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Como foi a Infância de Jesus? Lucas 2:40-52

 Este estudo bíblico nos convida a olhar para o único vislumbre que as Escrituras nos dão sobre o crescimento de Jesus entre sua infância e sua vida adulta. Através de Lucas 2:40-52, descobrimos que o desenvolvimento do Messias não foi apenas divino, mas um exemplo perfeito de equilíbrio e submissão para todos nós e para nossas famílias.


TEMA: Como foi a Infância de Jesus?

Texto Base: Lucas 2:40-52

Introdução

Você já experimentou a angústia de se separar de um filho em um lugar movimentado? O coração dispara, a ansiedade cresce e o tempo parece parar até que o reencontro aconteça. Lucas narra exatamente esse episódio na vida de Maria e José. Ao retornarem de uma festa religiosa, eles percebem a ausência de Jesus e iniciam uma busca desesperada. Este relato vai muito além de um susto familiar; ele revela lições profundas sobre o crescimento, a educação e o propósito de vida.


I. Um Crescimento Equilibrado (vv. 40, 52)

Jesus não cresceu de forma unilateral. Sua evolução foi integral, servindo de modelo para o desenvolvimento humano ideal.

    • As Três Dimensões do Crescimento:

        1. Fisicamente: "O menino crescia e se fortalecia" (v. 40) e crescia em "estatura" (v. 52). Jesus teve um corpo saudável e forte.

        2. Mentalmente: Ele se enchia de "sabedoria". Não era apenas acúmulo de informações, mas o discernimento aplicado à vida.

        3. Espiritualmente: "A graça de Deus estava sobre ele". Este é o alicerce de tudo.

    • O Desafio Moderno: Hoje, muitos pais se esgotam investindo na saúde física (esportes, alimentação) e mental (melhores escolas) dos filhos, mas negligenciam o crescimento espiritual. Contudo, a Bíblia alerta que o exercício físico tem pouco proveito comparado à piedade (1 Timóteo 4:8) e ordena que cresçamos na graça e no conhecimento (2 Pedro 3:18). As conquistas humanas são incompletas sem o relacionamento com Deus.


II. O Compromisso dos Pais com a Formação Espiritual (v. 41)

Jesus não nasceu em um vácuo espiritual; Ele foi criado por pais que levavam a sério os mandamentos do Senhor.

    • Fidelidade à Tradição: Maria e José iam a Jerusalém todos os anos. Isso demonstra um compromisso inabalável com o culto e a adoração. Eles cumpriam a ordem de Deuteronômio 11:19-21, de ensinar a Palavra em todo tempo e lugar.

    • A Transição para a Maturidade: Aos doze anos (v. 42), Jesus participou da Páscoa em um momento especial. Para o judeu, essa idade marcava o início da responsabilidade religiosa (o "filho da Lei"). Seus pais o prepararam para este momento de integração como homem na comunidade de fé.

    • Nossa Responsabilidade: Somos chamados a criar nossos filhos na "disciplina e admoestação do Senhor" (Efésios 6:4). Sem esse compromisso, corremos o risco de gerar uma geração com "fome de ouvir a palavra", mas sem saber onde encontrá-la (Amós 8:11-12).


III. A Busca pelo Filho (vv. 43-45)

O relato da perda de Jesus destaca o lado humano e o amor de seus pais terrenos.

    • O Sumiço no Grupo: Era comum viajar em grandes caravanas de parentes. A falta de Jesus não foi descaso, mas uma suposição baseada na confiança familiar. Porém, ao notarem a ausência, a prioridade absoluta foi encontrá-lo.

    • Filhos como Herança: A preocupação de Maria e José reflete o valor que a Bíblia dá aos filhos. Eles são herança do Senhor e recompensa (Salmos 127:3-5). Procurar Jesus significava zelar pelo tesouro mais precioso que Deus lhes confiara.


IV. A Submissão de Jesus aos Pais (v. 51)

Mesmo sendo o Filho de Deus, Jesus demonstrou uma humildade exemplar no ambiente familiar.

    • Obediência Voluntária: Embora Sua inteligência e respostas deixassem os mestres admirados (v. 47), Jesus "desceu com eles para Nazaré e era-lhes submisso". Ele não usou Sua superioridade espiritual como desculpa para rebeldia.

    • O Padrão de Autoridade: Jesus entendeu que, para cumprir a vontade do Pai Celestial, deveria respeitar a autoridade dos pais terrenos. Ele sempre fez o que agradava ao Pai (João 8:28-29) e aprendeu a obediência através das coisas que sofreu (Hebreus 5:8-9).


V. Jesus Sabia o Seu Propósito (vv. 46, 49)

Aos doze anos, a identidade de Jesus já estava clara em Seu coração.

    • Fome pela Vontade de Deus: Enquanto outros jovens poderiam estar distraídos com a cidade, Jesus estava no Templo, ouvindo e perguntando (v. 46). Ele desejava aprender e estar perto das coisas de Deus.

    • A Prioridade Máxima: Sua resposta a Maria é reveladora: "Não sabiam que eu devia estar na casa de meu Pai?" (v. 49). Ele compreendia que Sua missão principal era servir a Deus.

    • Nossa Essência: Assim como Jesus, nós também descobrimos nossa razão de ser quando entendemos que o "tudo" do homem é temer a Deus e guardar Seus mandamentos (Eclesiastes 12:13).

Como foi a Infância de Jesus? Lucas 2:40-52

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Conclusão

A infância de Jesus nos ensina que o crescimento espiritual não acontece por acaso; ele é fruto de um ambiente familiar devoto e de um coração pessoal disposto a aprender. Jesus sabia exatamente o que estava fazendo: Ele estava se preparando para servir. Não seria maravilhoso se todos nós, pais e filhos, tivéssemos essa mesma clareza de propósito? Que nossa maior responsabilidade seja, a exemplo de Jesus, servir ao Senhor com todo o nosso ser.


Doutrina da Encarnação: O Lado Humano de Jesus

 Este estudo bíblico explora a doutrina da Encarnação. Embora Jesus nunca tenha deixado de ser Deus, Ele escolheu plenamente a experiência humana. Ao compreender as limitações e sofrimentos que Ele enfrentou, podemos nos aproximar d'Ele com a certeza de que temos um Salvador que realmente nos entende.


TEMA: O Lado Humano de Jesus

Texto Base: Filipenses 2:4-8

Introdução

A Bíblia ensina claramente que Jesus é mais do que um homem; Ele é Deus encarnado (João 1:1-2, 14). Ele demonstrou poder divino sobre doenças, natureza e até sobre a morte. Negar Sua divindade é afastar-se da verdade bíblica.

No entanto, há outro aspecto vital: ao vir à Terra, Jesus "esvaziou-se" (Filipenses 2:7). Ele não fingiu ser homem; Ele tornou-se homem. Ele sentiu cansaço, fome, limitações de conhecimento e a dor da solidão. Veremos como essa humanidade O torna o Sumo Sacerdote perfeito para nós.


I. Sujeito às Enfermidades Humanas

Jesus não era imune às necessidades físicas que todos compartilhamos. Sua biologia era totalmente humana.

    • Necessidades Físicas: Ele sentiu fome ao caminhar pelas estradas (Mateus 21:18), sentiu sede extrema ao ponto de pedir água a uma desconhecida (João 4:7) e experimentou o cansaço físico que O fazia dormir profundamente mesmo em meio a uma tempestade (Lucas 8:23).

    • Vulnerabilidade: Jesus podia ser tentado justamente através dessas necessidades. O Diabo O atacou quando Ele estava fisicamente vulnerável após 40 dias de jejum (Mateus 4:2-4). Ele venceu a tentação não por não sentir fome, mas por priorizar a Palavra de Deus.


II. Limitação de Conhecimento

Como parte de Sua humilhação voluntária, Jesus aceitou as limitações do intelectu humano enquanto esteve na Terra.

    • Desenvolvimento Progressivo: Jesus não nasceu com o cérebro de um adulto onisciente; Ele cresceu em sabedoria e estatura (Lucas 2:40, 52).

