqui é a lealdade inabalável.


II. O Caminho para o Conhecimento (Provérbios 2)

O conhecimento de Deus exige uma busca ativa. O texto de Provérbios descreve a sabedoria em três níveis:

    • Compreensão: Ter uma perspectiva geral das situações.

    • Percepção: Enxergar através das aparências e discernir a realidade espiritual.

    • Discrição: Saber o que fazer com o que você discerniu; saber o momento de falar ou calar.

As 4 Condições para Encontrar a Deus:

    1. Receptividade: Valorizar os mandamentos e memorizar as Escrituras.

    2. Humildade: Inclinar o ouvido e dedicar o coração diligentemente.

    3. Oração: Clamar e elevar a voz pedindo entendimento.

    4. Foco Absoluto: Buscar o conhecimento como quem procura um tesouro escondido.


III. O Temor do Senhor: O Alicerce

Não existe sabedoria real sem o Temor do Senhor. Ele é o princípio do conhecimento e deve ser uma escolha diária.

    • É eterno: Diferente de outras fases da fé, o temor permanece (Salmo 19:9).

    • É uma fonte de vida: Traz longevidade, satisfação e proteção contra o mal.

    • É ensinado: Deus mesmo ensina o Seu temor àqueles que o buscam com humildade.


IV. O Modelo do Tabernáculo: Níveis de Luz e Conhecimento

O Tabernáculo de Moisés serve como um diagrama perfeito da nossa jornada rumo ao conhecimento profundo de Deus e da nossa própria constituição (Corpo, Alma e Espírito).



Local

Nível de Luz

Dimensão Humana

Tipo de Conhecimento

Pátio Externo

Natural (Sol/Lua)

Corpo

Conhecimento natural e compreensão sensorial.

Lugar Santo

Artificial (Candelabro)

Alma

Domínio da fé e revelação da Palavra iluminada pelo Espírito.

Santo dos Santos

Sobrenatural (Shekinah)

Espírito

Revelação direta, comunhão face a face e união com Deus.



Ao cruzar o segundo véu, a atividade principal deixa de ser o "fazer" e passa a ser o "ser" em comunhão e adoração. É neste lugar de união total que a força inabalável mencionada em Daniel é forjada.

Força Através do Conhecimento de Deus

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Conclusão:

A única verdadeira segurança nestes dias é aprofundar a nossa entrada no "Santo dos Santos" — o lugar da presença direta de Deus.


Armas que Prevalecem no Conflito Espiritual

Armas que Prevalecem no Conflito Espiritual

I. Introdução

A. Efésios 6:10-12 — Paulo nos alerta que inevitavelmente nos envolveremos em uma Intenso conflito espiritual contra um adversário muito astuto — o diabo. Satanás comanda uma força de espíritos rebeldes — “pessoas sem corpos” — organizada em vários níveis de autoridade

B. Efésios 2:2 — Satanás tem autoridade legítima sobre todos os que são desobedientes.

C. Col. 1:12–13 — Através da intervenção de Deus, podemos ser libertos das garras de Satanás. autoridade e transferida para o reino de Cristo. Fora de Cristo, existe uma sistema de trevas, dirigido dos céus, que busca dominar este mundo.

1. A Bíblia revela que existe mais de um céu:

a. 2 Coríntios 12:2 — Se existe um terceiro céu, deve haver um primeiro e um segundo.

b. Efésios 4:10 — A expressão “todos” os céus indica que existem pelo menos três céus. A palavra que a versão King James traduz como “lugares altos” em Efésios 6:12 é Em outros lugares, traduzido como “celestial”. Veja Ef 1:3, 20; 2:6; 3:10.

c. Por inferência, o “primeiro” céu é o céu visível, com sol, lua e estrelas; o “terceiro” céu é a morada de Deus; e o quartel-general de Satanás são num paraíso intermediário.

D. Mateus 12:24-28 — Satanás tem um reino que ele domina e que não é dividido. Está em dois níveis. Nos céus, como “Satanás”, ele reina sobre os rebeldes. anjos. Na Terra, como “Belzebu” (Senhor das moscas), ele reina sobre os demônios.

A evidência específica de que o reino de Satanás é desafiado pelo reino de Deus é Ministério de libertação.

E. Daniel 10:2–3, 12–13—Em seu caminho do céu de Deus para Daniel na terra, Um anjo de Deus enfrentou a oposição de anjos rebeldes nos lugares celestiais.

Levou três semanas para ele conseguir. A oração de Daniel deu início à ação. céu, e então ajudou o anjo de Deus a passar.

F. 2 Coríntios 10:3-5 — Porque estamos em uma guerra espiritual, Deus nos deu meios apropriados

Armas espirituais para derrubar as fortalezas de Satanás. O campo de batalha A guerra que está sendo travada reside no domínio da mente.

Armadura Defensiva


I. Introdução


A. Efésios 6:10-12 — Paulo nos exorta a “revestir-nos de toda a armadura de Deus” como proteção contra o diabo. Nosso confronto com Satanás é inevitável e devemos estar preparado para a batalha.

B. Daniel 10:2–3, 12–13, 20 — O anjo de Deus levou três semanas para chegar a Daniel. porque ele teve que lutar contra os anjos rebeldes de Satanás.