    • Busca por Informações: Em Seus diálogos, Ele frequentemente pedia informações factuais, como quando perguntou ao pai de um jovem sobre há quanto tempo ele sofria de mudez (Marcos 9:21).

    • Conhecimento do Futuro: Em Sua natureza humana, Jesus declarou que não sabia o dia nem a hora de Sua segunda vinda, conhecimento que o Pai reservou para Si (Marcos 13:32).


III. Dependência dos Outros

Aquele que sustenta o universo com Sua palavra aprendeu o que significa precisar de outra pessoa.

    • Dependência Familiar: Jesus dependeu de Maria e José para alimentação, proteção e aprendizado. Ele aprendeu a profissão de carpinteiro com Seu pai terreno e recebeu formação espiritual no lar.

    • Dependência no Ministério: Ele não trabalhou sozinho. Dependia dos discípulos para auxílio prático e da generosidade de amigos como Lázaro, Nicodemos e mulheres que O serviam com seus bens. Ele experimentou a humildade de precisar de abrigo e comida providos por mãos humanas.


IV. A Experiência da Solidão

Jesus viveu a dor emocional de sentir-se isolado e abandonado.

    • Sem Lar Fixo: Ele viveu como um peregrino, sem um lugar para reclinar a cabeça (Lucas 9:58).

    • Abandono de Seguidores: Jesus sentiu a tristeza quando "muitos o abandonaram" e perguntou aos doze se eles também queriam ir embora (João 6:66-67).

    • O Getsêmani e a Cruz: No jardim, Ele buscou a companhia dos amigos, mas eles dormiram (Mateus 26:37-40). Na cruz, o ápice da solidão ocorreu quando Ele sentiu o abandono do próprio Pai ao carregar nossos pecados: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mateus 27:46). Isaías predisse que Ele seria o "homem de dores", rejeitado pelos homens (Isaías 53:3-4).


V. Sujeito à Tentação

Para ser um mediador justo, Jesus teve que enfrentar as mesmas batalhas que nós enfrentamos.

    • Tentado em Tudo: Ele foi tentado em todos os pontos, mas permaneceu sem pecado (Hebreus 4:15).

    • Ataques Persistentes: O Diabo O tentou no deserto e continuou buscando "momentos oportunos" ao longo de Sua vida (Lucas 4:13). Satanás usou até os amigos de Jesus, como Pedro, para tentar desviá-Lo do caminho da cruz (Mateus 16:23).


VI. Necessidade de Obedecer ao Pai

Na Terra, a relação de Jesus com o Pai foi de submissão e obediência fiel.

    • Foco na Vontade Divina: Sua "comida" era fazer a vontade dAquele que O enviou (João 4:34; 9:4). Ele não buscava Sua própria vontade, mas a do Pai (João 5:30).

    • Aprendizado pela Dor: Embora fosse Filho, Jesus "aprendeu a obediência" pelas coisas que sofreu (Hebreus 5:8-9). Isso atingiu o ápice no Getsêmani, quando Ele submeteu Sua vontade humana à divina: "Não seja como eu quero, mas como tu queres" (Mateus 26:39).

Doutrina da Encarnação: O Lado Humano de Jesus

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Conclusão

O lado humano de Jesus nos consola porque prova que Ele não olha para nossas fraquezas com indiferença, mas com empatia. Ele sentiu sua dor, seu cansaço e sua solidão. Porque Ele venceu como homem, Ele pode nos fortalecer para vencermos também. Ele é o Deus que se aproximou, o Criador que se tornou criatura para nos levar de volta ao Lar.


Quem vai Entrar no Céu?

 Este estudo bíblico nos confronta com a amplitude da graça de Deus e desafia os nossos preconceitos religiosos. Muitas vezes, construímos barreiras onde Deus estendeu pontes. Ao olharmos para as Escrituras, descobrimos que o Céu não é preenchido por pessoas "boas", mas por pecadores que aceitaram o convite do Salvador.


TEMA: QUEM VAI ENTRAR NO CÉU?

Introdução

Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, classificamos pessoas como “dignas” ou “indignas” da vida eterna baseados em nossa própria régua moral. O problema é que os critérios humanos raramente coincidem com os de Deus. A pergunta crucial não é quem nós achamos que merece o Céu, mas sim: O que Jesus ensinou sobre quem pode recebê-lo?


I. O Senhor ensinou que todos são prospectos para o Evangelho

Jesus nunca colocou uma placa de "entrada proibida" para qualquer categoria de pessoas.

    • Mandamento Universal: A ordem de Jesus é clara: o evangelho deve ser pregado a toda criatura (Marcos 16:15–16). Não há exceções geográficas, sociais ou morais.

    • O Coração Inclusivo de Deus: Na parábola do grande banquete, quando os convidados "dignos" recusaram, o senhor da casa mandou buscar os pobres, aleijados, mancos e cegos (Lucas 14:12-14, 21-23). O convite é amplo; quem limita o alcance somos nós.

    • Amor aos Inimigos: Se Jesus nos ordena amar e orar pelos nossos inimigos (Mateus 5:43-48), isso significa que eles também são alvos da graça. Se merecem o nosso amor, certamente merecem ouvir a mensagem que pode salvá-los.

    • A Semeadura Indiscriminada: Na parábola do semeador (Lucas 8:5ss), a semente é lançada em todos os tipos de solo. Nosso papel é semear com generosidade; o resultado da germinação pertence a Deus.


II. O Novo Testamento confirma que Deus quer a salvação de todos

A Igreja primitiva foi a prova viva de que o Evangelho derruba as barreiras que o mundo levanta.

    • Unidade sem Distinções: Em Cristo, as divisões de raça, classe social ou gênero perdem sua força segregadora (Gálatas 3:26–28). Ele derrubou o muro de separação que nos dividia (Efésios 2:13–14).

    • O Poder da Transformação: A igreja de Corinto era formada por ex-idólatras, adúlteros e ladrões. Paulo escreve: "E alguns de vós éreis assim..." (1 Coríntios 6:9-11). O Evangelho não serve para "melhorar" pessoas boas, mas para transformar pecadores arrependidos.

    • A Vontade Salvadora: Deus deseja que todos os homens sejam salvos (1 Timóteo 2:3–4). A única forma de alguém se tornar verdadeiramente "indigno" da vida eterna é através da rejeição consciente e persistente do evangelho, como advertiu Paulo em Atos 13:46. O que desqualifica o homem não é o tamanho do seu pecado, mas a recusa do perdão.


III. Pessoas que Jesus considerou dignas do Seu tempo

Jesus investiu tempo em pessoas que a sociedade de Sua época já havia descartado.

    • A Mulher Samaritana (João 4): Ela tinha tudo para ser rejeitada: era mulher (numa cultura machista), samaritana (rival religiosa) e imoral (cinco casamentos fracassados). Jesus viu nela o potencial de uma missionária que alcançou toda uma cidade (João 4:39).

    • Nicodemos (João 3): Ele era o oposto da samaritana: religioso, moral e respeitado. Mas Jesus lhe mostrou que até os "bons" precisam nascer de novo. A salvação não é por mérito, mas por graça (Efésios 2:7-9).

    • Zaqueu (Lucas 19:2–9): Um cobrador de impostos visto como traidor e corrupto. Jesus se convidou para sua casa porque viu ali um "filho de Abraão" perdido. Onde houve arrependimento, houve salvação imediata.

    • A Mulher Adúltera (João 8): Condenada pela lei dos homens, ela encontrou restauração em Jesus. Ele não aprovou o erro, mas ofereceu uma nova chance: "Vai e não peques mais".

Quem vai Entrar no Céu?

Veja também

  1. Pregação sobre Trabalhadores para Seara
  2. O que Acontece se a Cristão não Evangelizar?
  3. Pregação sobre Pedro Andou Sobre as Águas Mateus 14:24-33

Conclusão

Existem, sim, diferentes condições de coração. Alguns respondem rápido ao chamado, outros resistem por anos. No entanto, jamais temos o direito de descartar alguém por sua aparência, passado ou reputação.

A pessoa que ignoramos ou julgamos hoje pode ser o próximo "Apóstolo Paulo" nas mãos de Deus. Quem vai entrar no Céu? Todo aquele que, independentemente do que fez, ouve a voz de Cristo, crê, se arrepende e responde ao chamado.

Que Deus nos livre de julgar quem Ele ainda deseja salvar.

Gostaria de orar agora por alguém que você talvez tenha julgado como "difícil demais" para ser alcançado por Deus?


Pregação sobre Trabalhadores para Seara

 TEMA: POR QUE PRECISA-SE DE TRABALHADORES PARA A SEARA

Texto Base: Lucas 10:1–2

Introdução

Desde o início de Seu ministério, Jesus deixou claro que a proclamação do Evangelho não seria uma tarefa solitária. Antes mesmo da "Grande Comissão", Ele já treinava Seus discípulos em missões práticas. Em Lucas 10:1–2, ao enviar os setenta, Ele revela uma tensão que atravessa os séculos: a desproporção entre a abundância da colheita e a escassez de mãos dispostas. Esta realidade exige que a Igreja desperte para o seu papel fundamental como cooperadora de Deus.


I. “A Colheita é Verdadeiramente Grande”

A primeira constatação de Jesus é de otimismo e oportunidade. Onde o mundo vê caos, o Senhor vê uma colheita pronta.

    • Portas Abertas pelo Senhor: É Deus quem cria as oportunidades para a pregação. Paulo reconheceu quando portas foram abertas por Deus em Trôade (2 Coríntios 2:12) e pedia oração para que essas oportunidades continuassem surgindo (Colossenses 4:3).

    • Campos Preparados: O Espírito Santo dirige Seus servos para onde há corações prontos, como no chamado macedônio feito a Paulo em visão (Atos 16:9–10).

    • Responsabilidade Imediata: Se Deus abre portas que ninguém pode fechar (Apocalipse 3:7–8), nossa função é entrar por elas. Muitas vezes colhemos onde outros plantaram, mas o tempo da colheita é agora; os campos já estão "brancos" (João 4:35–38).

    • Lição: A oportunidade não é algo que criamos, mas algo que Deus providencia e nós devemos aproveitar.


II. “Os Trabalhadores são Poucos”

Apesar da grandeza da oportunidade, Jesus aponta um déficit crônico: a falta de pessoal.

    • Razões para a Escassez:

        ◦ Procrastinação: Muitos acreditam que "ainda há tempo" (João 4:35), esquecendo-se que a "noite vem", quando ninguém pode trabalhar (João 9:4). As virgens insensatas (Mateus 25) mostram o risco de deixar para depois o que é urgente hoje.

        ◦ Preguiça Espiritual: O medo do risco ou a simples acomodação impedem o serviço. O servo mau enterrou seu talento por medo e preguiça (Mateus 25:25–26), assemelhando-se ao preguiçoso de Provérbios que inventa desculpas para não sair de casa (Provérbios 26:13).

        ◦ Falta de Senso de Responsabilidade: O "Ide" foi dado a todos (Marcos 16:15). No início da Igreja, não eram apenas os apóstolos que pregavam, mas todos os que eram dispersos anunciavam a Palavra (Atos 8:4).

    • O Perigo da Indiferença: Enquanto a Igreja dorme, o inimigo semeia o joio (Mateus 13:24–25). O despertar espiritual é uma ordem bíblica para que possamos andar prudentemente e aproveitar o tempo (Efésios 5:14–15).

    • Lição: A falta de trabalhadores não é por falta de pessoas capazes, mas por falta de corações despertos e conscientes da prestação de contas (João 15:1–8).


III. “Orem ao Senhor da Colheita”

Jesus apresenta a solução: a oração que gera ação.

    • O Valor da Oração: Devemos orar fervorosamente para que a Palavra se espalhe e para que Deus levante obreiros (2 Tessalonicenses 3:1; Colossenses 4:3). A oração move a mão dAquele que é o dono da terra.

    • A Resposta da Oração pode ser Você: Existe uma hipocrisia em orar por trabalhadores e manter as mãos nos bolsos. O agricultor ora pela chuva, mas ara a terra.

    • A Atitude de Isaías: O objetivo da oração é que cheguemos ao ponto de dizer: "Eis-me aqui, envia-me a mim" (Isaías 6:8). Muitas vezes evitamos orar pelos trabalhadores porque no fundo sabemos que Deus pode apontar para nós como a resposta dessa oração.

    • Lição: A oração é o motor da missão, mas a disposição pessoal é o veículo.

Pregação sobre Trabalhadores para Seara

Veja também

  1. O que Acontece se a Cristão não Evangelizar?
  2. Pregação sobre Pedro Andou Sobre as Águas Mateus 14:24-33
  3. Qual é o Valor de uma Alma?

Conclusão

A colheita continua grande. Todos os dias, pessoas ao nosso redor passam para a eternidade sem conhecer a esperança do Evangelho. O Senhor da Seara continua buscando trabalhadores. O problema nunca esteve na seara, mas na falta de braços dispostos a se cansar por uma causa eterna.

Desafio Final:  Você tem orado por trabalhadores para a obra de Deus?  Você estaria disposto a ser a resposta dessa oração em sua família, vizinhança ou trabalho?


O que Acontece se a Cristão não Evangelizar?

 Este estudo bíblico aborda uma crise de identidade que muitas igrejas enfrentam: o silêncio evangelístico. Evangelizar não é apenas uma atividade de um departamento da igreja; é a razão de sua existência. Se a igreja para de evangelizar, ela não apenas deixa de crescer, ela começa a morrer espiritualmente.


TEMA: O QUE ACONTECE SE A IGREJA NÃO EVANGELIZAR?

Introdução

Muitos irmãos, se fossem honestos, perguntariam: "Por que tanto esforço com o evangelho?". Vivemos em uma época em que o trabalho parece árduo e os resultados visíveis são poucos. Por que manter essa preocupação constante? A resposta reside no fato de que o evangelismo não é uma opção para a igreja; é uma questão de vida ou morte — tanto para quem ouve quanto para quem deveria falar.


I. A Questão da Obediência ao Senhor

Devemos evangelizar, antes de tudo, porque o nosso Senhor não nos deu uma sugestão, mas uma ordem direta.

    • A Missão dada por Cristo: Jesus foi claro ao comissionar Seus seguidores em Mateus (28:18-20) e Marcos (16:15-16). Ele ordenou que o arrependimento e a remissão de pecados fossem pregados a todas as nações, começando por Jerusalém (Lucas 24:46-47).

    • Prova de Amor: A igreja primitiva não encarou isso com leviandade. Eles entenderam que obedecer a Cristo é a prova definitiva de amor por Ele. "Se me amais, guardareis os meus mandamentos" (João 14:15). Dizer "Senhor, Senhor" e não fazer o que Ele ordena é uma religiosidade vazia (Mateus 7:21).


II. A Natureza das "Boas Novas"

Evangelizar é compartilhar algo maravilhoso que recebemos. O termo "Evangelho" significa, literalmente, "boas notícias".

    • O Poder do Evangelho na Alma: Através dele, as pessoas recebem o perdão dos pecados (Atos 2:38) e uma nova alegria que transborda em comunhão (Atos 2:46-47). Ele oferece uma razão para viver e uma confiança absoluta diante da morte, como vimos no testemunho dos primeiros mártires.

    • O Desejo de Compartilhar: Quando alguém recebe uma notícia que muda sua vida para melhor, é natural querer contá-la. O amor de Cristo nos constrange a não vivermos mais para nós mesmos, mas para Aquele que por nós morreu e ressuscitou (2 Coríntios 5:14-15, 20).


III. O Perigo da Omissão Diante de um Mundo Perdido

A falta de evangelismo é uma tragédia humanitária espiritual. O mundo está perdido e a igreja possui o único antídoto.

    • A Condição dos Perdidos: As Escrituras são severas sobre o destino daqueles que não conhecem a Deus e não obedecem ao Evangelho: eles sofrerão a pena de eterna destruição (2 Tessalonicenses 1:7-9; Marcos 16:16).

    • O Único Caminho: O Evangelho é o poder de Deus para a salvação (Romanos 1:16). Não existe "plano B".