C. 2 Coríntios 10:3-5 — Deus nos deu as armas apropriadas para combater isso. O campo de batalha é a mente.

D. Ef 6:13–17—Paulo descreve a armadura protetora que Deus providenciou para Cristãos:

1. Cinto da verdade

Devemos nos livrar de toda hipocrisia religiosa e sermos completamente honestos sobre nós mesmos e uns sobre os outros.

2. Couraça da justiça

Isso protege o coração (compare com Provérbios 4:23). É fé e amor (compare com 1 Tessalonicenses 5:8; Romanos 10:10)

3. Sapatos da preparação do Evangelho da paz

É necessária uma dupla preparação: intelectual, uma compreensão do Evangelho; espiritualmente, a paz de Deus em nosso coração.

4. Escudo da fé

Uma fé que abrange todas as áreas de nossas vidas.

5. Capacete da salvação

Isso protege a mente — particularmente do “espírito de tristeza” (ver Isaías).

Às vezes, primeiro é necessária a libertação (veja Joel 2:32). Depois vem o capacete é a esperança (ver 1 Tessalonicenses 5:8; Romanos 8:24; Efésios 2:12; Colossenses 1:27; Hebreus 6:17-20).

6. A Espada da Palavra de Deus

Rhema, não logos. Devemos proclamar pessoalmente a Palavra de Deus com fé (como Jesus)

Armas de Ataque


I. Introdução


A. Efésios 6:12 — Paulo descreve o reino satânico que se opõe a nós, aquele que nós devemos superar

B. 2 Coríntios 10 — Temos as armas necessárias para vencer a batalha espiritual.

C. Efésios 6:13-17 — As seis peças da armadura que Deus nos deu para nos proteger.

D. Efésios 6:18 — A oração é a arma vital e agressiva. Vigiar (para orar)

Enquanto outros dormem, isso faz parte (Isaías 62:6, Lucas 18:7). A abnegação de ambos.

Dormir e comer são necessários para fortalecer a oração. A oração é o nosso míssil balístico intercontinental espiritual.

E. Col. 2:13–15 — Satanás já foi derrotado. Nossa tarefa é administrar derrota. A morte de Cristo realizou três coisas:

1. Obtivemos o perdão de nossos pecados passados.

2. Anulou a lei como meio de justiça (Ef 2:15, Rm 10:4)

3. Derrotou Satanás e o despojou de suas armas. As únicas armas restantes de Satanás eram as que lhe restavam.

A arma é um blefe.

Nossas três principais armas são:

a. A Palavra de Deus

b. O nome de Jesus

c. O sangue de Jesus

F. Salmo 8:2, Mateus 21:16 — Todas as armas espirituais são lançadas pela boca.

A força inata do povo de Deus é o louvor perfeito. Por meio dele, podemos silenciar Apocalipse 16:13 — A boca é também o canal das armas da maldade usado pelos servos de Satanás

H. Ef. 3:20—O Espírito Santo é o poder que lança as armas contra o diabo (1 Coríntios 4:20). O Espírito Santo sabe pelo que orar e como orar por isso.

(Romanos 8:26-27, Efésios 6:18).

I. As quatro principais maneiras pelas quais usamos nossas bocas para enviar as armas espirituais são:


1. Oração — Atos 4:17, 23–25, 29–31

2. Louvor — Atos 16:25-26

3. Pregação — Atos 19:8–20

4. Testemunho — Atos 1:8, 4:33, 5:28, Apocalipse 12:7–11

a. Embora o Apocalipse esteja escrito no passado, seu principal cumprimento ainda está em curso  Vencemos Satanás quando testemunhamos pessoalmente o que o

A Palavra de Deus diz que o sangue de Jesus faz isso por nós.

b. Padrão de depoimento:

(1) Ef 1:7, Salmo 107:2

(2) 1 João 1:7

(3) Rom. 5:9

(4) Hebreus 13:12

(5) 1 Coríntios 6:19-20

(6) Apocalipse 12:11

Oração agressiva

I. Introdução


A. Efésios 6:14-17 — Deus nos deu seis itens de equipamento de proteção para usarmos em nossa batalha contra Satanás

B. A oração é a nossa arma de ataque mais poderosa. Ela precisa ser reforçada por Abnegação do jejum e da vigília (oração enquanto outros dormem)

C. Colossenses 2:13-15 — Cristo derrotou Satanás por meio de sua morte na cruz.

II. A Oração de Ligar e Desligar


A. Mateus 16:19; 18:18-20 — A harmonia é o requisito básico. Mateus 18:18-19

Contém toda a autoridade que jamais será necessária na oração.

B. Mateus 12:28-29; Lucas 11:21-22

1. O Espírito Santo nos mostra que devemos lidar com (amarrar) o Homem Forte.

(O representante de Satanás) antes que nossos ministérios possam ser eficazes.

2. Exemplos da experiência pessoal: Excomunhão do ancião principal; o javali; os fantoches.

Armas que Prevalecem no Conflito Espiritual
Veja também

III. Orações específicas, direcionadas e persistentes dadas pelo Espírito Santo


A. Josué 8:18, 24–26 — A lança estendida de Josué tinha um propósito espiritual, não militar.

B. 2 Reis 13:14–19, 25 — As três vitórias de Israel sobre a Síria foram resultado direto de ações simbólicas ordenadas pelo Espírito Santo por meio do profeta Eliseu—as

As setas são imagens de oração direcionada.

 

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