    • A Necessidade do Ouvir: Como as pessoas invocarão Aquele em quem não creram? E como crerão se não há quem pregue? (Romanos 10:14-17). O silêncio da igreja é o bloqueio do caminho da salvação para o próximo.


IV. A Autodestruição do Cristão que não Evangeliza

O impacto de não evangelizar recai sobre a própria igreja e sobre o cristão individualmente.

    • Pecado de Omissão: Desrespeitar uma ordem de fazer o bem é tão errado quanto praticar um ato proibido. "Aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado" (Tiago 4:17). Paulo sentia esse peso ao dizer: "Ai de mim se não anunciar o evangelho!" (1 Coríntios 9:16).

    • A Missão do Mestre: Buscar e salvar o perdido foi a missão que consumiu toda a atenção de Jesus (Lucas 19:10). O servo que não se envolve na obra do seu Senhor está desconectado d'Ele.

    • O Perigo de ser Cortado: Jesus advertiu que todo ramo que não dá fruto é tirado e lançado ao fogo (João 15:1-2). Dar frutos (ganhar almas) deve ser uma parte natural da vida cristã, assim como a videira produz uvas naturalmente (2 Coríntios 4:13).

O que Acontece se a Cristão não Evangelizar?


Conclusão

Se a igreja para de evangelizar, ela deixa de ser "igreja" no sentido bíblico para se tornar um clube social de benefícios mútuos. O custo do silêncio é alto demais: almas perdidas no mundo e cristãos atrofiados e infrutíferos dentro dos templos.

O evangelismo não é um peso, é o transbordar de uma fé viva. Que possamos retomar a urgência de buscar o que estava perdido, pois nisto reside a nossa maior honra e o nosso próprio sustento espiritual.


Divindade de Cristo: 5 Provas Bíblicas de que Jesus é Deus

Jesus é Deus? 5 Provas Bíblicas da Divindade de Cristo


Jesus é Deus? A divindade de Jesus em diversas passagens Bíblicas. A divindade de Cristo é um tema muito debatido na doutrina teológica, sobretudo após o lançamento do Livro O Código Da Vinci. Afinal, o que é divindade? Essa é uma resposta que o cristianismo e outras religiões debatem, constantemente, como a trindade (Pai, Filho e Espírito Santo).

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1. Jesus é Deus porque os Evangelhos ensinam sobre Sua Divindade


Os evangelhos ensinam claramente que Jesus é Deus. Vejamos alguns exemplos

Os Evangelhos são unânimes sobre a centralidade de Jesus, o Cristo: sua importância central para a nossa compreensão de Deus e como a nossa norma para vivendo em relação correta com Deus. Mas enquanto todos eles concordam com esta centralidade os diferentes autores do Novo Testamento têm diferentes maneiras de conceituar e explicando-o.

¹ No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. João 1:1
  • A divindade de Jesus revelada no evangelho de João - João 10:30,João 10:38, João 12:45, João 14:7-10, João 16:15
  • A divindade de Jesus é plena - Cl 2:9
  • A divindade de Jesus Cristo revela por Deus - Mt 17:5, I João 5:9
  • Ensino como Atributo da divindade - Mt 7:29,
  • A divindade de Cristo reconhecida - Mc 3:11.
  • Jo.10: 30 “Eu e Meu Pai somos um” (em Jo.17: 22 “... para que todos sejam um, assim como Somos Um.")
  • João 1: 1 “O Verbo era Deus” (“com Deus”, “ninguém viu a Deus” vs.18)
  • I Jo.5: 6-8 “Há três que testificam, o Pai, a Palavra e o Santo. Espírito.
  • Mat.28: 19 “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (todos os registros de os batismos na igreja primitiva estão em nome de “Jesus” - Atos 2:38, 8:15, 10:48, 19: 5)
Jesus é Deus: Por perdoar pecados resultando em salvação (Marcos 2.3-12; Mt 9.2-7; Lucas 5.17-26), Era o Filho em um sentido que foi significativamente maior do que um profeta (Marcos 12: 1-12; Mat 21: 33- 46; Lucas 20: 9-19) e  Era o Filho de Deus que era maior que os humanos e o celestial anjos (Marcos 13:32; Mat 24:36), Jesus faz uma confissão significativa em seu julgamento.  

2. Jesus é Deus como os Discípulos testificaram

Os primeiros discípulos de Jesus acreditaram que Jesus é o Messias (João 1:40-49).
  • André, um dos dois discípulos, primeiro testificou que Jesus era o Messias para seu irmão, Simão ( 40-42 ).
  • Jesus era o Messias prometido, o Rei de Israel. Ele não é apenas o Rei de Israel, mas também o Rei dos Reis. Ele é o governante e a autoridade da vida de todos os crentes (cf. Mateus 28:18).[Jesus é uma das três pessoas da Santíssima Trindade]
  • Jesus chamou Filipe para segui-lo até a Galiléia, e lá, ele encontrou Natanael e o levou a Jesus ( 43-46 ). Jesus provou sua divindade para Natanael, e então ele testificou que Jesus era o Filho de Deus ( 47-49 ).

3. O Apóstolo Paulo Testificou que Jesus é Deus


O apóstolo Paulo, cujas cartas foram todas escritas em 64 dC, ensinou que Jesus é Deus. Se você vai confessar com a sua boca "Jesus é o Senhor" e acreditar em seu coração que Deus O ressuscitou dentre os mortos, você será salvo. . . . “Para todos que chamam o nome do Senhor será salvo ”(Romanos 10: 9, 13). Nesta passagem, Paulo dá dois critérios a serem cumpridos para que a salvação seja concedida.

  1. I Tim.3: 16 "Deus foi manifestado na carne"
  2. Col.1: 15 "a forma visível do Deus invisível"
  3. Fp.2: 5-11 "existente na forma de Deus"
  4. Rom.1: 4 "declarou ser o filho de Deus pela ressurreição dos mortos."

4. O Livro de Hebreus demonstra a Supremacia de Cristo

Ele é o reflexo de A glória de Deus e a impressão exata do próprio ser de Deus ... ”Tendo referenciado as divindade, Hebreus estabelece sua supremacia.
  • • Jesus é Deus para Hebreus 1: 4-14, ele é superior aos anjos.
  • • Jesus é Deus para Hebreus 3: 1-6, ele é digno de mais glória do que Moisés.
  • • Jesus é Deus para Hebreus 6: 13-7: 10, ele é superior a Abraão.
  • • Jesus é Deus para Hebreus 7: 11-28, ele é superior a todos os outros sacerdotes.
  • • Jesus é Deus para Hebreus 8: 1-13, ele estabelece um pacto melhor entre nós e Deus que o Deus previamente estabelecido.
  • • Jesus é Deus para para Hebreus 9-10 de Hebreus, ele oferece um sacrifício melhor para leve nossos pecados do que qualquer outro sacrifício oferecido em nosso nome

5. João Batista declarou a divindade de Jesus

João Batista testemunhou que Jesus é o Salvador (João 1:19-39). ​Jesus livra do pecado os que Nele crêem

  • João Batista proclamou Jesus como Salvador em vez de se concentrar em si mesmo (19-34).
  • João até perdeu dois de seus discípulos para Jesus depois de dizer-lhes que Jesus era o Salvador ( 35-39 ).

As Escrituras que testemunham a divindade de Cristo.


I. JESUS REIVINDICOU A DIVINDADE PARA SI MESMO

A. Jesus reivindicou autoridade absoluta sobre a própria vida
    1. Ele tinha poder para dar e retomar a própria vida
        ◦ João 10:18
vAplicação: Nenhum mero homem possui autoridade sobre a vida e a morte.

B. Jesus se identificou como Jeová – o “EU SOU”
    1. O nome eterno de Deus revelado a Moisés
        ◦ Êxodo 3:14
    2. Jesus aplica esse nome a si mesmo
        ◦ João 8:28
        ◦ João 8:58
 Aplicação: Jesus não disse “eu fui criado”, mas “EU SOU”, afirmando eternidade.

C. Seus ouvintes entenderam exatamente o que Ele afirmava
    1. Seus inimigos reconheceram que Ele se fazia igual a Deus
        ◦ João 5:18
        ◦ João 8:59
    2. Seus discípulos também reconheceram sua divindade
        ◦ João 20:28
  Aplicação: A reação das pessoas prova que Jesus não estava apenas alegando ser um profeta.

II. JESUS ACEITOU ADORAÇÃO

A. A adoração pertence exclusivamente a Deus
    1. Só Deus deve ser adorado
        ◦ Mateus 4:9–10

B. Homens e anjos rejeitam adoração
    1. Pedro rejeita adoração
        ◦ Atos 10:25–26
    2. Anjos rejeitam adoração
        ◦ Apocalipse 19:10
        ◦ Apocalipse 22:9

C. Jesus aceitou adoração sem jamais repreender
    1. Adorado pelos discípulos
        ◦ Mateus 14:33
    2. Adorado após a ressurreição
        ◦ Mateus 28:9
        ◦ Lucas 24:52
    3. Adorado pelos anjos
        ◦ Hebreus 1:6
 Aplicação: Se Jesus não fosse Deus, aceitar adoração seria blasfêmia.

III. ESCRITORES INSPIRADOS DECLARARAM SUA DIVINDADE

A. O testemunho profético de Isaías
    1. Emanuel – Deus conosco
        ◦ Isaías 7:14
        ◦ Mateus 1:23
    2. Títulos divinos atribuídos ao Messias
        ◦ Isaías 9:6

B. O testemunho do apóstolo João
    1. O Verbo eterno é Deus
        ◦ João 1:1–2

C. O testemunho do apóstolo Paulo
    1. Criador e sustentador de todas as coisas
        ◦ Colossenses 1:15–17
    2. Chamado explicitamente de Deus
        ◦ Hebreus 1:8
 Aplicação: A igreja primitiva não inventou a divindade de Cristo — ela a proclamou.

IV. PASSAGENS CONSIDERADAS “PROBLEMÁTICAS” À LUZ DA BÍBLIA

A. A humilhação voluntária de Cristo
    1. “Nada faço por mim mesmo”
        ◦ João 8:28
    2. Refere-se à sua encarnação e submissão voluntária
        ◦ Filipenses 2:5–8

B. O título “Filho de Deus”
    1. Não indica inferioridade
    2. Para os judeus, significava igualdade com Deus
        ◦ João 5:18
 Aplicação: O título expressa natureza, não criação.

C. “O Pai é maior do que eu”
    1. Refere-se à posição funcional durante a encarnação
        ◦ João 14:28

D. “Primogênito de toda a criação”
    1. Não significa criado
        ◦ Colossenses 1:15
    2. O próprio texto afirma que Ele criou tudo
        ◦ Colossenses 1:16–17
 Aplicação: “Primogênito” aponta para supremacia e autoridade.

E. “O princípio da criação de Deus”
    1. Apocalipse 3:14
    2. “Arche” = origem, causa, fonte
    3. Harmoniza-se com Colossenses 1:16–17
 Aplicação: Jesus não é parte da criação — Ele é a fonte dela.

Jesus é Deus? A Bíblia Revela a Divindade de Jesus

Jesus é Deus para o Livro de Hebreus

Veja também

Conclusão

Alguns são hostis a Cristo como o caminho da salvação (João 8:12-20). Jesus disse que aqueles que crêem Nele são salvos das trevas do pecado (João 8:12).

Os fariseus disseram que Cristo precisava provar que poderia dar a vida eterna com duas testemunhas (João 8:13).

Jesus cumpriu o requisito da Lei de duas testemunhas, pois tanto ele quanto o Pai testemunham de sua divindade (João 8:14-19)..  

Muitas pessoas hoje não apenas discordam que Cristo é o único caminho para Deus – elas são hostis àqueles de nós que veem Cristo como o único caminho para a salvação!

Muitos acreditam que o Pai enviou Jesus do céu (João 8:21-30). Cristo afirmou que aqueles que rejeitassem que Deus o enviou morreriam em seus pecados (João 8:21-29). No entanto, muitas pessoas lá depositaram sua fé nele (João 8:30).

Os crentes em Jesus são libertos da escravidão para serem os descendentes espirituais de Abraão (João 8:31-Aqueles que rejeitam Jesus identificam o diabo como seu pai até o ponto de tentar matar o mensageiro (39-59).

Referências
http://www.apttoteach.org/Theology/Christ/pdf/502_Christ_diety.pdf
http://www.hisplacechurch.com/resources/uploads/1179
https://www.usna.edu/Chapel/_files/documents/sermons/2014/03/2014 03 02 - Sermon.pdf

Pregação sobre Pedro Andou Sobre as Águas Mateus 14:24-33

 Este estudo bíblico nos convida a analisar um dos episódios mais emblemáticos do Novo Testamento. A experiência de Pedro no Mar da Galileia é uma metáfora perfeita para a nossa jornada cristã: um misto de coragem, fé, distração e a graça imediata de Cristo.


TEMA: Pedro Andou Sobre as Águas

Texto Base: Mateus 14:24-33

Introdução

Quantas vezes nos sentimos impotentes, como se estivéssemos em um pequeno barco prestes a ser engolido por um mar de problemas e ansiedades? No ápice da tempestade, nossa maior necessidade não é apenas que o mar se acalme, mas que Jesus venha ao nosso encontro "sobre o mar".


I. Jesus Veio Até Eles

Jesus não é um Deus de "tempo bom"; Ele é o socorro presente na hora da angústia.

    • O Momento Exato: Jesus apareceu quando eles mais precisavam. Eles estavam exaustos e aterrorizados pelo balanço das ondas. A aparição de Jesus, inicialmente confundida com um fantasma, os traumatizou, mas era a resposta de Deus.

    • Presença em Meio às Águas Turbulentas: A vida humana é curta e cheia de inquietações (Jó 14:1). Jesus nos convida a trocar o fardo pesado da ansiedade pelo Seu jugo suave (Mateus 11:28-30).

    • Lançando Preocupações: Ele não quer apenas nos ver lutar; Ele quer que lancemos sobre Ele toda a nossa ansiedade, pois Ele cuida de nós (1 Pedro 5:7).


II. Pela Fé, Pedro Fez o Impossível

O milagre não foi apenas Jesus andar sobre as águas, mas um homem comum também fazê-lo.

    • O Passo de Fé: Pedro deu o passo para fora do barco (v. 29). Naquele momento, ele ignorou as leis da física e o rugido do vento porque seus olhos estavam fixos na Pessoa de Jesus.

    • A Força da Fé: Quando estamos em Cristo, podemos todas as coisas Naquele que nos fortalece (Filipenses 4:13). Uma fé do tamanho de um grão de mostarda pode mover montanhas e vencer o mundo (Mateus 17:20; 1 João 5:4).

    • Caminhar pelo que não se vê: Deus se agrada quando paramos de andar pelo que vemos (circunstâncias) e passamos a andar pela fé, pois sem fé é impossível agradar a Deus (2 Coríntios 5:7; Hebreus 11:6).


III. Mas Então a Fé de Pedro Vacilou

O problema de Pedro não foi a força do vento, mas a mudança do seu foco.

    • O Desvio do Olhar: "Reparando, porém, na força do vento, teve medo" (Mateus 14:30). No momento em que Pedro parou de olhar para o Mestre e começou a olhar para o problema, a dúvida — o maior inimigo da fé — se instalou.

    • Atitude Vencedora: Deveríamos ter a convicção de Paulo: se Deus é por nós, quem será contra nós? (Romanos 8:31). O vento pode soprar, mas ele não tem poder sobre quem está sob a proteção divina.


IV. Pedro Começou a Afundar

O desânimo e o foco errado têm um efeito imediato: o peso da realidade nos puxa para baixo.

    • Vencidos pelas Circunstâncias: Assim como Pedro, nós também podemos ser vencidos se nos deixarmos envolver novamente pelas corrupções e medos do mundo (2 Pedro 2:20).

    • A Promessa de Vitória: No entanto, Deus promete que nossa fé em Cristo é a vitória que vence o mundo (1 João 5:4-5). Ele é fiel e não permitirá que sejamos tentados ou provados além de nossas forças, providenciando sempre o escape (1 Coríntios 10:13).


V. Pedro Fez a Coisa Certa: Ele Clamou!

A falha de Pedro não foi o fim da sua história porque ele soube para quem gritar.

    • Reconhecimento da Necessidade: Ao sentir-se afundar, Pedro clamou: "Senhor, salva-me!". É o mesmo clamor do publicano pedindo misericórdia (Lucas 18:13) e do salmista pedindo para ser tirado do lodo profundo (Salmos 69:1-2).

    • Falha Temporária, Graça Permanente: Todos nós falhamos, mas a graça de Deus se aperfeiçoa em nossa fraqueza (2 Coríntios 12:9). Pedro teve que admitir que não conseguia andar sozinho.

    • Porta Aberta para o Perdão: Jesus está à porta e bate (Apocalipse 3:20). Ele oferece perdão e redenção pelo Seu sangue (Efésios 1:7) e purificação constante para o cristão que confessa seus erros (1 João 1:9).

Pregação sobre Pedro Andou Sobre as Águas Mateus 14:24-33
Veja também
  1. Qual é o Valor de uma Alma?
  2. Por que somos Importantes para DEUS?
  3. Quais são as Características daquele que não Teme a Deus?

Conclusão

A história de Pedro andando sobre as águas nos ensina que o segredo não está na ausência da tempestade, mas na manutenção do foco em Jesus. Se você está afundando hoje, não tente nadar sozinho. Faça como Pedro: reconheça sua limitação, clame pelo socorro do Mestre e sinta a mão d’Ele te puxando de volta para cima da água.


O Cristão pode Fumar Cigarro? Estudo Bíblico

 Este estudo bíblico propõe uma análise franca e bíblica sobre o hábito de fumar. Embora o tabaco não seja mencionado nominalmente nas Escrituras (por ser um produto introduzido no mundo antigo muito depois), a Palavra de Deus nos oferece princípios eternos que regem o cuidado com o corpo, a liberdade espiritual e a nossa influência na sociedade.


TEMA: O Cristão pode Fumar Cigarro?

Introdução

Muitos questionam se o uso do cigarro é "pecado" ou apenas um "hábito ruim". Ao analisarmos as Escrituras, compreendemos que o cristão deve buscar o que é proveitoso e o que glorifica a Deus. Substâncias que prejudicam a saúde física, escravizam a vontade e comprometem o testemunho moral não condizem com a vida transformada em Cristo.


I. Princípios para Julgamentos Morais

Antes de olhar para o cigarro em si, precisamos estabelecer a base de nossa ética cristã:

    • A Bíblia é Suficiente: Ela contém princípios para todas as questões da vida moderna.

    • Propriedade Divina: Nossos corpos não nos pertencem; são propriedade de Deus. Profanar o que é d'Ele é um erro grave.

    • O Criador Sabe Mais: Deus nos projetou e sabe o que é benéfico para o funcionamento do nosso organismo.

    • Santidade da Vida: Se a vida é sagrada, abreviar a própria existência através de substâncias tóxicas é uma afronta ao Doador da vida.

    • O Próximo: Se uma prática faz meu irmão tropeçar ou serve de mau exemplo, ela deve ser abandonada por amor.


II. Um Cristão deve usar Tabaco?

A. A Natureza do Produto

O tabaco contém nicotina, um dos venenos mais letais conhecidos, com toxicidade comparável ao cianeto. Tradicionalmente usada como inseticida, a nicotina só não mata o fumante instantaneamente porque é consumida de forma diluída.

B. O "Coquetel" de Venenos

Ao fumar, o indivíduo ingere:

    1. Nicotina: Causa dependência severa.

    2. Monóxido de Carbono: O mesmo gás letal que sai do escapamento dos carros.

    3. Substâncias Cancerígenas: Agentes químicos que destroem as células e causam câncer.

C. Razões Bíblicas para não Fumar

    1. A Consciência do Usuário: Raramente um fumante recomenda o hábito a um jovem. A maioria admite que é um vício nocivo. A irritação ao discutir o tema geralmente revela uma consciência pesada.

    2. Prática Questionável: Se há dúvida sobre se algo agrada a Deus, a Bíblia recomenda não fazer. "Tudo o que não provém da fé é pecado" (Romanos 14:14, 23).

    3. Escravidão e Vício: O cristão foi liberto para servir a Deus, não para ser controlado por uma substância. "Não me deixarei dominar por coisa alguma" (1 Coríntios 6:12). Quem é vencido por um hábito torna-se escravo dele (2 Pedro 2:19).

    4. Destruição do Templo: O corpo do cristão é o templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19-20). Fumar é introduzir deliberadamente agentes destrutivos no santuário de Deus. Devemos nos purificar de toda contaminação da carne (2 Coríntios 7:1).

    5. Dano à Influência: O cristão é chamado para ser luz e sal (Mateus 5:16). O fumo muitas vezes causa rejeição nos não-cristãos e vergonha entre os irmãos, diminuindo a autoridade do testemunho do crente (1 Timóteo 4:12).


III. Argumentos Comuns e a Verdade Bíblica

    • "A Bíblia não proíbe o cigarro": Ela também não proíbe heroína ou veneno de rato nominalmente, mas proíbe a destruição do corpo e a falta de sobriedade.

    • "O que contamina é o que sai da boca" (Mateus 15:18): Jesus aqui falava de rituais de lavagem de mãos, não de ingerir veneno. Se fôssemos usar esse texto para tudo, poderíamos dizer que o uso de drogas pesadas é aceitável, o que é um absurdo teológico.

    • "Conheço alguém que fumou e viveu muito": Casos isolados não anulam a ciência e a estatística. Arriscar uma morte agonizante por câncer baseando-se na exceção é imprudência e falta de zelo pela vida.

    • "Comer demais também faz mal": A gula é, de fato, um pecado. Porém, o erro de uns não justifica o erro de outros. Precisamos tratar todos os vícios com a mesma seriedade bíblica.

O Cristão pode Fumar Cigarro?

Veja também

Conclusão e Apelo

Parar de fumar é, reconhecidamente, uma das batalhas mais difíceis devido à dependência química e psicológica. Como igreja, não devemos olhar com arrogância para quem luta contra o tabagismo, mas com compaixão e prontidão para ajudar (Gálatas 6:1).

Se você fuma, entenda que Deus deseja sua liberdade total. Ele quer que seu corpo seja um instrumento de justiça, e não um escravo do tabaco.

Próximo Passo: Busque a ajuda do Senhor em oração hoje mesmo. Peça que Ele fortaleça sua vontade. 


Qual é o Valor de uma Alma?

 Este estudo bíblico nos convida a uma reflexão profunda sobre a única parte do nosso ser que é eterna. Em um mundo focado no acúmulo de bens materiais e na estética do corpo, frequentemente esquecemos que carregamos em nós algo que o próprio Criador considera inestimável: a nossa alma.


TEMA: QUAL É O VALOR DE UMA ALMA?

Introdução

Muitas pessoas vivem o dia a dia sem perceber o tesouro que carregam dentro de si. Gastamos fortunas para manter o corpo e os bens, mas pouco investimos na saúde da alma. Para entendermos o valor real de uma alma, precisamos observar como os principais agentes do universo — Deus, Cristo e Satanás — a avaliam.


I. A Avaliação de Deus: O Valor da Origem

Deus avalia a alma com base em sua procedência e no custo de sua recuperação.

    • A Origem Divina: A alma não é fruto da evolução biológica, mas do fôlego direto de Deus (Gênesis 2:7). Ele é o proprietário de todas as almas (Ezequiel 18:4), e é para Ele que o espírito retorna após a morte (Eclesiastes 12:7).

    • O Plano de Resgate: Deus não abandonou a alma à deriva. Ele enviou Seu Filho no tempo certo para resgatar aqueles que estavam sob a lei (Gálatas 4:4-5), agindo como o Pastor que busca as ovelhas desgarradas para trazê-las de volta ao Bispo de suas almas (1 Pedro 2:25).

    • O Preço de Entrega: O valor de algo é medido pelo que se sacrifica por ele. Deus entregou a "joia mais bela do Céu", Seu Filho unigênito, porque considerou a sua alma digna desse sacrifício (João 3:16; 1 João 4:9).


II. A Avaliação de Cristo: O Valor do Sacrifício

Jesus não apenas estimou o valor da alma; Ele pagou a conta em moeda de sangue.

    • A Agonia Antecipada: No Getsêmani, Jesus sentiu o peso do preço a ser pago. Sua tristeza profunda e Seu suor de sangue mostram que salvar uma alma exigia um esforço além da compreensão humana (Mateus 26:37-39).

    • O Valor do Resgatado: Jesus não sofreu açoites, escárnios e a cruz para salvar algo sem valor. Ele não morreu por "lixo", mas por seres criados à imagem de Deus, mesmo que estivessem desfigurados pelo pecado (Mateus 27:26-31).

    • A Determinação do Redentor: Embora tenha sido desprezado e ferido, o preço não foi alto demais para Ele. Como o "Cordeiro mudo", Ele aceitou a dor para que nossas feridas fossem curadas (Isaías 53:3-7).

    • A Matemática de Jesus: Ele deixou uma pergunta retórica que define o valor absoluto: "Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que daria o homem em recompensa da sua alma?" (Marcos 8:36-37). Para Cristo, uma única alma vale mais que todo o planeta.


III. A Avaliação de Satanás: O Valor do Alvo

Até o inimigo de nossas almas reconhece o valor delas, investindo todo o seu esforço para corrompê-las e escravizá-las.

    • O Invejoso do Relacionamento: Satanás odeia ver uma alma em comunhão com Deus. Ele tentou provar que a fé de Jó era interesseira, pois sabe que uma alma fiel glorifica ao Criador (Jó 1:8-11).

    • O Predador Ativo: Ninguém é irrelevante para o inimigo. Ele desejou "cirandar" Pedro como trigo e continua rugindo como um leão, procurando a quem possa devorar (Lucas 22:31-32; 1 Pedro 5:8). Ele usa armadilhas e laços para prender os incautos (1 Timóteo 3:7).

    • O Estrategista da Cegueira: A maior tática de Satanás é cegar o entendimento das pessoas para que elas não vejam a luz do evangelho, mantendo-as focadas no temporário para que percam o eterno (2 Coríntios 4:3-4).

Qual é o Valor de uma Alma?

Veja também

  1. Por que somos Importantes para DEUS?
  2. Quais são as Características daquele que não Teme a Deus?
  3. A Bíblia tem Grande Poder?

Conclusão

No final desta vida, todas as suas conquistas, títulos e bens ficarão para trás. O único bem verdadeiramente valioso que você levará para a eternidade é a sua alma. Não subestime o seu valor eterno. Deus a criou, Jesus a comprou e o inimigo a deseja.


Por que somos Importantes para DEUS?

 Este estudo bíblico foi desenvolvido para combater o sentimento de solidão e invisibilidade que muitos enfrentam na sociedade moderna. Em um mundo onde somos tratados como estatísticas ou números em contas bancárias, as Escrituras revelam uma verdade transformadora: você possui um valor inestimável para o Criador do Universo.


TEMA: Por que somos IMPORTANTES PARA DEUS!

Introdução

Vivemos em uma era de profunda despersonalização. As cidades crescem, mas o isolamento aumenta; as comunidades tornam-se agrupamentos de "castelos solitários" onde vizinhos mal se conhecem. No ambiente de trabalho, a rotatividade impede a formação de vínculos profundos. O resultado é um vazio existencial onde o indivíduo se sente insignificante.

No entanto, a Bíblia traz as "boas novas": você não é um acidente biológico nem um número esquecido. Você é importante para Deus! Ele o valoriza além de qualquer medida humana.


I. Você é importante porque foi criado à imagem de Deus

Diferente de tudo o que existe no cosmos, o ser humano possui uma assinatura divina em sua essência.

    • A Coroa da Criação: O salmista se maravilha com o fato de que, embora o universo seja vasto, Deus coroa o homem de glória e honra, dando-lhe domínio sobre as obras de Suas mãos (Salmos 8:4-8).

    • Descendência de Deus: Paulo, em Atenas, explicou que não somos apenas criaturas, mas "geração de Deus" (Atos 17:26-29). Fomos moldados deliberadamente por Ele.

    • O Selo de Valor: A imagem de Deus em nós (Gênesis 1:27) é o que confere dignidade à vida humana. É por essa razão que a vida é sagrada e deve ser protegida (Gênesis 9:6).


II. Você é importante porque Ele cuida das suas necessidades diárias

Deus não apenas criou o mundo e o abandonou; Ele é o Mantenedor fiel que se envolve nos detalhes da existência humana.

    • Providência para Todos: Deus demonstra Sua bondade ao fazer o sol nascer sobre justos e injustos e enviar chuva para todos (Mateus 5:45).

    • Testemunho da Bondade: A própria natureza, com suas estações e colheitas, é um testemunho de que Deus deseja encher nossos corações de alegria e sustento (Atos 14:17). Ele planejou o ecossistema da Terra pensando no seu bem-estar.


III. Você é importante porque Ele deu Seu Filho por você

O valor de um objeto é determinado pelo preço que alguém está disposto a pagar por ele. Deus pagou o maior preço possível por você.

    • Nossa Condição Real: Todos nós nos desviamos e estávamos espiritualmente mortos em nossos delitos e pecados (Romanos 3:23; Efésios 2:1-3). O salário desse desvio era a morte eterna (Romanos 6:23).

    • A Prova de Amor na Cruz: Quando estávamos perdidos, Deus enviou Jesus. João 3:16 é a declaração definitiva de que você é amado. Ele não esperou que fôssemos "bons" para nos amar; Cristo morreu por nós enquanto ainda éramos Seus inimigos (Romanos 5:10; 1 João 4:10).

    • Sacrifício Pessoal: Jesus se entregou como oferta e sacrifício de aroma suave, focado na sua reconciliação com o Pai (Efésios 5:2).


IV. Você é importante porque Ele te conhece pelo nome

Deus não tem apenas um registro geral da humanidade; Ele tem um conhecimento íntimo e pessoal de cada vida.

    • O Registro Divino: No julgamento final, os livros serão abertos. Nada do que você viveu foi em vão ou passou despercebido (Apocalipse 20:12-13; 2 Coríntios 5:10).

    • Cuidado Pessoal com Seus Filhos: Para o cristão, esse conhecimento é ainda mais terno. Jesus ensinou que até os cabelos da nossa cabeça estão contados e que valemos muito mais do que os pássaros do céu (Mateus 10:29-31).

    • O Selo de Propriedade: "O Senhor conhece os que lhe pertencem" (2 Timóteo 2:19). Ele sabe quem você é, onde você mora e quais são os anseios do seu coração.

Por que somos Importantes para DEUS?

Veja também

  1. Quais são as Características daquele que não Teme a Deus?
  2. A Bíblia tem Grande Poder?
  3. As Características das Ovelhas do Pastor João 10:3–5

Conclusão

Em meio à multidão indiferente, você nunca está sozinho. Deus não apenas sabe que você existe; Ele se importa ativamente com você. Ele deseja que você saia do isolamento e aceite a Sua amizade e o perdão que Ele oferece por meio de Jesus Cristo. Você é precioso, você é amado e você é importante para Deus.


Quais são as Características daquele que não Teme a Deus?

 Este estudo mergulha na anatomia espiritual da rebeldia humana. Através do texto de Romanos, Paulo não está apenas listando pecados, mas expondo a raiz de todos eles: a ausência de uma reverência profunda pelo Criador. Quando o "freio" do temor se rompe, o caráter humano entra em um processo de corrosão inevitável.


Quais são as Características daquele que não Teme a Deus?

Texto Base: Romanos 3:10-18

Introdução

É possível que uma pessoa, por negligência ou endurecimento, perca completamente o temor a Deus. Até mesmo no leito de morte, como vimos na cruz, um ladrão repreendeu o outro dizendo: "Nem mesmo você teme a Deus?" (Lucas 23:40). Paulo, em sua carta aos Romanos, descreve o estado deplorável da humanidade que se esqueceu do seu Criador. Embora a passagem descreva o estado do mundo sem o Evangelho, ela serve como um alerta para qualquer um que comece a desconsiderar a bússola moral divina.


I. A Definição do Temor a Deus

O versículo 18 resume a causa de toda a degradação: "Não há temor de Deus diante dos seus olhos".

    • O que é Temer a Deus? Não é um medo servil ou terror paralisante, mas sim: amá-Lo, honrá-Lo, respeitá-Lo e obedecê-Lo. É a consciência de que Ele é o Juiz e que Sua vontade é o padrão supremo de vida.

    • O Temor na Prática: * Prova de Fidelidade: Abraão provou seu temor ao não negar seu filho a Deus (Gênesis 22:12).

        ◦ O Dever do Homem: Eclesiastes resume que o "tudo" do homem é temer a Deus e guardar Seus mandamentos (Ecl. 12:13).

        ◦ Adoração e Juízo: O temor nos leva a dar glória e adorar Aquele que criou tudo, reconhecendo a hora do Seu juízo (Apocalipse 14:7).

    • Consequência da Falta de Temor: Sem respeito à Palavra de Deus, o homem torna-se reprovado. Sem o temor que nos afasta do mal (Provérbios 16:6), a criatura se sente livre para ser perversa.


II. O Catálogo Divino do Homem sem Temor

Paulo organiza um "diagnóstico" das marcas visíveis naqueles que vivem como se Deus não existisse ou não visse.

A. Rejeição Intelectual e Espiritual (v. 10-11)

"Não há quem entenda, não há quem busque a Deus." A pessoa que não teme a Deus não investe tempo em conhecê-Lo. A ignorância espiritual é, muitas vezes, uma escolha. Ao se recusarem a buscar a fonte, perdem a capacidade de entender a própria vida.

B. Inutilidade Espiritual (v. 12)

"Tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem." Para Deus, "fazer o bem" não é apenas um ato social, mas um ato feito para Sua glória. Sem o temor, as obras do homem tornam-se vazias de propósito eterno; tornam-se "inúteis" para o Reino.

C. Línguas Venenosas (v. 13-14)

A falta de temor a Deus manifesta-se rapidamente na boca.

    • Sepulcro Aberto: Suas palavras exalam a morte do coração.

    • Veneno de Víbora: Engano, maldição e amargura são suas ferramentas.

    • O Contraste do Cristão: Quem teme a Deus guarda o coração (Provérbios 4:23) e tempera suas palavras com sal (Colossenses 4:6), sabendo que dará conta de cada palavra fútil.

D. Pés Ligeiros para a Violência (v. 15)

"Os seus pés são ligeiros para derramar sangue." Quando Deus é desconsiderado, o valor da vida humana diminui. O homem torna-se um predador do seu próximo. Sem a lei de Deus no coração, a força bruta vira a lei da terra. Isaías descreve bem esse caminho de ruína e iniquidade (Isaías 59:7-8).

E. Ausência de Paz (v. 16-17)

"Destruição e miséria marcam os seus caminhos; e o caminho da paz eles não conheceram." É impossível encontrar paz longe do Príncipe da Paz. Onde não há temor de Deus, os caminhos são tortuosos e cheios de conflitos internos e externos. Jesus, ao contrário, oferece a bem-aventurança aos pacificadores (Mateus 5:9) e a paz que excede o entendimento (Filipenses 4:7).

Quais são as Características daquele que não Teme a Deus?

Veja também

  1. A Bíblia tem Grande Poder?
  2. As Características das Ovelhas do Pastor João 10:3–5
  3. Da Glória à Humilhação e à Exaltação: A Trajetória de Cristo

Conclusão

O catálogo de Paulo em Romanos 3 não é apenas uma crítica social, mas um espelho espiritual. A ausência de temor a Deus é a raiz de toda destruição e miséria humana. Como Jesus alertou em Mateus 10:28: "Não temam os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, temam aquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno."

Ascensão e Crescimento das Seitas na Época de Jesus

 Este estudo bíblico analisa o panorama religioso e social que Jesus encontrou ao iniciar Seu ministério. Durante os 400 anos de silêncio profético (período intertestamentário), o judaísmo se fragmentou em diferentes grupos que moldaram o contexto das narrativas evangélicas.


Ascensão e Crescimento das Seitas na Época de Jesus

Introdução

O cenário onde Jesus pregou não era um bloco religioso uniforme. Três grandes seitas surgiram e disputavam a influência sobre o povo: os Fariseus, os Saduceus e os Essênios. Além deles, havia grupos de forte inclinação política:

    • Zelotes: Nacionalistas extremistas que buscavam a libertação de Roma pela força (como Simão, o Zelote - Lucas 6:15).

    • Herodianos: Partidários da dinastia de Herodes e do compromisso com o poder romano.


I. Os Essênios: Os Isolados

Diferente dos outros grupos, os essênios escolheram o retiro para preservar o que consideravam ser a pureza da fé.

    • Modo de Vida e Moral: Receberam esse nome devido à sua busca por santidade. Para eles, uma vida de extrema reverência era o único sacrifício aceitável a Deus. Rejeitavam a propriedade privada, vivendo em comunidades de bens comuns.

    • Legado: São amplamente reconhecidos como os autores e preservadores dos Manuscritos do Mar Morto.

    • Papel Social: Na época de Jesus, já haviam se isolado quase totalmente da sociedade. Protestavam contra o sumo sacerdócio da época (considerando-o corrupto) e recusavam-se a participar do culto no templo, embora fossem conhecidos por sua caridade e ajuda aos necessitados.


II. Os Fariseus: Os Guardiões da Tradição

Representavam a "classe média" religiosa e eram os mais próximos do povo.

    • Raízes: Surgiram do zelo de Neemias e Esdras pela separação do pecado, mas com o tempo, essa separação tornou-se excessivamente exterior e ritualista.

    • Caráter e Crenças: Elevavam as tradições orais (a "Mishná") ao mesmo nível das Escrituras Sagradas. Eram extremamente rigorosos, como no dízimo de cada erva consumida. Diferente dos saduceus, acreditavam na ressurreição, no julgamento futuro e na existência de anjos.

    • Vida Nacional: Controlavam as sinagogas e a maioria dos escribas eram fariseus. Nutriam uma atitude de superioridade espiritual ("mais santos que os outros") e um forte sentimento nacionalista contra Roma.


III. Os Saduceus: A Elite Aristocrática

Eram o partido do poder, da riqueza e da política, compondo a aristocracia sacerdotal.

    • Origem e Poder: Surgiram de uma tendência de convivência pacífica com a cultura grega e romana. Controlavam o Sumo Sacerdócio e metade do Sinédrio, embora fossem a minoria da população.

    • Crenças Limitadas: Aceitavam apenas o Pentateuco (os cinco livros de Moisés) como autoridade suprema. Negavam a ressurreição, a vida após a morte e a existência de anjos.

    • Personalidade: Enquanto os fariseus eram fervorosos e zelosos, os saduceus eram descritos como frios, moderados e interessados principalmente em manter o status quo e seus privilégios políticos.

Ascensão e Crescimento das Seitas na Época de Jesus

  1. O Papel dos Guardas Romanos na Crucificação de Cristo
  2. Jesus é o Filho de Deus?
  3. O que Significa Cingidos Vossos Lombos com a Verdade? Efésios 6:14 

Conclusão

Embora fariseus e saduceus se desprezassem profundamente e divergissem em quase tudo, eles encontraram um ponto comum de união: a oposição a Jesus Cristo. Suas lutas internas e cegueira espiritual contribuíram para o declínio da nação, mas, ironicamente, ao se unirem para condenar o Messias, cumpriram o plano divino para a redenção da humanidade. A queda desses sistemas humanos abriu espaço para o estabelecimento da Igreja, fundamentada não em seitas, mas na Verdade viva de Cristo.


 

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